{"id":2297,"date":"2017-12-15T22:13:31","date_gmt":"2017-12-15T22:13:31","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopolitica.com\/?p=2297"},"modified":"2017-12-15T22:14:54","modified_gmt":"2017-12-15T22:14:54","slug":"a-aberracao-de-um-pais-sem-passado-presente-e-futuro","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/acaopolitica.com\/index.php\/2017\/12\/15\/a-aberracao-de-um-pais-sem-passado-presente-e-futuro\/","title":{"rendered":"A aberra\u00e7\u00e3o de um Pa\u00eds sem passado, presente e futuro"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #0000ff;\"><a style=\"color: #0000ff;\" href=\"https:\/\/www.ibge.gov.br\/estatisticas-novoportal\/sociais\/populacao\/9221-sintese-de-indicadores-sociais.html\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?hl=pt-PT&amp;q=https:\/\/www.ibge.gov.br\/estatisticas-novoportal\/sociais\/populacao\/9221-sintese-de-indicadores-sociais.html&amp;source=gmail&amp;ust=1513461653750000&amp;usg=AFQjCNEXmznsXzG3y2qCG7FFwxOgUxeMIg\">S\u00edntese de Indicadores Sociais<\/a> \u2013 Fonte IBGE<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\">Base: Ano de 2016<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">S\u00edntese dos Indicadores Sociais: um em cada quatro jovens do pa\u00eds n\u00e3o estava ocupado nem estudava em 2016.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">Em 2016, cerca de 25,8% dos jovens de 16 e 29 anos n\u00e3o estavam ocupados nem estudavam.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">Entre os 10% da popula\u00e7\u00e3o com os menores rendimentos, 78,5% eram pretos ou pardos. J\u00e1 entre os 10% com os maiores rendimentos, os pretos ou pardos representavam apenas 24,8%.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">Essa e outras informa\u00e7\u00f5es est\u00e3o na\u00a0S\u00edntese de indicadores sociais (SIS). Com dados do IBGE e de outras fontes, a SIS analisa o mercado de trabalho, a distribui\u00e7\u00e3o de renda e a mobilidade ocupacional e educacional no pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">Embora o Brasil n\u00e3o tenha uma \u201clinha de pobreza\u201d oficial, a SIS fez um estudo a partir de diversas abordagens desse tema. Considerando-se a linha proposta pelo Banco Mundial, por exemplo, um quarto da popula\u00e7\u00e3o brasileira vive com renda de at\u00e9 5,5 d\u00f3lares por dia (R$387 por m\u00eas), incluindo 42,4% das crian\u00e7as e adolescentes de at\u00e9 14 anos do pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">Na an\u00e1lise do saneamento, a pesquisa constatou que, no Piau\u00ed e no Acre, mais de 10% da popula\u00e7\u00e3o vivem em domic\u00edlios sem banheiros e que 37,9% dos domic\u00edlios do pa\u00eds n\u00e3o tinham acesso aos tr\u00eas servi\u00e7os de saneamento b\u00e1sico (coleta de lixo, \u00e1gua tratada e acesso \u00e0 rede de esgoto).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 mobilidade educacional, a SIS constatou que apenas 4,6% dos filhos de pais sem instru\u00e7\u00e3o conseguiram concluir o ensino superior. Na an\u00e1lise da mobilidade ocupacional, o percentual de brancos com mobilidade ascendente \u00e9 maior do que o de pretos ou pardos, enquanto o das mulheres \u00e9 maior do que o dos homens.\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\"><u>Mercado de trabalho:<\/u>\u00a0empregos com v\u00ednculo formal atingiram o menor n\u00edvel da s\u00e9rie em 2016<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">Os dados da PNAD Cont\u00ednua mostram que os empregados com v\u00ednculo formal de trabalho representavam 50,7% da popula\u00e7\u00e3o ocupada em 2012. Esse percentual caiu ao menor n\u00edvel da s\u00e9rie em 2016, quando chegou a 49,8%. J\u00e1 o percentual de empregados sem carteira caiu at\u00e9 2015 (17,9%) e subiu em 2016 (18,5%) e o dos trabalhadores por conta pr\u00f3pria cresceu de 2012 (22,9%) para 2016 (24,7%).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">De 2012 para 2016, a popula\u00e7\u00e3o ocupada cresceu 2,3%, com aumento de 3,3% at\u00e9 2014 e recuo de 1,0% nos dois anos finais. Agropecu\u00e1ria (-11,1%), Ind\u00fastria (-10,2%), Constru\u00e7\u00e3o (-0,8%) e Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica (-11,7%) foram as atividades que apresentaram quedas. J\u00e1 o subgrupo Servi\u00e7os Dom\u00e9sticos apresentou redu\u00e7\u00e3o no per\u00edodo inicial da s\u00e9rie (-2,6% at\u00e9 2014) e eleva\u00e7\u00e3o no per\u00edodo mais agudo da crise econ\u00f4mica (4,2% de 2014 a 2016).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">Pretos e pardos eram 62,6% da popula\u00e7\u00e3o desocupada em 2016<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">O n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o branca ocupada caiu de 60,2% (2012) para 58,7% (2016), enquanto para pretos e pardos, esse indicador reduziu de 58,3% para 55,2%, no per\u00edodo. Em 2016, pretos ou pardos eram a maior parte da popula\u00e7\u00e3o desocupada (62,6%), embora representassem 54,0% da popula\u00e7\u00e3o em idade de trabalhar do pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">Entre os trabalhadores pretos ou pardos, 34,7% n\u00e3o tinham instru\u00e7\u00e3o ou tinham ensino fundamental incompleto, percentual que era de 21,2% para trabalhadores brancos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">Percentual de trabalhadoras com n\u00edvel superior \u00e9 maior<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">Entre os trabalhadores, o percentual de mulheres com ensino superior completo ou mais (23,8%) era maior que o dos homens (14,4%). J\u00e1 a propor\u00e7\u00e3o de homens ocupados sem instru\u00e7\u00e3o e ensino fundamental incompleto (33,2%) era maior que a das mulheres (21,8%).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">No entanto, este diferencial de escolaridade apresentado pelas mulheres n\u00e3o se traduz em uma maior participa\u00e7\u00e3o das mulheres na popula\u00e7\u00e3o ocupada. Em 2016, 56,9% dos ocupados eram homens, percentual muito similar ao de 2012, cujo percentual ficou em 57,6%.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">De 2012 para 2016, a taxa de desocupa\u00e7\u00e3o cresceu para todos os n\u00edveis de instru\u00e7\u00e3o, chegando a (15,7%) entre os que tinham ensino fundamental completo ou ensino m\u00e9dio incompleto. Em 2016, o n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o foi maior entre os que tinham n\u00edvel superior completo (78,2%) e menor entre os que tinham at\u00e9 o fundamental incompleto (43,9%).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">A propor\u00e7\u00e3o de trabalhadores sem instru\u00e7\u00e3o ou com ensino fundamental incompleto caiu em todas as atividades. Havia mais trabalhadores com baixa instru\u00e7\u00e3o na Agropecu\u00e1ria (69,6%), Constru\u00e7\u00e3o (50,5%) e Servi\u00e7os dom\u00e9sticos (53,6%). J\u00e1 os trabalhadores com n\u00edvel superior completo superaram os demais em Educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e servi\u00e7os sociais (52,7%).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">Propor\u00e7\u00e3o de trabalhadores pretos ou pardos sem carteira (21,8%) \u00e9 maior que a de brancos (14,7%).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">Em termos percentuais, os trabalhadores formais representaram 61,2% em 2016, enquanto os informais atingiram 38,8%. A popula\u00e7\u00e3o ocupada que contribui para previd\u00eancia social cresceu de 2012 (52,4 milh\u00f5es de pessoas) at\u00e9 2014 (56,2 milh\u00f5es), em 2015 estabilizou-se (56,5 milh\u00f5es) e em 2016 reduziu-se (55,5 milh\u00f5es). Pela defini\u00e7\u00e3o da OIT, o trabalho formal inclui empregados e trabalhadores dom\u00e9sticos com carteira de trabalho assinada e militares ou funcion\u00e1rios p\u00fablicos estatut\u00e1rios, al\u00e9m de trabalhadores por conta pr\u00f3pria e empregadores que contribu\u00edam para a previd\u00eancia social.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">Por cor ou ra\u00e7a, havia maior participa\u00e7\u00e3o em trabalhos formais da popula\u00e7\u00e3o ocupada branca (68,6%) do que entre pretos ou pardos (54,6%). J\u00e1 a propor\u00e7\u00e3o de trabalhadores pretos ou pardos sem carteira (21,8%) era maior do que a de brancos (14,7%).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">Mulheres em trabalhos formais ganhavam 76% do rendimento dos homens.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">O rendimento m\u00e9dio habitual mensal real da popula\u00e7\u00e3o ocupada subiu 3,9% de 2012 (R$ 1.945) para 2016 (R$ 2.021), sendo o auge em 2014 (R$ 2.081). Embora tenha mostrado o segundo maior crescimento em termos reais (10,9%), os Servi\u00e7os dom\u00e9sticos registraram os rendimentos m\u00e9dios mais baixos em toda a s\u00e9rie (R$ 824 em 2016). O rendimento m\u00e9dio do empregador (R$ 5.569) \u00e9 o maior e o do empregado sem carteira, o menor (R$ 1.143).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">Em 2012, as mulheres ocupadas em trabalhos formais ganhavam 73,0% do rendimento dos homens, raz\u00e3o que cresceu para 76,0% em 2016. O rendimento m\u00e9dio dos homens ocupados informalmente foi 50,0% dos formais; entre as mulheres esta propor\u00e7\u00e3o foi de 41,7%. Na popula\u00e7\u00e3o branca, a raz\u00e3o entre rendimentos de informais e formais foi de 55,1%, e para pretos ou pardos, 48,9%. Os trabalhadores pretos\u00a0<span style=\"text-decoration: line-through;\">e<\/span>\u00a0ou pardos ganhavam, em m\u00e9dia, 55,3% do rendimento dos brancos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">O rendimento-hora m\u00e9dio habitual dos trabalhadores com ensino superior ou mais foi de R$ 33,1 em 2016, valor 4,3 vezes maior do que o recebido pelos ocupados sem instru\u00e7\u00e3o ou com ensino fundamental incompleto. \u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">As mulheres sem instru\u00e7\u00e3o ou com ensino fundamental incompleto recebiam 20,6% menos que homens de mesmo n\u00edvel. Entre os trabalhadores com ensino superior essa propor\u00e7\u00e3o era de 56,6%. Entre trabalhadores brancos e pretos ou pardos com n\u00edvel superior essa desigualdade alcan\u00e7a 45,5%.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">Jovens foram os mais afetados com a crise.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">Os jovens (16 a 29 anos) tiveram a maior queda na ocupa\u00e7\u00e3o de 2012 para 2016 (-6,5 p.p.). O n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o desse grupo et\u00e1rio diminuiu de 59,1% (2012) para 52,6% (2016). O n\u00edvel de ocupa\u00e7\u00e3o para mulheres jovens foi de 44,8%, e o dos homens foi de 60,5%.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">A taxa de desocupa\u00e7\u00e3o dos jovens ficou em 18,9% para homens e em 24,0% para mulheres. Dos desocupados, 54,9% tinham de 16 a 29 anos, refletindo em uma taxa de desocupa\u00e7\u00e3o (21,1%) mais alta para este grupo que para os demais.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">O Amap\u00e1 (29,2%) teve a maior taxa de desocupa\u00e7\u00e3o nesta faixa et\u00e1ria em 2016. Com exce\u00e7\u00e3o do Piau\u00ed (18,2%), Sergipe (19,3%), Maranh\u00e3o (20,9%) e Minas Gerais (19,3%), os estados do Nordeste e do Sudeste tiveram taxas acima da m\u00e9dia nacional (21,1%).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">A taxa composta da subutiliza\u00e7\u00e3o da for\u00e7a de trabalho tamb\u00e9m foi mais alta para os jovens, passando de 25,5% (2012) para 32,8% (2016). A desocupa\u00e7\u00e3o foi o principal componente da taxa, correspondendo a 47,0% dela em 2012 e a 58,8% em 2016.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">No Maranh\u00e3o, apenas 30,1% dos jovens trabalhadores t\u00eam empregos formais.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">Em 2016, entre os trabalhadores jovens, a formalidade passou de 58,7% (2012) para 58,4% (2016). Em Santa Catarina, 77,1% dos jovens ocupados tinham trabalhos formais, enquanto no Maranh\u00e3o a formalidade chegava a apenas 30,1% dos jovens trabalhadores.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">O percentual de jovens sem carteira assinada foi mais alto (22,1%) do que nos outros grupos et\u00e1rios. Entre jovens ocupados, 62,0% contribu\u00edam para a previd\u00eancia social. A maior parte dos jovens contribuintes eram empregados com carteira assinada (49,5%). Os jovens estavam inseridos principalmente em com\u00e9rcio e repara\u00e7\u00e3o (33,9%) e na ind\u00fastria (28,7%).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">Houve redu\u00e7\u00e3o nas jornadas de trabalho excessivas (mais de 49h semanais) entre os jovens ocupados, de 12,4% (2012) para 8,2% (2016). Em 2016, 50,7% desse grupo trabalhava de 40 a 44 horas semanais e 29,8% trabalhavam at\u00e9 39 horas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">Houve queda de 1,5% no rendimento m\u00e9dio real para jovens, que passou a ser de R$ 1.321. O grupo foi o \u00fanico a ter rendimento menor que a m\u00e9dia nacional (R$ 2.021).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">Os jovens t\u00eam metade da ades\u00e3o aos sindicatos que os mais velhos. A taxa de sindicaliza\u00e7\u00e3o dos trabalhadores formais foi de 5,9% em 2015 para jovens, enquanto entre os de 50 a 59 anos foi de 13,4%.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">Em 2016, um quarto dos jovens nem estudava nem estava ocupado.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">O percentual de jovens (16 a 29 anos) que nem estudavam nem estavam ocupados no Brasil (os chamados \u201cnem nem\u201d) aumentou de 2014 (22,7%) para 2016 (25,8%). Todas as regi\u00f5es tamb\u00e9m tiveram esse aumento. O Amap\u00e1 foi o \u00fanico estado onde essa taxa caiu (de 30,8% para 28,5%).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">Em 2016, a maior incid\u00eancia de jovens que n\u00e3o estudavam nem estavam ocupados se encontrava entre jovens com o fundamental incompleto ou equivalente (38,4%).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">O percentual de jovens que n\u00e3o estudavam nem estavam ocupados em 2016 era maior entre aqueles de cor ou ra\u00e7a preta ou parda (29,1%) do que entre os brancos (21,2%). As mulheres pretas ou pardas foram o grupo mais afetado pelo fen\u00f4meno (37,6%).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">A diferen\u00e7a entre o percentual de homens e o de mulheres que n\u00e3o estudavam nem estavam ocupados ficou em 13,7 p.p. As mulheres tinham, ent\u00e3o, 1,7 vezes mais chances que os homens de se encontrarem nessa condi\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">A diferen\u00e7a entre o percentual de homens n\u00e3o-estudantes e n\u00e3o-ocupados e o de mulheres na mesma situa\u00e7\u00e3o se acentua nos grupos mais velhos. Entre homens de 25 a 29 anos de idade, 16,6% n\u00e3o estudavam nem estavam ocupados, enquanto entre mulheres da mesma faixa et\u00e1ria o percentual era de 34,6%.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">Mais da metade dos homens jovens que n\u00e3o estudavam nem estavam ocupados procuravam por uma ocupa\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">Entre os homens jovens que n\u00e3o estudavam nem estavam ocupados, prevaleciam os que estavam procurando e podiam come\u00e7ar a trabalhar em uma ocupa\u00e7\u00e3o (52,3%), enquanto entre as mulheres, predominavam as que estavam fora da for\u00e7a de trabalho (69,7%).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">Ainda entre os jovens que n\u00e3o estudavam nem estavam ocupados, o percentual dos homens procurando e dispon\u00edveis para trabalhar em uma ocupa\u00e7\u00e3o oscilou entre 41,9% (2012) e 45,9% (2015) e chegou a 52,3% (2016), enquanto o das mulheres ficou entre 21,7% (2012) e 25,7% (2015) e foi de 30,3% (2016).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">Enquanto 34,6% das mulheres responderam \u201cter que cuidar dos afazeres dom\u00e9sticos, do(s) filho(s) ou de outro(s) parente(s)\u201d quando perguntadas sobre o motivo de n\u00e3o terem procurado ocupa\u00e7\u00e3o, apenas 1,4% dos homens apontaram tal motivo como principal.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">Entre mulheres jovens que n\u00e3o estudavam nem estavam ocupadas, 92,1% responderam realizar tarefas de cuidados a moradores do domic\u00edlio ou parentes e afazeres dom\u00e9sticos no domic\u00edlio. Entre homens, esse percentual foi de 61,3%.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">39,6% dos trabalhadores come\u00e7aram a trabalhar antes dos 15 anos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">Entre os trabalhadores, 39,6% come\u00e7aram a trabalhar com at\u00e9 14 anos. Esse percentual foi maior para o grupo que tinha at\u00e9 o ensino fundamental incompleto (62,1%) do que para os que tinham n\u00edvel superior completo (19,6%). Entre os que recebiam at\u00e9 \u00bd sal\u00e1rio m\u00ednimo, essa propor\u00e7\u00e3o foi de 56,9%.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">Dos trabalhadores com 60 anos ou mais, 59,0% come\u00e7aram a trabalhar com at\u00e9 14 anos, sendo que 17,5% come\u00e7ou at\u00e9 os 9 anos, \u00edndice que foi apenas de 2,9% entre os jovens de 16 a 29 anos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">Enquanto 42,3% dos trabalhadores pretos ou pardos come\u00e7aram a trabalhar com at\u00e9 14 anos, esse percentual foi de 36,8% para os brancos. A propor\u00e7\u00e3o de homens que come\u00e7ou a trabalhar antes dos 15 anos (45%) tamb\u00e9m \u00e9 maior do que a de mulheres (32,5%).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\"><u>Padr\u00e3o de vida e distribui\u00e7\u00e3o de renda:<\/u>\u00a0Pretos ou pardos s\u00e3o 78,5% da popula\u00e7\u00e3o com os 10% menores rendimentos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">Em 2016, o rendimento m\u00e9dio\u00a0per capita\u00a0dos domic\u00edlios do 1% com maiores rendimentos (R$ 18.657) era 38,4 vezes maior que o rendimento m\u00e9dio dos 50% com menores rendimentos (R$ 486). Pretos ou pardos eram 78,5% das pessoas com os 10% menores rendimentos e 24,8% daqueles entre os 10% da popula\u00e7\u00e3o com os maiores rendimentos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">O \u00edndice de Gini, que varia de zero (perfeita igualdade) at\u00e9 um (desigualdade m\u00e1xima), foi de 0,525 em 2016, com o Nordeste (0,522) como a regi\u00e3o mais desigual e o Sul (0,469) como a menos desigual.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">O \u00cdndice de Palma mostrou que os 10% da popula\u00e7\u00e3o com maiores rendimentos concentravam 3,4 vezes mais do total de rendimentos que os 40% com os menores rendimentos. Entre as unidades da federa\u00e7\u00e3o, os extremos foram no Distrito Federal (4,7) e em Santa Catarina (2,1).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">Um quarto da popula\u00e7\u00e3o vive com renda de at\u00e9 5,5 d\u00f3lares por dia (R$387 por m\u00eas), incluindo 42,4% das crian\u00e7as e adolescentes de at\u00e9 14 anos do pa\u00eds.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">O Brasil n\u00e3o tem uma linha oficial de pobreza; h\u00e1 diversas linhas que atendem a v\u00e1rios objetivos. Chega-se a 4,2% da popula\u00e7\u00e3o segundo o recorte de pobreza extrema do Bolsa Fam\u00edlia (R$ 85 mensais), 6,5% no recorte de pobreza extrema global do Banco Mundial (U$1,9 por dia, equivalente a R$134 mensais) e 12,1% com um quarto de sal\u00e1rio m\u00ednimo per capita. Recortes de pobreza mais altos incluem a popula\u00e7\u00e3o com at\u00e9 meio sal\u00e1rio m\u00ednimo per capita (29,9%) e a linha do Banco Mundial que leva em conta o n\u00edvel de desenvolvimento brasileiro (e da Am\u00e9rica Latina) de US$5,5 d\u00f3lares por dia.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">No Brasil, a <a style=\"color: #0000ff;\" href=\"https:\/\/maps.google.com\/?q=linha+de+US$+5,5&amp;entry=gmail&amp;source=g\">linha de US$ 5,5<\/a> por dia (interessante para avaliar as condi\u00e7\u00f5es de vida da popula\u00e7\u00e3o brasileira no espa\u00e7o e entre grupos) correspondia a uma renda domiciliar\u00a0per capita\u00a0de R$387 por m\u00eas, o que colocava 25,4% da popula\u00e7\u00e3o brasileira na situa\u00e7\u00e3o de pobreza em 2016. A maior incid\u00eancia segundo a linha de 5,5 d\u00f3lares por dia foi no Nordeste (43,5%) e no Norte (43,1%) e a menor no Sul (12,3%). Do total de pobres, 72,9% eram pretos ou pardos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">Por faixa et\u00e1ria, 17,8 milh\u00f5es de crian\u00e7as e adolescentes de 0 a 14 anos, o que corresponde a 42,4% desse grupo et\u00e1rio tinham renda de at\u00e9 5,5 d\u00f3lares por dia. Tamb\u00e9m h\u00e1 alta incid\u00eancia para homens e mulheres pretos ou pardos (respectivamente 33,3% e 34,3%) em rela\u00e7\u00e3o a homens e mulheres brancos (respectivamente 15,3% e 15,2%). Entre os moradores de arranjos formados por mulheres pretas ou pardas sem c\u00f4njuge com filho(s) at\u00e9 14 anos, 64,0% estavam em situa\u00e7\u00e3o de pobreza segundo esse recorte.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">Cerca de 60% da popula\u00e7\u00e3o considerada pobre pela linha de 5,5 d\u00f3lares por dia \u00a0vivem sem pelo menos um dos tr\u00eas servi\u00e7os de saneamento b\u00e1sico<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">Do total da popula\u00e7\u00e3o, 37,9% n\u00e3o tinham acesso simult\u00e2neo aos tr\u00eas servi\u00e7os de saneamento b\u00e1sico em 2016 \u2013 abastecimento de \u00e1gua por rede geral, esgotamento sanit\u00e1rio por rede coletora ou pluvial e coleta direta ou indireta de lixo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">A falta de acesso a saneamento concernia mais homens e mulheres de cor ou ra\u00e7a preta ou parda (respectivamente 46,9% e 45,0%) do que para homens e mulheres de cor ou ra\u00e7a branca (respectivamente 29,2% e 27,2%).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">Entre a popula\u00e7\u00e3o abaixo da linha de 5,5 d\u00f3lares por dia, o percentual dos que viviam sem pelo menos um dos tr\u00eas servi\u00e7os de saneamento b\u00e1sico era ainda maior (59,6%) do que para o total da popula\u00e7\u00e3o (37,9%).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">No Piau\u00ed e no Acre, mais de 10% da popula\u00e7\u00e3o viviam em domic\u00edlios sem banheiros em 2016.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">Do total da popula\u00e7\u00e3o, 1,7% (3,4 milh\u00f5es de pessoas) residia em domic\u00edlios sem banheiro ou sanit\u00e1rio de uso exclusivo e 1,2% em domic\u00edlios com paredes externas constru\u00eddas com material n\u00e3o dur\u00e1vel. Piau\u00ed e Acre tinham, respectivamente, 12,3% e 10,2% de suas popula\u00e7\u00f5es vivendo em domic\u00edlios sem banheiro ou sanit\u00e1rio de uso exclusivo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">Na popula\u00e7\u00e3o com renda de at\u00e9 5,5 d\u00f3lares por dia, 26,2% tinham pelo menos uma defici\u00eancia nas condi\u00e7\u00f5es de moradia, em contraste a 12,0% da popula\u00e7\u00e3o total. As quatro inadequa\u00e7\u00f5es consideradas foram a aus\u00eancia de banheiro ou sanit\u00e1rio de uso exclusivo dos moradores, constru\u00e7\u00e3o de paredes externas do domic\u00edlio predominantemente com material n\u00e3o dur\u00e1vel, presen\u00e7a de um n\u00famero de moradores superior ao adequado e \u00f4nus excessivo com aluguel.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">O adensamento excessivo (quando h\u00e1 mais de tr\u00eas moradores por c\u00f4modo utilizado como dormit\u00f3rio) foi a inadequa\u00e7\u00e3o mais verificada (5,7% da popula\u00e7\u00e3o ou 11,7 milh\u00f5es de pessoas). Estavam nessa situa\u00e7\u00e3o 14,2% das pessoas vivendo em arranjos compostos por mulheres pretas ou pardas sem c\u00f4njuge e com filho(s) at\u00e9 14 anos, enquanto ocorria para apenas 1,0% dos moradores em arranjos de casais sem filho.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">Apenas 15% da\u00a0<u>popula\u00e7\u00e3o considerada pobre pela linha de 5,5 d\u00f3lares por dia\u00a0<\/u>\u00a0tinham microcomputador com acesso \u00e0 internet.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">O acesso \u00e0 internet via computador contemplou 42,2% do total de domic\u00edlios e 15,3% daqueles abaixo da linha dos 5,5 d\u00f3lares por dia, enquanto os percentuais de acesso via tablet, celular, televis\u00e3o ou outro equipamento eletr\u00f4nico eram de 65,3% e 46,0%, respectivamente. Lembramos. Destaque-se que acesso \u00e0 internet via computador \u00e9 potencialmente mais amplo do que via dispositivo m\u00f3vel.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">A m\u00e1quina de lavar estava presente em 63,7% dos domic\u00edlios, mas em apenas 34,7% daqueles abaixo da linha de 5,5 d\u00f3lares por dia.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">O \u00f4nus excessivo com aluguel (quando o valor do aluguel mensal iguala ou supera 30,0% da renda domiciliar mensal) atingia 4,6% do total da popula\u00e7\u00e3o (9,5 milh\u00f5es de pessoas). Essa condi\u00e7\u00e3o afetava 7,9% daqueles com renda domiciliar\u00a0per capita\u00a0abaixo da linha de 5,5 d\u00f3lares por dia. O \u00f4nus excessivo tem comportamento diferente das outras adequa\u00e7\u00f5es, sendo mais forte no Distrito Federal (8,5%) e em S\u00e3o Paulo (6,7%), unidades da federa\u00e7\u00e3o onde a renda domiciliar e custo de vida s\u00e3o mais altos. Tamb\u00e9m atingem mais (pessoas de baixa renda) nas capitas do que no total dos estados. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">Moradores de arranjos domiciliares formados por mulheres pretas ou pardas sem c\u00f4njuge e com filhos pequenos s\u00e3o o grupo com mais restri\u00e7\u00f5es de acesso a direitos.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">A an\u00e1lise da pobreza multidimensional complementa a an\u00e1lise monet\u00e1ria e permite avaliar as restri\u00e7\u00f5es de acesso a pelos menos uma das dimens\u00f5es analisadas: \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, \u00e0 prote\u00e7\u00e3o social, \u00e0 moradia adequada, aos servi\u00e7os de saneamento b\u00e1sico e \u00e0 internet.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">Do total da popula\u00e7\u00e3o, 64,9% tinham pelo menos uma restri\u00e7\u00e3o de acesso, com maior incid\u00eancia para moradores de arranjos de mulheres pretas ou pardas sem c\u00f4njuge com filhos at\u00e9 14 anos (81,3%) e na popula\u00e7\u00e3o de 60 anos ou mais de idade (80,0%).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">As dimens\u00f5es que mais influenciam na medida de \u2018incid\u00eancia ajustada\u2019 de pobreza multidimensional variam segundo os grupos populacionais. A popula\u00e7\u00e3o idosa \u00e9 mais afetada por restri\u00e7\u00e3o de acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e \u00e0 internet, enquanto moradores de arranjos de mulheres sem c\u00f4njuge com filhos de at\u00e9 14 anos tiveram mais restri\u00e7\u00f5es \u00e0 prote\u00e7\u00e3o social (necessitando acesso a trabalho formal e programas sociais).<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\"><u>Mobilidade:<\/u>\u00a0Percentual de brancos com mobilidade ascendente \u00e9 maior do que o de pretos ou pardos, enquanto o das mulheres \u00e9 maior do que o dos homens.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">De acordo com o Suplemento de Mobilidade S\u00f3cio-Ocupacional da PNAD 2014, 67,0% dos filhos de 25 a 65 anos estavam em estratos ocupacionais distintos dos pais, sendo que 50,0% tiveram mobilidade ascendente e 16,9%, descendente. O Estrato de origem A (Dirigentes em geral e profissionais das ci\u00eancias e das artes) foi o que apresentou o maior percentual de imobilidade ocupacional (54,2%). O indiv\u00edduo cujo pai prov\u00e9m desse estrato tem 13,7 vezes mais chance de permanecer nele se comparado \u00e0 probabilidade de ascens\u00e3o dos indiv\u00edduos provenientes dos Estratos D, E ou F.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">As mulheres (74,7%) mostraram mais mobilidade total do que os homens (61,0%). Esse resultado \u00e9 esperado pois a mobilidade das mulheres ocorre em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o majoritariamente agr\u00edcola de seus pais, enquanto h\u00e1 maior reten\u00e7\u00e3o dos homens nessas ocupa\u00e7\u00f5es agr\u00edcolas. Um ter\u00e7o do total de mulheres que ascenderam foram para o Estrato E, especialmente nas ocupa\u00e7\u00f5es \u201ctrabalhadores do servi\u00e7o dom\u00e9stico em geral\u201d e \u201cvendedores ou demonstradores em loja ou mercado\u201d. Por sua vez, um ter\u00e7o dos homens que ascenderam foram para o Estrato D, cujas ocupa\u00e7\u00f5es mais comuns eram \u201ctrabalhadores de estrutura de alvenaria\u201d e \u201ccondutores de ve\u00edculo sobre roda\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">Apenas 4,6% dos filhos de pais sem instru\u00e7\u00e3o conclu\u00edram o ensino superior.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">O suplemento de Mobilidade S\u00f3cio-Ocupacional da PNAD 2014 mostrou tamb\u00e9m que o percentual de filhos que possu\u00edam um n\u00edvel educacional diferente do paterno foi de 73,9%, sendo que 68,9% apresentaram mobilidade ascendente e 5,0% descendente. Quanto maior o n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o dos pais maior o percentual de filhos com ensino superior completo, evidenciando a desigualdade de oportunidades educacionais. Apenas 4,6% dos filhos cujos pais n\u00e3o tinham instru\u00e7\u00e3o conseguiram concluir o Ensino Superior, enquanto 69,6% dos filhos conclu\u00edram esse n\u00edvel de ensino, quando seus pais tamb\u00e9m possu\u00edam ensino superior completo.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">O percentual de filhos brancos cujo pai possu\u00eda ensino m\u00e9dio completo ou superior incompleto que conclu\u00edram o ensino superior foi de 49,5%, enquanto esse percentual para os filhos pretos ou pardos foi de 28,4%, ou seja, quase duas vezes menor. Essa vantagem das pessoas brancas em alcan\u00e7ar o topo da estrutura educacional brasileira se reflete no perfil das pessoas com ensino superior completo, pois 71,0% delas eram brancas e apenas 29,0% pretas ou pardas.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #ff0000;\">Arquivos oficiais do governo est\u00e3o dispon\u00edveis aos leitores.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">Ricardo Bergamini<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">(48) 99636-7322<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #0000ff;\">(48) 99976-6974<\/span><br \/>\n<span style=\"color: #0000ff;\"><a style=\"color: #0000ff;\" href=\"mailto:ricardobergamini@ricardobergamini.com.br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ricardobergamini@ricardobergamini.com.br<br \/>\n<\/a><a style=\"color: #0000ff;\" href=\"http:\/\/www.ricardobergamini.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?hl=pt-PT&amp;q=http:\/\/www.ricardobergamini.com.br\/&amp;source=gmail&amp;ust=1513461653751000&amp;usg=AFQjCNGRdrtRMEII7ju4OWcY2B_ieZ8MHQ\">www.ricardobergamini.com.br<\/a><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">\u00a0<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #0000ff;\">\u00a0<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00edntese de Indicadores Sociais \u2013 Fonte IBGE Base: Ano de 2016 S\u00edntese dos Indicadores Sociais: um em cada quatro jovens do pa\u00eds n\u00e3o estava ocupado&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":22,"featured_media":2298,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[2],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/acaopolitica.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2297"}],"collection":[{"href":"http:\/\/acaopolitica.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/acaopolitica.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/acaopolitica.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/22"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/acaopolitica.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2297"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/acaopolitica.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2297\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2300,"href":"http:\/\/acaopolitica.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2297\/revisions\/2300"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/acaopolitica.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2298"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/acaopolitica.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2297"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/acaopolitica.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2297"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/acaopolitica.com\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2297"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}