{"id":496,"date":"2015-11-25T08:23:03","date_gmt":"2015-11-25T08:23:03","guid":{"rendered":"http:\/\/acaopolitica.com\/?p=496"},"modified":"2015-11-25T08:23:38","modified_gmt":"2015-11-25T08:23:38","slug":"ha-amparo-legal-para-uma-intervencao-militar-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/acaopolitica.com\/index.php\/2015\/11\/25\/ha-amparo-legal-para-uma-intervencao-militar-no-brasil\/","title":{"rendered":"H\u00c1 AMPARO LEGAL PARA UMA INTERVEN\u00c7\u00c3O MILITAR NO BRASIL?"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong><span style=\"color: #000000;\">H\u00c1 AMPARO LEGAL PARA UMA INTERVEN\u00c7\u00c3O MILITAR NO BRASIL?<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Contexto hist\u00f3rico, amparo jur\u00eddico e evid\u00eancias favor\u00e1veis<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/gugatrigueiros\" target=\"_blank\">Gustavo Trigueiros<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">11 de novembro de 2015<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/acaopolitica.com\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/Intervencao_final_formatado_Vanderlei.pdf\" target=\"_blank\">Para ler vers\u00e3o na \u00edntegra em PDF, clique aqui.<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00cdNDICE<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftn_ind1\" name=\"_ftnref_ind1\">1 &#8211; INTRODU\u00c7\u00c3O<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftn_ind2\" name=\"_ftnref_ind1\">2 &#8211; CONCEITO E NATUREZA JUR\u00cdDICA DA INTERVEN\u00c7\u00c3O FEDERAL<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftn_ind3\" name=\"_ftnref_ind1\">3 &#8211; DAS ESP\u00c9CIES DE INTERVEN\u00c7\u00c3O FEDERAL<\/a><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><a href=\"#_ftn_ind3_1\" name=\"_ftnref_ind1\">3.1 &#8211; DA INTERVEN\u00c7\u00c3O POL\u00cdTICA<\/a><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><a href=\"#_ftn_ind3_2\" name=\"_ftnref_ind1\">3.2 &#8211; INTERVEN\u00c7\u00c3O NOS DIREITOS DE CIDADANIA<\/a><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><a href=\"#_ftn_ind3_3\" name=\"_ftnref_ind1\">3.3 &#8211; INTERVEN\u00c7\u00c3O INTERNACIONAL<\/a><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><a href=\"#_ftn_ind3_4\" name=\"_ftnref_ind1\">3.4 &#8211; INTERVEN\u00c7\u00c3O NA ECONOMIA<\/a><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><a href=\"#_ftn_ind3_5\" name=\"_ftnref_ind1\">3.5 &#8211; INTERVEN\u00c7\u00c3O TERRITORIAL<\/a><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><a href=\"#_ftn_ind3_6\" name=\"_ftnref_ind1\">3.6 &#8211; INTERVEN\u00c7\u00c3O MILITAR<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftn_ind4\" name=\"_ftnref_ind1\">4 &#8211; DOS REQUISITOS DA INTERVEN\u00c7\u00c3O FEDERAL<\/a><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><a href=\"#_ftn_ind4_1\" name=\"_ftnref_ind1\">4.1 &#8211; DO REQUISITO MATERIAL<\/a><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><a href=\"#_ftn_ind4_2\" name=\"_ftnref_ind1\">4.2 &#8211; DO REQUISITO FORMAL DA INTERVEN\u00c7\u00c3O FEDERAL<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftn_ind5\" name=\"_ftnref_ind1\"> 5 &#8211; DA INTERVEN\u00c7\u00c3O FEDERAL N\u00ba 5179<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftn_ind6\" name=\"_ftnref_ind1\">6 &#8211; DA SEPARA\u00c7\u00c3O DOS PODERES.<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftn_ind7\" name=\"_ftnref_ind1\"> 7 &#8211; DA DIFEREN\u00c7A ENTRE DEMOCRACIA E DITADURA<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftn_ind8\" name=\"_ftnref_ind1\">8 &#8211; DOS CRIMES DE RESPONSABILIDADE, CRIMES COMUNS E CRIMES MILITARES DO PRESIDENTE DA REP\u00daBLICA<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftn_ind9\" name=\"_ftnref_ind1\">9 \u2013 DA EXCEPCIONAL COMPET\u00caNCIA POPULAR PARA O DECRETO INTERVENTIVO<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftn_ind10\" name=\"_ftnref_ind1\">10 \u2013 DAS RAZ\u00d5ES PARA UM DECRETO INTERVENTIVO DE INICIATIVA POPULAR<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftn_ind11\" name=\"_ftnref_ind1\">11 \u2013 DA CONCLUS\u00c3O<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftn_indax_1\" name=\"_ftnref_ind1\">ANEXO I \u2013 DA EVENTUAL VIOLA\u00c7\u00c3O \u00c0 LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL<\/a><\/p>\n<p><a href=\"#_ftn_indax_2\" name=\"_ftnref_ind1\">ANEXO II \u2013 DA EVENTUAL VIOLA\u00c7\u00c3O \u00c0 LEI DE SEGURAN\u00c7A NACIONAL<\/a><\/p>\n<p><strong>RESUMO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Este documento n\u00e3o almeja apresentar-se como uma tese sobre o tema. Ele visa trazer racionalidade e objetividade para a argumenta\u00e7\u00e3o. As For\u00e7as Armadas s\u00e3o uma realidade concreta. Assim como o seu devido papel constitucional. N\u00e3o importa se voc\u00ea gosta ou n\u00e3o. Prefer\u00eancias pessoais n\u00e3o far\u00e3o ambos, For\u00e7as Armadas e Constitui\u00e7\u00e3o desaparecerem. Far\u00e3o menos dano ainda sobre a amea\u00e7a comunista que enfrentamos. Na mesma Constitui\u00e7\u00e3o, \u00e9 determinada a miss\u00e3o das For\u00e7as Armadas de protetora por excel\u00eancia do Estado Democr\u00e1tico, cumpridas as exig\u00eancias e apresentadas as condi\u00e7\u00f5es. Sem esquecermos que o projeto de poder tir\u00e2nico e comunista que paira sobre o povo brasileiro, age diuturnamente para aparelhar estas mesmas For\u00e7as Armadas, como faz em todas as inst\u00e2ncias onde consegue penetrar. Portanto, devemos nos preparar para usar todas as armas dispon\u00edveis para nos defendermos, antes que usem-nas contra n\u00f3s. Este documento mostra um embasamento para indicar o caminho e ind\u00edcios para justificar a INTERVEN\u00c7\u00c3O MILITAR NO BRASIL.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref_ind1\" name=\"_ftn_ind1\">1 &#8211; <\/a><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos \u00faltimos tempos, semanas, meses e alguns anos, p\u00f4de-se observar uma crescente manifesta\u00e7\u00e3o de pessoas pedindo o que intitulam como \u201cinterven\u00e7\u00e3o militar constitucional\u201d como forma de restabelecimento do Estado democr\u00e1tico. Estas manifesta\u00e7\u00f5es se revelam tanto nas ruas, como por uma enxurrada de v\u00eddeos na internet pr\u00f3 e contra uma interven\u00e7\u00e3o militar para a condu\u00e7\u00e3o da governan\u00e7a, ou fim da desgovernan\u00e7a do Brasil. Os v\u00eddeos que defendem a interven\u00e7\u00e3o afirmam que o intento teria amparo constitucional e os contr\u00e1rios afirmam que seria um golpe militar. Ambos tentam justificar suas posi\u00e7\u00f5es fundamentando em dispositivos constitucionais. Logo, a quest\u00e3o da an\u00e1lise da possibilidade da legalidade, ou legitimidade de uma interven\u00e7\u00e3o militar passa pela observa\u00e7\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o da Republica Federativa do Brasil e leis infraconstitucionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse trabalho textual optou-se por fazer uma investiga\u00e7\u00e3o se a legisla\u00e7\u00e3o Brasileira ampara o posicionamento da interven\u00e7\u00e3o militar, ou n\u00e3o, ou, caso contr\u00e1rio se justificaria a tese da qualifica\u00e7\u00e3o da referida interven\u00e7\u00e3o como golpe militar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para os efeitos desse trabalho, empregamos a terminologia correta do termo o qual, doravante se designa apenas \u201cinterven\u00e7\u00e3o federal pelo emprego das for\u00e7as armadas\u201d, ao inv\u00e9s da coloquial e equivocada utiliza\u00e7\u00e3o popular \u201cinterven\u00e7\u00e3o militar constitucional\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><a href=\"#_ftnref_ind1\" name=\"_ftn_ind2\">2 &#8211; <\/a>CONCEITO E NATUREZA JUR\u00cdDICA DA INTERVEN\u00c7\u00c3O FEDERAL<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Estado Federal firma-se na autonomia dos entes da federa\u00e7\u00e3o e possui dois elementos b\u00e1sicos: governo pr\u00f3prio e compet\u00eancia exclusiva<a name=\"_ftnref1\"><\/a><a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A autonomia \u00e9 o poder de agir dentro dos limites estabelecidos pela maior norma de um Estado, a qual atribui quais os limites dessa autonomia, ou seja, \u00e9 um poder limitado e circunscrito que gera o equil\u00edbrio da federa\u00e7\u00e3o. A Autonomia \u00e9 o instrumento que rege as rela\u00e7\u00f5es entre a Uni\u00e3o, Estados, Distrito Federal e Munic\u00edpios<a name=\"_ftnref2\"><\/a><a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa autonomia pressup\u00f5e a reparti\u00e7\u00e3o de compet\u00eancias das entidades federativas, sendo essa reparti\u00e7\u00e3o, o ponto nuclear para no\u00e7\u00e3o de Estado Federado<a name=\"_ftnref3\"><\/a><a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>. Em decorr\u00eancia disso, surge o princ\u00edpio da predomin\u00e2ncia do interesse, que nos dizeres de Jos\u00e9 Afonso da Silva<a name=\"_ftnref4\"><\/a><a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>, \u00e9:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>\u201csegundo o qual \u00e0 Uni\u00e3o caber\u00e3o aquelas mat\u00e9rias e quest\u00f5es de predominante interesse geral, nacional, ao passo que aos Estados tocar\u00e3o as mat\u00e9rias e assuntos de predominante interesse regional, e aos Munic\u00edpios concernem os assuntos de interesse local, tendo a Constitui\u00e7\u00e3o vigente desprezado o velho conceito do peculiar interesse local que n\u00e3o lograra conceitua\u00e7\u00e3o satisfat\u00f3ria em um s\u00e9culo de vig\u00eancia.\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desse modo, as normas que regem os Estados federados, em regra, resguardam a autonomia (organizacional, administrativa e governamental) dos entes federativos (Uni\u00e3o, Estados, DF e Munic\u00edpios).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Somente em casos excepcionais \u00e9 admitida a interven\u00e7\u00e3o na autonomia pol\u00edtica dos entes federativos com a finalidade de preservar a unidade e exist\u00eancia da Federa\u00e7\u00e3o. Esse mecanismo de auto-preserva\u00e7\u00e3o do Estado \u00e9 a Interven\u00e7\u00e3o Federal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A interven\u00e7\u00e3o federal surgiu com a Constitui\u00e7\u00e3o Norte Americana de 1787, no art. 4\u00ba, se\u00e7\u00e3o 4, que previa a garantia da Uni\u00e3o aos Estados-Membros da forma republicana de governo, a prote\u00e7\u00e3o contra invas\u00f5es e a manuten\u00e7\u00e3o da ordem interna quando solicitado pelo Poder Legislativo e, no caso de n\u00e3o poder se reunir, pelo Poder Executivo<a name=\"_ftnref5\"><\/a><a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No direito brasileiro, a figura da Interven\u00e7\u00e3o Federal surgiu com a Constitui\u00e7\u00e3o de 1891 em seu art. 6\u00ba, que teve sua reda\u00e7\u00e3o alterada mediante Emenda Constitucional de 3 de setembro de 1926. Posteriormente, a figura da interven\u00e7\u00e3o foi prevista na constitui\u00e7\u00e3o de 1934, 1937, 1946, 1967 e 1988.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2002, o ent\u00e3o ministro da Justi\u00e7a, Miguel Reale J\u00fanior, pediu uma interven\u00e7\u00e3o federal no Esp\u00edrito Santo devido \u00e0 situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia no Estado e \u00e0s liga\u00e7\u00f5es dos poderes Executivo, Legislativo e Judici\u00e1rio com o crime organizado. Nessa \u00e9poca, o Estado tamb\u00e9m devia cerca de R$ 300 milh\u00f5es ao funcionalismo. Contudo, o pedido foi engavetado pelo ent\u00e3o procurador-geral da Rep\u00fablica, Geraldo Brindeiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2010, o STF votou contra o pedido de interven\u00e7\u00e3o no Distrito Federal requisitado pelo ent\u00e3o procurador-geral Roberto Gurgel. O motivo para o pedido foram as den\u00fancias de corrup\u00e7\u00e3o, forma\u00e7\u00e3o de quadrilha, desvio de verbas p\u00fablicas e fraude em licita\u00e7\u00f5es no DF, um esc\u00e2ndalo que resultou nas ren\u00fancias do governador Jos\u00e9 Roberto Arruda, e do vice-governador, Paulo Oct\u00e1vio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gurgel pediu interven\u00e7\u00e3o para \u201cresgatar a normalidade institucional e a pr\u00f3pria credibilidade das institui\u00e7\u00f5es e dos administradores p\u00fablicos no Distrito Federal\u201d, mas o STF considerou que a ordem j\u00e1 tinha sido restabelecida no DF.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Interven\u00e7\u00e3o Federal pode ser definida como, segundo Alexandre de Moraes<a name=\"_ftnref6\"><\/a><a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>\u201ca medida excepcional de supress\u00e3o tempor\u00e1ria da autonomia de determinado ente federativo, fundada em hip\u00f3teses taxativamente previstas no texto Constitucional, e que visa \u00e0 unidade e preserva\u00e7\u00e3o da soberania do Estado Federal e das autonomias da Uni\u00e3o, dos Estados, do Distrito Federal e Munic\u00edpios.\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos dizeres de Jos\u00e9 Afonso da Silva \u00e9 ato pol\u00edtico que consiste na incurs\u00e3o da entidade interventora nos neg\u00f3cios da entidade que a suporta<a name=\"_ftnref7\"><\/a><a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>. Pontes de Miranda define como o <em>punctum dolens<\/em> do Estado Federal, onde se entrecruzam as tend\u00eancias unitaristas e as tend\u00eancias desagregantes<a name=\"_ftnref8\"><\/a><a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\"><sup><sup>[8]<\/sup><\/sup><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Francisco Bilac<a name=\"_ftnref9\"><\/a><a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\"><sup><sup>[9]<\/sup><\/sup><\/a> define interven\u00e7\u00e3o como:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>\u201c[&#8230;] mecanismo constitucional de intromiss\u00e3o do governo central em assuntos dos Estados-Membros para que se evitem, principalmente, conturba\u00e7\u00f5es \u00e0 ordem instaurada. Ela \u00e9 a supress\u00e3o, ainda que tempor\u00e1ria, da autonomia estadual, para se alcan\u00e7ar um \u201cbem superior\u201d que \u00e9 a indissolubilidade da Federa\u00e7\u00e3o.\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A natureza jur\u00eddica do ato de interven\u00e7\u00e3o \u00e9 mat\u00e9ria de grande controv\u00e9rsia em nossa doutrina. Alguns doutrinadores como Max Fleischmann afirmam que o ato \u00e9 uma medida de pol\u00edcia, outros como Edgard Leoning classificam como medida de seguran\u00e7a e, ainda, Albert Haenel assevera que tem natureza pol\u00edtico-jur\u00eddica com o objetivo de resguardar a ordem constitucional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Pontes de Miranda trata-se de ato jur\u00eddico, de direito pol\u00edtico interno, executado dentro da compet\u00eancia federal<a name=\"_ftnref10\"><\/a><a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\"><sup><sup>[10]<\/sup><\/sup><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para a maioria da doutrina a Interven\u00e7\u00e3o Federal \u00e9, essencialmente, um ato pol\u00edtico ou um ato de governo, caracterizado pela ampla discricionariedade, inobstante seja empreendido para a consecu\u00e7\u00e3o de fins constitucionais preordenados e sujeitar-se ao controle de legalidade pelo Judici\u00e1rio e ao controle pol\u00edtico por parte do Legislativo<a name=\"_ftnref11\"><\/a><a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a><sup>.<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o STF, interven\u00e7\u00e3o assim \u00e9 caracterizada:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>\u201c\u00c9 a medida de car\u00e1ter excepcional e tempor\u00e1rio que afasta a autonomia dos estados, Distrito Federal ou munic\u00edpios. A interven\u00e7\u00e3o s\u00f3 pode ocorrer nos casos e limites estabelecidos pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal: 1- quando houver coa\u00e7\u00e3o contra o Poder Judici\u00e1rio, para garantir seu livre exerc\u00edcio (poder\u00e1 ocorrer de of\u00edcio, ou seja, sem que haja necessidade de provoca\u00e7\u00e3o ou pedido da parte interessada); 2- quando for desobedecida ordem ou decis\u00e3o judici\u00e1ria (poder\u00e1 ocorrer de of\u00edcio, ou seja, sem que haja necessidade de provoca\u00e7\u00e3o ou pedido da parte interessada); 3- quando houver representa\u00e7\u00e3o do Procurador-Geral da Rep\u00fablica. (art. 34, VII, da Constitui\u00e7\u00e3o) No caso de desobedi\u00eancia de ordem judicial, o Supremo processar\u00e1 tamb\u00e9m os pedidos encaminhados pelo presidente do Tribunal de Justi\u00e7a do estado ou de Tribunal Federal. Se a ordem ou decis\u00e3o judicial desrespeitada for do pr\u00f3prio STF, a parte interessada tamb\u00e9m poder\u00e1 requerer a medida. Partes No Supremo Tribunal Federal, s\u00f3 s\u00e3o processados pedidos de interven\u00e7\u00e3o federal contra os estados e o Distrito Federal. Tramita\u00e7\u00e3o O Presidente do Supremo Tribunal Federal \u00e9 o relator dos pedidos de interven\u00e7\u00e3o federal. Antes de levar o processo a julgamento, ele toma provid\u00eancias que lhe pare\u00e7am adequadas para tentar resolver o problema administrativamente. Caso isso n\u00e3o seja poss\u00edvel, o processo prossegue normalmente, sendo ouvida a autoridade estadual e o Procurador-Geral da Rep\u00fablica. Depois o processo \u00e9 levado a plen\u00e1rio. Conseq\u00fc\u00eancias jur\u00eddicas Julgado procedente o pedido, o presidente do Supremo Tribunal Federal deve comunicar a decis\u00e3o aos \u00f3rg\u00e3os do Poder P\u00fablico interessados e requisitar a interven\u00e7\u00e3o ao Presidente da Rep\u00fablica, que dever\u00e1, por meio de um decreto, determinar a medida. O decreto de interven\u00e7\u00e3o, que especificar\u00e1 a amplitude o prazo e as condi\u00e7\u00f5es de execu\u00e7\u00e3o, ser\u00e1 apreciado pelo Congresso Nacional em 24 horas. Nos casos de desobedi\u00eancia a decis\u00e3o judicial ou de representa\u00e7\u00e3o do Procurador-Geral da Rep\u00fablica, essa aprecia\u00e7\u00e3o fica dispensada. O decreto, nesse caso, limita-se a suspender a execu\u00e7\u00e3o do ato que levou a interven\u00e7\u00e3o, se isso bastar ao restabelecimento da normalidade. Fundamentos legais Constitui\u00e7\u00e3o Federal, artigos 34 a 36. Lei 12.562\/2011. Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, artigos 350 a 354.\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\">Os artigo 34 \u00e0 36, todos da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, assim estabelecem:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>\u201cArt. 34. A Uni\u00e3o n\u00e3o intervir\u00e1 nos Estados nem no Distrito Federal, exceto para:<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>I &#8211; manter a integridade nacional;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>II &#8211; repelir invas\u00e3o estrangeira ou de uma unidade da Federa\u00e7\u00e3o em outra;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>III<\/em><em> &#8211; p\u00f4r termo a grave comprometimento da ordem p\u00fablica;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>IV &#8211; garantir o livre exerc\u00edcio de qualquer dos Poderes nas unidades da Federa\u00e7\u00e3o;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>V &#8211; reorganizar as finan\u00e7as da unidade da Federa\u00e7\u00e3o que:<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>a) suspender o pagamento da d\u00edvida fundada por mais de dois anos consecutivos, salvo motivo de for\u00e7a maior;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>b) deixar de entregar aos Munic\u00edpios receitas tribut\u00e1rias fixadas nesta Constitui\u00e7\u00e3o, dentro dos prazos estabelecidos em lei;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>VI &#8211; prover a execu\u00e7\u00e3o de lei federal, ordem ou decis\u00e3o judicial;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>VII<\/em><em> &#8211; assegurar a observ\u00e2ncia dos seguintes princ\u00edpios constitucionais:<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>a) forma republicana, sistema representativo e regime democr\u00e1tico;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>b) direitos da pessoa humana;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>c) autonomia municipal;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>d) presta\u00e7\u00e3o de contas da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, direta e indireta.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>e) aplica\u00e7\u00e3o do m\u00ednimo exigido da receita resultante de impostos estaduais, compreendida a proveniente de transfer\u00eancias, na manuten\u00e7\u00e3o e desenvolvimento do ensino e nas a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade. (Reda\u00e7\u00e3o dada pela Emenda Constitucional n\u00ba 29, de 2000)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>Art. 35. O Estado n\u00e3o intervir\u00e1 em seus Munic\u00edpios, nem a Uni\u00e3o nos Munic\u00edpios localizados em Territ\u00f3rio Federal, exceto quando:<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>I &#8211; deixar de ser paga, sem motivo de for\u00e7a maior, por dois anos consecutivos, a d\u00edvida fundada;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>II &#8211; n\u00e3o forem prestadas contas devidas, na forma da lei;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>III<\/em><em> \u2013 n\u00e3o tiver sido aplicado o m\u00ednimo exigido da receita municipal na manuten\u00e7\u00e3o e desenvolvimento do ensino e nas a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade; (Reda\u00e7\u00e3o dada pela Emenda Constitucional n\u00ba 29, de 2000)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>IV &#8211; o Tribunal de Justi\u00e7a der provimento a representa\u00e7\u00e3o para assegurar a observ\u00e2ncia de princ\u00edpios indicados na Constitui\u00e7\u00e3o Estadual, ou para prover a execu\u00e7\u00e3o de lei, de ordem ou de decis\u00e3o judicial.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>Art. 36. A decreta\u00e7\u00e3o da interven\u00e7\u00e3o depender\u00e1:<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>I &#8211; no caso do art. 34, IV, de solicita\u00e7\u00e3o do Poder Legislativo ou do Poder Executivo coacto ou impedido, ou de requisi\u00e7\u00e3o do Supremo Tribunal Federal, se a coa\u00e7\u00e3o for exercida contra o Poder Judici\u00e1rio;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>II &#8211; no caso de desobedi\u00eancia a ordem ou decis\u00e3o judici\u00e1ria, de requisi\u00e7\u00e3o do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justi\u00e7a ou do Tribunal Superior Eleitoral;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>III<\/em><em> de provimento, pelo Supremo Tribunal Federal, de representa\u00e7\u00e3o do Procurador-Geral da Rep\u00fablica, na hip\u00f3tese do art. 34, VII, e no caso de recusa \u00e0 execu\u00e7\u00e3o de lei federal. (Reda\u00e7\u00e3o dada pela Emenda Constitucional n\u00ba 45, de 2004)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>1\u00ba O decreto de interven\u00e7\u00e3o, que especificar\u00e1 a amplitude, o prazo e as condi\u00e7\u00f5es de execu\u00e7\u00e3o e que, se couber, nomear\u00e1 o interventor, ser\u00e1 submetido \u00e0 aprecia\u00e7\u00e3o do Congresso Nacional ou da Assembl\u00e9ia Legislativa do Estado, no prazo de vinte e quatro horas.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>2\u00ba Se n\u00e3o estiver funcionando o Congresso Nacional ou a Assembleia Legislativa, far-se-\u00e1 convoca\u00e7\u00e3o extraordin\u00e1ria, no mesmo prazo de vinte e quatro horas.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>3\u00ba Nos casos do art. 34, VI e VII, ou do art. 35, IV, dispensada a aprecia\u00e7\u00e3o pelo Congresso Nacional ou pela Assembleia Legislativa, o decreto limitar-se-\u00e1 a suspender a execu\u00e7\u00e3o do ato impugnado, se essa medida bastar ao restabelecimento da normalidade.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>4\u00ba Cessados os motivos da interven\u00e7\u00e3o, as autoridades afastadas de seus cargos a estes voltar\u00e3o, salvo impedimento legal.\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><a href=\"#_ftnref_ind1\" name=\"_ftn_ind3\">3 &#8211; <\/a>\u00a0DAS ESP\u00c9CIES DE INTERVEN\u00c7\u00c3O FEDERAL<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><a href=\"#_ftnref_ind1\" name=\"_ftn_ind3_1\">3.1.<\/a><\/strong>\u00a0&#8211; DA INTERVEN\u00c7\u00c3O POL\u00cdTICA<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A interven\u00e7\u00e3o pol\u00edtica (do latim imperial <em>intervent\u00eco<\/em>, <em>\u00f3nis<\/em>, <em>interventum<\/em>, <em>interven\u00edre<\/em>: \u201cestar entre, entremeter-se, meter-se de permeio\u201d) \u00e9 uma supress\u00e3o tempor\u00e1ria da autonomia territorial assegurada a uma Na\u00e7\u00e3o, sob suas depend\u00eancias ou entes federativos (Prov\u00edncias e Munic\u00edpios) normalmente regulados pelas Constitui\u00e7\u00f5es nacionais em virtude de estado de anormalidade ou exce\u00e7\u00e3o, que devem ser interpretadas de maneira restritiva. No entanto pode-se interpretar como \u00e1reas de interven\u00e7\u00e3o pol\u00edtica n\u00e3o somente quest\u00f5es relativas ao territ\u00f3rio e a defesa nacional, mas tamb\u00e9m em campos como a economia, religi\u00e3o e cidadania (direitos do cidad\u00e3o).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><a href=\"#_ftnref_ind1\" name=\"_ftn_ind3_2\">3.2 &#8211; <\/a><\/strong>INTERVEN\u00c7\u00c3O NOS DIREITOS DE CIDADANIA<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O conceito de cidadania sempre esteve fortemente \u201cligado\u201d \u00e0 no\u00e7\u00e3o de direitos, especialmente os direitos pol\u00edticos, que permitem ao indiv\u00edduo intervir na dire\u00e7\u00e3o dos neg\u00f3cios p\u00fablicos do Estado, participando de modo direto ou indireto na forma\u00e7\u00e3o do governo e na sua administra\u00e7\u00e3o, seja ao votar (direto), seja ao concorrer a um cargo p\u00fablico (indireto). No entanto, dentro de uma democracia, a pr\u00f3pria defini\u00e7\u00e3o de Direito, pressup\u00f5e a contrapartida de deveres, uma vez que em uma coletividade os direitos de um indiv\u00edduo s\u00e3o garantidos a partir do cumprimento dos deveres dos demais componentes da sociedade. O Estado pode agir como interventor nos direitos do cidad\u00e3o, assegurando que este exer\u00e7a seus direitos plenamente quando estes s\u00e3o amea\u00e7ados. Contudo a interven\u00e7\u00e3o pol\u00edtica tamb\u00e9m pode ser usada para restringir os direitos do cidad\u00e3o. O Estado pode por meio de artif\u00edcios pol\u00edticos, restringir os direitos de ir e vir de liberdade de express\u00e3o, decretando estado de exce\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><a href=\"#_ftnref_ind1\" name=\"_ftn_ind3_3\">3.3 &#8211; <\/a><\/strong>INTERVEN\u00c7\u00c3O INTERNACIONAL<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em pol\u00edtica internacional, denomina-se intervencionismo ao conjunto de atos mediante os quais um Estado procura influir sobre as decis\u00f5es de outro de forma n\u00e3o leg\u00edtima, com ou sem o uso da for\u00e7a. Historicamente, essas pr\u00e1ticas foram frequentes, com finalidades pol\u00edticas e econ\u00f4micas. Foram adotadas, por exemplo, durante o segundo p\u00f3s-guerra, na chamada Guerra Fria, no sentido de manter um certo equil\u00edbrio geopol\u00edtico entre os blocos de poder hegem\u00f4nicos &#8211; a OTAN (constitu\u00edda pelos pa\u00edses capitalistas do Ocidente, capitaneados pelos Estados Unidos) e o Pacto de Vars\u00f3via (integrado pelos pa\u00edses comunistas da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica e seus aliados). Na Am\u00e9rica Latina, os Estados Unidos mantinham, no Canal do Panam\u00e1, sob sua jurisdi\u00e7\u00e3o, a famosa Escola das Am\u00e9ricas, destinada a treinar militares e apoiar regimes ditatoriais pr\u00f3-americanos, o que pode ser configurado como uma pr\u00e1tica intervencionista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><a href=\"#_ftnref_ind1\" name=\"_ftn_ind3_4\">3.4 &#8211; <\/a><\/strong>INTERVEN\u00c7\u00c3O NA ECONOMIA<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A interven\u00e7\u00e3o pol\u00edtica na economia refere-se \u00e0 interfer\u00eancia do Estado na atividade econ\u00f4mica do pa\u00eds, visando a regula\u00e7\u00e3o do setor privado, n\u00e3o apenas fixando as regras do mercado, mas atuando de outras formas com vistas a alcan\u00e7ar objetivos que v\u00e3o desde o est\u00edmulo ao crescimento da economia e \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de desigualdades at\u00e9 o crescimento do n\u00edvel de emprego e dos sal\u00e1rios, ou \u00e0 corre\u00e7\u00e3o das chamadas falhas de mercado. As interven\u00e7\u00f5es t\u00edpicas dos governos modernos na economia ocorrem no \u00e2mbito da defini\u00e7\u00e3o de tributos, da fixa\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio m\u00ednimo, das tarifas de servi\u00e7os p\u00fablicos e de subs\u00eddios. O conceito de interven\u00e7\u00e3o na economia, por\u00e9m, pode tomar dimens\u00f5es maiores ao representar algo mais direto e incisivo. Os principais exemplos de interven\u00e7\u00e3o incisiva de governos no campo econ\u00f4mico se deram em regimes comunistas, que regulavam toda a economia nacional. H\u00e1 tamb\u00e9m casas como o ocorrido na Argentina, quando o governo da presidente Cristina Kirchner se p\u00f4s contra as decis\u00f5es tomadas pelo Banco Central e demitiu o presidente do \u00f3rg\u00e3o. Com a negativa do ent\u00e3o presidente do Banco Central em deixar o cargo, criou-se uma batalha pol\u00edtica muito forte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><a href=\"#_ftnref_ind1\" name=\"_ftn_ind3_5\">3.5 &#8211; <\/a><\/strong>INTERVEN\u00c7\u00c3O TERRITORIAL<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O instituto da interven\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, consagrado por todas as Constitui\u00e7\u00f5es republicanas, representa um elemento fundamental na pr\u00f3pria formula\u00e7\u00e3o da doutrina do federalismo, que dele n\u00e3o pode prescindir &#8211; inobstante a excepcionalidade de sua aplica\u00e7\u00e3o -, para efeito de preserva\u00e7\u00e3o da intangibilidade do v\u00ednculo federativo, da unidade do Estado Federal e da integridade territorial das unidades federadas. Existem duas esp\u00e9cies de interven\u00e7\u00e3o, que sempre ocorrem em uma entidade por outra que lhe \u00e9 sobreposta no quadro federativo, ou seja, o Governo nacional interv\u00e9m em suas prov\u00edncias (ou estados e distritos) e munic\u00edpios localizados em seu territ\u00f3rio e as prov\u00edncias interv\u00eam em seus munic\u00edpios (ou departamentos).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><a href=\"#_ftnref_ind1\" name=\"_ftn_ind3_6\">3.6 &#8211; <\/a><\/strong>INTERVEN\u00c7\u00c3O MILITAR<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Interven\u00e7\u00e3o Militar: A interven\u00e7\u00e3o federal com o emprego das for\u00e7as armadas se caracteriza como uma variante da interven\u00e7\u00e3o territorial. Por ela se objetiva:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>a manuten\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio Estado e regime Democr\u00e1ticos,<\/li>\n<li>a preserva\u00e7\u00e3o do v\u00ednculo federativo,<\/li>\n<li>a integridade territorial das unidades federadas,<\/li>\n<li>o pleno funcionamento e estabilidade das Institui\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas,<\/li>\n<li>manuten\u00e7\u00e3o da ordem social e pol\u00edtica;<\/li>\n<li>Repelir invas\u00e3o estrangeira ou de uma unidade da federa\u00e7\u00e3o em outra;<\/li>\n<li>p\u00f4r termo a grave comprometimento da ordem p\u00fablica;<\/li>\n<li>garantir o livre exerc\u00edcio de qualquer dos Poderes nas unidades da Federa\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li>defesa da P\u00e1tria<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sua aplicabilidade ocorre quando h\u00e1 ruptura da ordem institucional, ou seja, aparelhamento do ente Estatal por uma pessoa, uma empresa ou um partido pol\u00edtico. Este aparelhamento aplica-se \u00e0 tomada de controle de \u00f3rg\u00e3os ou setores da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica por representantes de grupo de interesses corporativos ou partid\u00e1rios, mediante a ocupa\u00e7\u00e3o de postos estrat\u00e9gicos das organiza\u00e7\u00f5es do Estado, de modo a coloc\u00e1-las a servi\u00e7o dos interesses do grupo. Sua aplica\u00e7\u00e3o se d\u00e1:<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\">\n<li><strong>de maneira espont\u00e2nea pelo Presidente da Rep\u00fablica:<\/strong> Por interven\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea (de of\u00edcio) entende-se aquela a ser iniciada pelo Presidente da Rep\u00fablica sem que haja necessidade de provoca\u00e7\u00e3o. Na interven\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea o Presidente deve ouvir os Conselhos da Rep\u00fablica e o de Defesa Nacional (art 90 da C.F.) e, ap\u00f3s, poder\u00e1 discricionariamente decretar a interven\u00e7\u00e3o em casos espec\u00edficos (estado de defesa, de s\u00edtio, declara\u00e7\u00e3o de guerra (arts 84, 136 a 141 da C.F.), ou seja, repelir invas\u00e3o estrangeira, p\u00f4r termo a grave comprometimento da ordem p\u00fablica ou reorganizar as finan\u00e7as das demais unidades da federa\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li><strong>de maneira espont\u00e2nea pela pr\u00f3pria Institui\u00e7\u00e3o das For\u00e7as Armadas:<\/strong> A interven\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea das For\u00e7as Armadas se d\u00e1 quando h\u00e1 conflito entre os Poderes da Rep\u00fablica que impliquem em risco ao Estado Democr\u00e1tico, seja em decorr\u00eancia de aparelhamento estatal, seja por colus\u00e3o do Governo com outros Pa\u00edses (sobretudo os regidos por regimes ditatoriais ou com vi\u00e9s de) para a tomada ou perpetua\u00e7\u00e3o no Poder, seja por tentativa de se alterar o regime de governo democr\u00e1tico ao arrepio da Constitui\u00e7\u00e3o Federal, tentativa de utilizar a Institui\u00e7\u00e3o como forma de perpetua\u00e7\u00e3o no Poder ou contra a sociedade civil de maneira ilegal, pr\u00e1tica ou determina\u00e7\u00e3o de ordens ilegais ou inconstitucionais \u00e0 Institui\u00e7\u00e3o etc. A espontaneidade ocorre por dever Institucional dado o car\u00e1ter permanente e regular das For\u00e7as Armadas, bem como em decorr\u00eancia da aplica\u00e7\u00e3o do artigo 34 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal. Nestas hip\u00f3teses, n\u00e3o h\u00e1 que se falar em vincula\u00e7\u00e3o \u00e0 autoridade suprema, quando ausente do cargo o comandante-em-chefe ou estando este incurso em penalidades que impliquem sua exonera\u00e7\u00e3o ao cargo decorrente de pr\u00e1tica de crimes militares (Por exemplo: Viola\u00e7\u00e3o ao C\u00f3digo Penal Militar, \u00e0 Lei de Seguran\u00e7a Nacional e legisla\u00e7\u00f5es correlatas). A aplicabilidade do Decreto Intervencional se dar\u00e1 pela pr\u00f3pria Institui\u00e7\u00e3o (de maneira espont\u00e2nea) ou pelo Poder Judici\u00e1rio Militar (de maneira provocada, portanto) caso este n\u00e3o esteja aparelhado, n\u00e3o estando, nesta hip\u00f3tese, sujeita ao art 90 ou 142 ambos da CF face \u00e0 vac\u00e2ncia do cargo de comandante-em-chefe nas hip\u00f3teses especial\u00edssimas retro-mencionadas.<\/li>\n<li><strong>provocada<\/strong>: quando solicitado pelo Presidente da Rep\u00fablica ou por qualquer um dos 3 Poderes, baseando-se no Art. 142, da C.F. O presidente da Rep\u00fablica pode ser levado \u00e0 expedi\u00e7\u00e3o do decreto interventivo, quer porque houve solicita\u00e7\u00e3o dos poderes coactos no \u00e2mbito estadual, quer em virtude de requisi\u00e7\u00e3o por parte do Supremo Tribunal Federal ou de outro Tribunal Superior. A interven\u00e7\u00e3o Provocada assume duas fei\u00e7\u00f5es:\n<ol>\n<li>A provocada por solicita\u00e7\u00e3o: defesa dos Poderes Executiva e Legislativa local; e<\/li>\n<li>A provocada por requisi\u00e7\u00e3o: nessa modalidade, tamb\u00e9m denominada de interven\u00e7\u00e3o vinculada, o Presidente da Rep\u00fablica dever\u00e1 atender \u00e0 determina\u00e7\u00e3o de interven\u00e7\u00e3o. Em tal situa\u00e7\u00e3o o Poder Judici\u00e1rio verificou a necessidade de se intervir em uma unidade da Federa\u00e7\u00e3o por se encontrar desatendido a norma constitucional<\/li>\n<\/ol>\n<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">Portanto, a Interven\u00e7\u00e3o militar (espont\u00e2nea ou provocada) significa o uso das for\u00e7as militares (ex\u00e9rcito, marinha e aeron\u00e1utica) para controlar determinada situa\u00e7\u00e3o que deveria ser de responsabilidade de outro tipo de for\u00e7a ou autoridade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No \u00e2mbito internacional, a interven\u00e7\u00e3o militar se configura quando os militares de um pa\u00eds s\u00e3o enviados a uma na\u00e7\u00e3o terceira com o objetivo de controlar, de maneira tempor\u00e1ria, os interesses daquele pa\u00eds. Normalmente, nestes casos, a interven\u00e7\u00e3o militar se justifica em situa\u00e7\u00f5es particulares, como por exemplo, quando determinada na\u00e7\u00e3o sofre com guerras civis intensas ou com falta de um comando que garanta sua seguran\u00e7a, ou ainda quando a popula\u00e7\u00e3o \u00e9 negligenciada pelo governo daquele pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um exemplo de interven\u00e7\u00e3o militar internacional aconteceu quando as for\u00e7as militares dos Estados Unidos da Am\u00e9rica invadiram o Afeganist\u00e3o, alegando querer defender o bem-estar dos cidad\u00e3os daquele pa\u00eds e garantir a seguran\u00e7a mundial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, \u00e9 certo que cada pa\u00eds deve ter a sua autonomia e autodetermina\u00e7\u00e3o assegurada, sem a interven\u00e7\u00e3o de qualquer outra na\u00e7\u00e3o estrangeira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A interven\u00e7\u00e3o militar (Espont\u00e2nea ou provocada) \u00e9, portanto, legal e leg\u00edtima, sendo empregada como forma de manuten\u00e7\u00e3o do Estado e regime Democr\u00e1ticos, afastamento de invas\u00e3o estrangeira (guerra) e\/ou guerrilhas internas, garantia de funcionalidade e independ\u00eancia dos Poderes federativos (Legislativo, Executivo e Judici\u00e1rio), garantia de uni\u00e3o dos entes federados dentre outras formas de manuten\u00e7\u00e3o da verdadeira democracia, em sua atribui\u00e7\u00e3o mais ampla.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><a href=\"#_ftnref_ind1\" name=\"_ftn_ind4\">4 &#8211; <\/a>DOS REQUISITOS DA INTERVEN\u00c7\u00c3O FEDERAL<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A interven\u00e7\u00e3o possui dois requisitos a serem preenchidos: material e formal. O requisito formal consiste no modo em que ser\u00e3o efetivados, os limites e requisitos da Interven\u00e7\u00e3o. J\u00e1 o requisito material \u201cconstituem situa\u00e7\u00f5es cr\u00edticas que p\u00f5em em risco \u00e0 seguran\u00e7a do Estado, o equil\u00edbrio federativo, as finan\u00e7as estaduais e a estabilidade da ordem constitucional\u201d<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\"><sup><sup>[12]<\/sup><\/sup><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><a href=\"#_ftnref_ind1\" name=\"_ftn_ind4_1\">4.1 &#8211; <\/a><\/strong>DO REQUISITO MATERIAL<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seguindo os ensinamentos do saudoso jurista Jos\u00e9 Afonso da Silva, os requisitos materiais s\u00e3o:<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\">\n<li>a defesa do Estado;<\/li>\n<li>a defesa do princ\u00edpio federativo;<\/li>\n<li>a defesa das finan\u00e7as estaduais e a<\/li>\n<li>defesa da ordem constitucional.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">A defesa do Estado consiste em manter a integridade nacional e repelir invas\u00e3o estrangeira (art. 34, inciso I e II da CF\/88). Manter a integridade nacional tem como fundamento evitar o desmembramento da Uni\u00e3o. Nenhum ente federativo esta autorizado a separar-se da Uni\u00e3o, ou seja, nenhum Estado Membro pode ser destacado, sem que se finde a federa\u00e7\u00e3o brasileira. A integridade pressup\u00f5e que a unidade do territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Francisco Bilac<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\"><sup><sup>[13]<\/sup><\/sup><\/a> assevera que n\u00e3o se admite a secess\u00e3o no Brasil. O Brasil \u00e9 uno, sendo proibido o desmembramento do seu territ\u00f3rio para formar Estados soberanos, podendo ocorrer acr\u00e9scimos territoriais, forma\u00e7\u00e3o de novos Estados Membros ou Munic\u00edpios, como assegura a Constitui\u00e7\u00e3o Federal em seu art. 18<strong><em>, in verbis<\/em><\/strong>:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>\u201cArt. 18. A organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtico-administrativa da Rep\u00fablica Federativa do Brasil compreende a Uni\u00e3o, os Estados, o Distrito Federal e os Munic\u00edpios, todos aut\u00f4nomos, nos termos desta Constitui\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>(&#8230;)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>3\u00ba &#8211; Os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou desmembrar-se para se anexarem a outros, ou formarem novos Estados ou Territ\u00f3rios Federais, mediante aprova\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o diretamente interessada, atrav\u00e9s de plebiscito, e do Congresso Nacional, por lei complementar.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>4\u00ba A cria\u00e7\u00e3o, a incorpora\u00e7\u00e3o, a fus\u00e3o e o desmembramento de Munic\u00edpios, far-se-\u00e3o por lei estadual, dentro do per\u00edodo determinado por Lei Complementar Federal, e depender\u00e3o de consulta pr\u00e9via, mediante plebiscito, \u00e0s popula\u00e7\u00f5es dos Munic\u00edpios envolvidos, ap\u00f3s divulga\u00e7\u00e3o dos Estudos de Viabilidade Municipal, apresentados e publicados na forma da lei.\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todavia, n\u00e3o \u00e9 apenas a secess\u00e3o que caracteriza ofensa \u00e0 integridade nacional, a invas\u00e3o estrangeira tamb\u00e9m configura ofensa \u00e0 soberania brasileira (art. 34, inciso II da CF\/88), a qual possibilita a decreta\u00e7\u00e3o de Interven\u00e7\u00e3o pelo chefe do Poder Executivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A invas\u00e3o estrangeira no territ\u00f3rio nacional pode ter a finalidade de conquista territorial, como o tr\u00e2nsito de tropas estrangeiras dentro do nosso territ\u00f3rio. Ocorrendo a invas\u00e3o estrangeira em um dos entes Federativos deve o Presidente da Rep\u00fablica, independentemente de requisi\u00e7\u00e3o, envidar todos os esfor\u00e7os para repelir a agress\u00e3o, sob pena de crime de responsabilidade, previsto no art. 5\u00ba, n\u00ba. 9 da lei n\u00ba. 1.079\/50. Como leciona Lewandowski:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>\u201cO Presidente da Rep\u00fablica, nessa hip\u00f3tese, decreta a interven\u00e7\u00e3o ex jure pr\u00f3prio, ou seja, em car\u00e1ter discricion\u00e1rio, podendo sua omiss\u00e3o configurar crime de responsabilidade, no termos do art. 85, inciso I, da Constitui\u00e7\u00e3o.\u201d<\/em><a href=\"#_ftn14\" name=\"_ftnref14\"><sup><sup>[14]<\/sup><\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse sentido, o STF assim se pronunciou, <strong><em>in verbis<\/em><\/strong>:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>\u201cA\u00e7\u00e3o cautelar incidental \u2013 Cria\u00e7\u00e3o de Munic\u00edpios em \u00e1rea litigiosa, que \u00e9 disputada por Estados-membros \u2013 Consulta plebiscit\u00e1ria \u2013 Suspens\u00e3o cautelar \u2013 Referendo do plen\u00e1rio do Supremo Tribunal Federal. A ofensa \u00e0 esfera de autonomia jur\u00eddica de qualquer Estado-membro, por outra unidade regional da federa\u00e7\u00e3o, vulnera a harmonia que necessariamente deve imperar nas rela\u00e7\u00f5es pol\u00edtico-institucionais entre as pessoas estatais integrantes do pacto federal. A gravidade desse quadro assume tamanha magnitude que se revela apta a justificar, at\u00e9 mesmo, a pr\u00f3pria decreta\u00e7\u00e3o de interven\u00e7\u00e3o federal, para o efeito de preservar a intangibilidade do v\u00ednculo federativo e de manter inc\u00f3lumes a unidade do Estado Federal e a integridade territorial das unidades federadas. O STF \u2013 uma vez evidenciada a plausibilidade jur\u00eddica do thema decidendum \u2013 tem proclamado que a imin\u00eancia da realiza\u00e7\u00e3o do plebiscito, para efeito de cria\u00e7\u00e3o de novos Munic\u00edpios, caracteriza, objetivamente, o periculum in mora.\u201d (Pet 584-MC, rel. min. Celso de Mello, julgamento em 13-4-1992, Plen\u00e1rio, DJ de 5-6-1992.)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>\u201cO instituto da interven\u00e7\u00e3o federal, consagrado por todas as Constitui\u00e7\u00f5es republicanas, representa um elemento fundamental na pr\u00f3pria formula\u00e7\u00e3o da doutrina do federalismo, que dele n\u00e3o pode prescindir \u2013 inobstante a expecionalidade de sua aplica\u00e7\u00e3o \u2013, para efeito de preserva\u00e7\u00e3o da intangibilidade do v\u00ednculo federativo, da unidade do Estado Federal e da integridade territorial das unidades federadas. A invas\u00e3o territorial de um Estado por outro constitui um dos pressupostos de admissibilidade da interven\u00e7\u00e3o federal. O Presidente da Rep\u00fablica, nesse particular contexto, ao lan\u00e7ar m\u00e3o da extraordin\u00e1ria prerrogativa que lhe defere a ordem constitucional, age mediante estrita avalia\u00e7\u00e3o discricion\u00e1ria da situa\u00e7\u00e3o que se lhe apresenta, que se submete ao seu exclusivo ju\u00edzo pol\u00edtico, e que se revela, por isso mesmo, insuscet\u00edvel de subordina\u00e7\u00e3o \u00e0 vontade do Poder Judici\u00e1rio, ou de qualquer outra institui\u00e7\u00e3o estatal. Inexistindo, desse modo, direito do Estado impetrante \u00e0 decreta\u00e7\u00e3o, pelo chefe do Poder Executivo da Uni\u00e3o, de interven\u00e7\u00e3o federal, n\u00e3o se pode inferir, da absten\u00e7\u00e3o presidencial quanto \u00e0 concretiza\u00e7\u00e3o dessa medida, qualquer situa\u00e7\u00e3o de les\u00e3o jur\u00eddica pass\u00edvel de corre\u00e7\u00e3o pela via do mandado de seguran\u00e7a.\u201d (MS 21.041, rel. min. Celso de Mello, julgamento em 12-6-1991, Plen\u00e1rio, DJ de 13-3-1992.)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Importante destacar que tropas estrangeiras podem transitar dentro do territ\u00f3rio nacional desde que o Congresso Nacional autorize. Caso contr\u00e1rio, poder\u00e1 o Presidente da Rep\u00fablica decretar a Interven\u00e7\u00e3o no Estado Membro onde que permitiu a entrada de tropas estrangeiras sem a autoriza\u00e7\u00e3o do Congresso Nacional. Na hip\u00f3tese de crime praticado pelo pr\u00f3prio Presidente da Rep\u00fablica ou ato que viole sua atribui\u00e7\u00e3o enquanto comandante-em-chefe (exonerando-o, ou sendo condenado pelo STM, portanto), n\u00e3o havendo independ\u00eancia entre os Poderes de cuja ordem interventiva deva ser emanada (ou seja, na hip\u00f3tese de aparelhamento estatal), a compet\u00eancia para intervir caber\u00e1 \u00e0 Institui\u00e7\u00e3o For\u00e7as Armadas por prerrogativa legal e constitucional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A defesa do princ\u00edpio federativo (art. 34, inciso III e IV) tem como fundamento repelir a invas\u00e3o de um ente Federativo em outro, por temor a grave comprometimento da ordem p\u00fablica e garantir o livre exerc\u00edcio de qualquer dos Poderes nas unidades da Federa\u00e7\u00e3o. A invas\u00e3o de um Estado demanda a a\u00e7\u00e3o imediata do Poder Executivo, devendo submeter o ato de interven\u00e7\u00e3o \u00e0 aprecia\u00e7\u00e3o do Congresso Nacional (art. 36, \u00a71\u00ba).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O grave comprometimento da ordem publica pode ser entendido como desordem grave caracterizada dentro da unidade Federativa, sendo desnecess\u00e1ria que a perturba\u00e7\u00e3o esteja prestes a incendiar outros Estados da Uni\u00e3o<a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\"><sup><sup>[15]<\/sup><\/sup><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os poderes a que se refere o inciso IV do art. 34 da CF\/88 s\u00e3o o Executivo, Legislativo e Judici\u00e1rio, que comp\u00f5em a sistem\u00e1tica organizativa da Uni\u00e3o. Sobre esse inciso o ilustre Francisco Bilac traz a seguinte li\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 120px;\"><em>\u201cEmbora o inciso fale em livre exerc\u00edcio de qualquer dos poderes unidades Federativas, devemos entender que a Uni\u00e3o s\u00f3 interv\u00e9m nos Estados e Distrito Federal. Sempre foi essa a regra constitucional que norteou a Interven\u00e7\u00e3o. Somente presenciamos a Interven\u00e7\u00e3o Federal em Munic\u00edpio, na vig\u00eancia da carta de 1967, por mandamento estranho ao texto constitucional, pois veio autorizado em um Ato Institucional. Ademais, a Interven\u00e7\u00e3o em Munic\u00edpio deve ser levada a cabo pelo Estado Membro e n\u00e3o pela Uni\u00e3o.\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O terceiro requisito material da Interven\u00e7\u00e3o Federal &#8211; defesa das finan\u00e7as estaduais &#8211; baseia-se no fato de um ente Federativo suspender o pagamento da d\u00edvida fundada por mais de dois anos consecutivos, salvo for\u00e7a maior e deixar de entregar aos Munic\u00edpios receitas tribut\u00e1rias fixadas na Constitui\u00e7\u00e3o dentro dos prazos estabelecidos em lei.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Poder Constituinte Origin\u00e1rio ao incluir o referido inciso, preocupou-se em atribuir a Uni\u00e3o o dever de fiscalizar os or\u00e7amentos estaduais para impedir a inadimpl\u00eancia interna ou externa de seus entes Federativos. O que poderia gerar a desconfian\u00e7a da pr\u00f3pria na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fernando Bilac discorre sobre o tema da seguinte maneira:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>\u201c&#8230; sempre foi a preocupa\u00e7\u00e3o de a Uni\u00e3o Federal fiscalizar os or\u00e7amentos estaduais para impedir a inadimpl\u00eancia, quer interna, quer externa, de seus Estados, cujos efeitos podem reverte-se em desconfian\u00e7a da pr\u00f3pria Na\u00e7\u00e3o. Por isso, adotou-se o mecanismo da Interven\u00e7\u00e3o Federal para reorganizar as finan\u00e7as dos entes federativos.\u201d<\/em><a href=\"#_ftn16\" name=\"_ftnref16\"><sup><sup>[16]<\/sup><\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para que se possa entender o significado da primeira parte do referido inciso (suspender o pagamento da d\u00edvida fundada por mais de dois anos consecutivos, salvo motivo de for\u00e7a maior) \u00e9 necess\u00e1rio definir o que \u00e9 divida fundada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A defini\u00e7\u00e3o de d\u00edvida fundada esta prevista na lei complementar n\u00ba. 101 de 2000, que traz a seguinte defini\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>\u201cArt. 29. Para os efeitos desta Lei Complementar, s\u00e3o adotadas as seguintes defini\u00e7\u00f5es:<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>I &#8211; d\u00edvida p\u00fablica consolidada ou fundada: montante total, apurado sem duplicidade, das obriga\u00e7\u00f5es financeiras do ente da Federa\u00e7\u00e3o, assumidas em virtude de leis, contratos, conv\u00eanios ou tratados e da realiza\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito, para amortiza\u00e7\u00e3o em prazo superior a doze meses;\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desse modo, d\u00edvida fundada abrange todas as obriga\u00e7\u00f5es financeiras do ente federativo, assumidas por leis, contratos, conv\u00eanios ou tratados e da realiza\u00e7\u00e3o de opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito, apuradas sem duplicidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Importante \u00e9 a observa\u00e7\u00e3o de Ricardo Lewandowski de que a d\u00edvida fundada n\u00e3o necessita ter obriga\u00e7\u00f5es a cumprir superior a doze meses. O autor assevera que:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>\u201cEsse conceito legal mereceu cr\u00edticas muito pertinentes de Geraldo Ataliba, que observa que o mesmo incorre em dois equ\u00edvocos, a saber: 1) \u2018n\u00e3o \u00e9 o prazo de doze meses que qualifica a divida fundada\u2019; 2) \u2018n\u00e3o cabe constituir divida fundada para atender a desequil\u00edbrio or\u00e7ament\u00e1rio\u2019&#8230; ao passo que, qualquer obriga\u00e7\u00e3o, seja por que o prazo for, desde que n\u00e3o constitu\u00eda \u2018para atender a insufici\u00eancia de caixa\u2019, nos termos do art. 7\u00ba, inciso III, da citada lei n\u00ba 4.320\/64, configura divida fundada\u201d.<\/em><a href=\"#_ftn17\" name=\"_ftnref17\"><sup><sup>[17]<\/sup><\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A referida norma tamb\u00e9m prev\u00ea uma atenuante para essa hip\u00f3tese de decreta\u00e7\u00e3o da interven\u00e7\u00e3o. No caso de ocorr\u00eancia de for\u00e7a maior essa hip\u00f3tese de interven\u00e7\u00e3o fica afastada. Devendo para tanto de acontecimento extraordin\u00e1rio que atinja a capacidade de pagamento do ente federativo (caso de como\u00e7\u00e3o interna no Estado, cat\u00e1strofe natural)<a href=\"#_ftn18\" name=\"_ftnref18\"><sup><sup>[18]<\/sup><\/sup><\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A outra hip\u00f3tese de Interven\u00e7\u00e3o para reorganizar as finan\u00e7as p\u00fablicas ocorre quando o Estado Membro deixa de entregar aos Munic\u00edpios receitas tribut\u00e1rias fixada pela Magna Carta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O intuito desse dispositivo \u00e9 evitar que o Estado Membro sufoque seus munic\u00edpios, exigindo que eles cumpram medidas que n\u00e3o est\u00e3o previstas na Constitui\u00e7\u00e3o Federal ou em contrato assinado entre os dois entes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Defesa da ordem constitucional se expressa em promover a execu\u00e7\u00e3o de lei federal, ordem ou decis\u00e3o judicial, para exigir a observ\u00e2ncia dos princ\u00edpios constitucionais (forma republicana, sistema representativo, regime democr\u00e1tico, direitos da pessoa humana, autonomia municipal, presta\u00e7\u00e3o de contas da administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica direta e indireta, aplica\u00e7\u00e3o do m\u00ednimo exigida da receita resultante de impostos estaduais compreendida a procedente de transfer\u00eancias, na manuten\u00e7\u00e3o e desenvolvimento do ensino e nas a\u00e7\u00f5es e servi\u00e7os p\u00fablicos de sa\u00fade).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A garantia de promover a execu\u00e7\u00e3o de lei federal ocorre quando um ente federativo desrespeita LEI FEDERAL (lei em sentido estrito). O desrespeito \u00e0 lei federal, segundo Manoel Gon\u00e7alves Ferreira Filho, seguindo os ensinamentos de Prado Kelly pode ocorrer quando um Estado Membro gera preju\u00edzos generalizados, que n\u00e3o podem ser corrigidos por uma decis\u00e3o judicial<a href=\"#_ftn19\" name=\"_ftnref19\"><sup><sup>[19]<\/sup><\/sup><\/a><sup>.<\/sup> Tamb\u00e9m ocorre desrespeito \u00e0 lei federal quando um ente federativo edita um a norma geral que impedi a execu\u00e7\u00e3o de norma federal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre o tema Fernando Bilac, traz a seguinte li\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>\u201cPelo que se extrai do texto constitucional de 1988, o caminho adotado pode ser mais breve. Qualquer ato normativo estadual que negue a execu\u00e7\u00e3o \u00e0 lei federal passar\u00e1 necessariamente pelo crivo judicial, tendo em vista o mandamento insculpido no inciso IV do art. 36, determina que todo ato que recuse cumprimento \u00e0 lei federal dever\u00e1 ser precedido de representa\u00e7\u00e3o do Procurador Geral da Republica junto ao Superior Tribunal de Justi\u00e7a. Declarada a inexecu\u00e7\u00e3o de lei federal pelo Superior Tribunal de Justi\u00e7a, caber\u00e1 a este tribunal Requisitar ao presidente da Republica a Interven\u00e7\u00e3o Federal no Estado Membro.\u201d<a href=\"#_ftn20\" name=\"_ftnref20\"><sup><strong><sup>[20]<\/sup><\/strong><\/sup><\/a><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No tocante a promover execu\u00e7\u00e3o de ordem ou decis\u00e3o judicial deve-se fazer uma importante ressalva. A ordem ou decis\u00e3o deve ter cunho jurisdicional, ou seja, deve ter decis\u00f5es que incidem sobre a lide decidindo-a formalmente ou materialmente ou mesmo resolvendo quest\u00f5es incidentais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O STJ tratando sobre esse tema, proferiu a seguinte decis\u00e3o:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>\u201cCONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. INTERVEN\u00c7\u00c3O FEDERAL EM ESTADO DA FEDERA\u00c7\u00c3O POR DESCUMPRIMENTO DE DECIS\u00c3O JUDICIAL. INEXIST\u00caNCIA DE PRESSUPOSTOS. INVIABILIDADE.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>A Constitui\u00e7\u00e3o Federal s\u00f3 admite a decreta\u00e7\u00e3o de Interven\u00e7\u00e3o Federal em Estado da federa\u00e7\u00e3o por descumprimento, pela autoridade governamental, de decis\u00e3o judicial. A atividade do presidente do Tribunal que determina a corre\u00e7\u00e3o monet\u00e1ria, j\u00e1 no \u00e2mbito de precat\u00f3rio anteriormente expedido, \u00e9 meramente administrativo e despicienda de contradit\u00f3rio, n\u00e3o se equiparando \u00e0 decis\u00e3o justificadora de medida de execu\u00e7\u00e3o (Interven\u00e7\u00e3o Federal), consoante defini\u00e7\u00e3o constitucional. Pedido de Interven\u00e7\u00e3o Federal n\u00e3o conhecido. Decis\u00e3o un\u00e2nime.\u201d<\/em><a href=\"#_ftn21\" name=\"_ftnref21\"><sup><sup>[21]<\/sup><\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Recorrendo, novamente aos ensinamentos de Fernando Bilac, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio que a ordem ou decis\u00e3o seja definitiva, como assevera o Autor:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>\u201cDeste modo, toda e qualquer ordem ou decis\u00e3o emanada do Poder Judici\u00e1rio, no exerc\u00edcio da fun\u00e7\u00e3o jurisdicional, independente de seu transito em julgado, uma vez desrespeitada, reclama a poss\u00edvel Interven\u00e7\u00e3o Federal.\u201d<a href=\"#_ftn22\" name=\"_ftnref22\"><sup><strong><sup>[22]<\/sup><\/strong><\/sup><\/a><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse sentido, nosso Superior Tribunal de Justi\u00e7a proferiu a seguinte decis\u00e3o:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>\u201cINTERVEN\u00c7\u00c3O FEDERAL. AUS\u00caNCIA DE CUMPRIMENTO, PELO ESTADO MEMBRO, DE DECISAO JUDICIAL. DEFERIMENTO. O OBICE OPOSTO PELO PODER EXECUTIVO ESTADUAL AO CUMPRIMENTO DE DECISAO JUDICIAL IMPLICA NO DEFERIMENTO DE INTERVEN\u00c7\u00c3O FEDERAL NO ESTADO. A alega\u00e7\u00e3o de que a Interven\u00e7\u00e3o Federal s\u00f3 se justifica quando se tratar de descumprimento de \u2018decis\u00e3o de m\u00e9rito\u2019, com transito em julgado, n\u00e3o impede a providencia excepcional, porquanto, se assim fosse cometer-se-ia, ao governador, o poder de postergar, indefinidamente, o andamento de todos os processos em que o aux\u00edlio da for\u00e7a publica fosse necess\u00e1ria \u00e0 execu\u00e7\u00e3o de decis\u00f5es interlocut\u00f3rias. Interven\u00e7\u00e3o Federal deferida.\u201d<\/em><a href=\"#_ftn23\" name=\"_ftnref23\"><sup><sup>[23]<\/sup><\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><a href=\"#_ftnref_ind1\" name=\"_ftn_ind4_2\">4.2 &#8211; <\/a><\/strong>DO REQUISITO FORMAL DA INTERVEN\u00c7\u00c3O FEDERAL<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O pressuposto formal consiste no modo em que ser\u00e3o efetivados, os limites e requisitos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ato de interven\u00e7\u00e3o \u00e9 efetivado por meio de decreto presidencial, o qual especificar\u00e1 sobre qual(ais) do(s) Poder(es) do ente Federativo que incidir\u00e1, o prazo e condi\u00e7\u00f5es de sua execu\u00e7\u00e3o e, se houver necessidade, nomear\u00e1 um interventor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Importante destacar que \u00e9 poss\u00edvel o ato de interven\u00e7\u00e3o sem a nomea\u00e7\u00e3o de um interventor. Tal hip\u00f3tese ocorrer\u00e1 se a interven\u00e7\u00e3o recair sobre o Poder Legislativo ou Judici\u00e1rio, se recair sobre o Poder Executivo h\u00e1 a necessidade de nomear um interventor que ir\u00e1 exercer o papel de Governador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nas hip\u00f3teses previstas no art. 34, inciso I, II, III e IV, al\u00edneas a e b, a simples ocorr\u00eancias dos fatos ensejadores autorizam o Presidente da Rep\u00fablica a decretar o ato de interven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na hip\u00f3tese do inciso V, do art. 34 h\u00e1 necessidade de solicita\u00e7\u00e3o Poder Legislativo ou Executivo coacto ou impedido, ou de requisi\u00e7\u00e3o do STF, se a coa\u00e7\u00e3o for exercida contra o Poder Judici\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 na hip\u00f3tese do inciso VI do mesmo artigo \u00e9 necess\u00e1ria \u00e0 requisi\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a, Tribunal Superior Eleitoral ou Supremo Tribunal Federal para que a interven\u00e7\u00e3o seja decretada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Editado o decreto, esse ser\u00e1 submetido \u00e0 aprecia\u00e7\u00e3o do Congresso Nacional dentro de 24 horas. Caso o Congresso n\u00e3o esteja funcionando ser\u00e1 convocado extraordinariamente no mesmo prazo para que aprecie sobre o ato de interven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Congresso Nacional tomar\u00e1 ci\u00eancia do ato de interven\u00e7\u00e3o e aprovar\u00e1 ou rejeitar\u00e1, nos moldes do art. 49, inciso IV da Magna Carta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Caso a Interven\u00e7\u00e3o seja rejeitada o ato ser\u00e1 considerado inconstitucional e dever\u00e1 ser suspenso imediatamente os seus efeitos, pois caso contr\u00e1rio, constituir\u00e1 atentado contra os poderes constitucionais do Estado, caracterizando crime de responsabilidade do Presidente da Rep\u00fablica, o qual a esta sujeito ao processo e san\u00e7\u00f5es correspondentes<a href=\"#_ftn24\" name=\"_ftnref24\"><sup><sup>[24]<\/sup><\/sup><\/a><sup>.<\/sup><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para as hip\u00f3teses supra a interven\u00e7\u00e3o se faz necess\u00e1ria quando, ao menos, um dos Poderes estejam funcionando, de forma que possam coibir o ato coacto contra um dos Poderes pelo qual a interven\u00e7\u00e3o se faz necess\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Logo, na hip\u00f3tese do Executivo necessitar intervir contra o Legislativo ou o Judici\u00e1rio, como vimos, n\u00e3o h\u00e1 a necessidade de se nomear um interventor, eis que, o decreto interventivo se faz diretamente (de oficio) pelo Presidente da Rep\u00fablica (chefe do executivo e comandante-em-chefe da na\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na mesma esteira se, por sua vez, quem necessitar de interven\u00e7\u00e3o for o Poder executivo (por ato ou omiss\u00e3o do Presidente da Rep\u00fablica) e, os demais Poderes estiverem igualmente aparelhados (ou seja, necessitando de interven\u00e7\u00e3o), quem poder\u00e1 efetivar o Decreto interventivo contra o Poder executivo, se o Poder Judici\u00e1rio ou Legislativo estiverem coactos ou co-participes na causa ensejadora da interven\u00e7\u00e3o ?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta hip\u00f3tese de total ruptura das institui\u00e7\u00f5es, o pr\u00f3prio Poder Judici\u00e1rio Militar poderia efetivar o decreto interventivo (STM), ou, caso esteja igualmente coacto ou impedido, nesta hip\u00f3tese, a pr\u00f3pria institui\u00e7\u00e3o das For\u00e7as armadas poder\u00e1 nomear um interventor para representar o papel do Chefe do Poder Executivo (presidente da Rep\u00fablica).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta nomea\u00e7\u00e3o se assemelha ao que se verifica em direito administrativo pelo qual versa sobre o ato administrativo efetuado por um ente p\u00fablico. O decreto interventivo nessa situa\u00e7\u00e3o especial\u00edssima se equivale aos de um ato administrativo eis que:cont\u00e9m como elementos: a) que a vontade emane do Estado ou de agentes com a prerrogativa deste; b) seu conte\u00fado deve visar efeitos jur\u00eddicos com interesses p\u00fablicos; c) deve ser regido basicamente pelo direito p\u00fablico; d) sujeita-se \u00e0 lei; e) \u00e9 pass\u00edvel de controle judicial (Pelo STM, por exemplo quando este n\u00e3o esteja cooptado ou impedido).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como forma an\u00e1loga ao ato administrativo, o formalismo que nele fosse embasado, seria, igualmente de car\u00e1ter moderado. Assim preleciona Maria Sylvia Zanella Di PIETRO, afirmando que \u201c<em>informalismo n\u00e3o significa, nesse caso, aus\u00eancia de forma; o processo administrativo \u00e9 formal no sentido de que deve ser reduzido a escrito e conter documentado tudo o que ocorre no seu desenvolvimento; \u00e9 informal [grifo do autor] no sentido de que n\u00e3o est\u00e1 sujeito a formas r\u00edgidas.<\/em>\u201d<a href=\"#_ftn25\" name=\"_ftnref25\"><sup><sup>[25]<\/sup><\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O princ\u00edpio do formalismo moderado encontra embasamento impl\u00edcito<a href=\"#_ftn26\" name=\"_ftnref26\"><sup><sup>[26]<\/sup><\/sup><\/a> no artigo 5\u00ba, inciso II e \u00a72\u00ba, da Constitui\u00e7\u00e3o Federal:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>\u201cArt. 5\u00ba Todos s\u00e3o iguais perante a lei, sem distin\u00e7\u00e3o de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no Pa\u00eds a inviolabilidade do direito \u00e0 vida, \u00e0 liberdade, \u00e0 igualdade, \u00e0 seguran\u00e7a e \u00e0 propriedade, nos termos seguintes:<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>(&#8230;)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>II &#8211; ningu\u00e9m ser\u00e1 obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa sen\u00e3o em virtude de lei;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>(&#8230;)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>2\u00ba &#8211; Os direitos e garantias expressos nesta Constitui\u00e7\u00e3o n\u00e3o excluem outros decorrentes do regime e dos princ\u00edpios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a Rep\u00fablica Federativa do Brasil seja parte.\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse sentido, destaca Bandeira de MELLO que:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>\u201cSendo ele [o princ\u00edpio do formalismo moderado], como \u00e9, uma aplica\u00e7\u00e3o espec\u00edfica do projeto, transparente na Constitui\u00e7\u00e3o, de valorizar a &#8220;cidadania&#8221;, resulta que traz consigo o rep\u00fadio a embara\u00e7os desnecess\u00e1rios, obstativos da realiza\u00e7\u00e3o de quaisquer direitos ou prerrogativas que a ela correspondam. Deveras, o Texto Constitucional, como reiteradamente temos dito, lhe atribui o car\u00e1ter saliente de ser um dos &#8220;fundamentos&#8221; da Rep\u00fablica Federativa do Brasil (art. 1\u00ba, II), al\u00e9m de proclamar que &#8220;todo o poder emana do povo&#8221; (par\u00e1grafo \u00fanico do citado artigo). Seria um total contra-senso admitir-se o conv\u00edvio destes preceitos com a possibilidade de serem levantados entraves ao exame substancial das postula\u00e7\u00f5es, alega\u00e7\u00f5es, arrazoados ou defesas produzidas pelo administrado, contrapondo-se-lhes requisitos ou exig\u00eancias puramente formais, isto \u00e9, alheios ao cerne da quest\u00e3o que estivesse em causa.\u201d<\/em><a href=\"#_ftn27\" name=\"_ftnref27\"><sup><sup>[27]<\/sup><\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O formalismo moderado tamb\u00e9m transparece de forma impl\u00edcita na Lei Federal n.\u00ba 9.784\/99, conforme artigo 2\u00ba, par\u00e1grafo \u00fanico, incisos VIII e IX, e artigo 22, par\u00e1grafos 2\u00ba e 3\u00ba:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>Art. 2\u00ba A Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica obedecer\u00e1, dentre outros, aos princ\u00edpios da legalidade, finalidade, motiva\u00e7\u00e3o, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contradit\u00f3rio, seguran\u00e7a jur\u00eddica, interesse p\u00fablico e efici\u00eancia.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>Par\u00e1grafo \u00fanico. Nos processos administrativos ser\u00e3o observados, entre outros, os crit\u00e9rios de:<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>(&#8230;)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>VIII \u2013 observ\u00e2ncia das formalidades essenciais \u00e0 garantia dos direitos dos administrados;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>IX \u2013 ado\u00e7\u00e3o de formas simples, suficientes para propiciar adequado grau de certeza, seguran\u00e7a e respeito aos direitos dos administrados;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>(&#8230;)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>Art. 22. Os atos do processo administrativo n\u00e3o dependem de forma determinada sen\u00e3o quando a lei expressamente a exigir.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>(&#8230;)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>2\u00ba Salvo imposi\u00e7\u00e3o legal, o reconhecimento de firma somente ser\u00e1 exigido quando houver d\u00favida de autenticidade.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>3\u00ba A autentica\u00e7\u00e3o de documentos exigidos em c\u00f3pia poder\u00e1 ser feita pelo \u00f3rg\u00e3o administrativo.\u201d<a href=\"#_ftn28\" name=\"_ftnref28\"><sup><strong><sup>[28]<\/sup><\/strong><\/sup><\/a><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A esse respeito, coloca PIETRO que, &#8220;na realidade, o formalismo somente deve existir quando seja necess\u00e1rio para atender ao interesse p\u00fablico e proteger os direitos dos particulares. (&#8230;) Trata-se de aplicar o princ\u00edpio da razoabilidade ou da proporcionalidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s formas.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse sentido, poderia a pr\u00f3pria Institui\u00e7\u00e3o \u2013 For\u00e7as Armadas pelo aspecto formal moderado, em caso de \u201caparelhamento estatal\u201d emanar decreto interventivo como forma de assegurar, por exemplo, a auto-tutela administrativa a fim de que se atenta o princ\u00edpio da seguran\u00e7a jur\u00eddica eventualmente violado ou na imin\u00eancia de s\u00ea-lo pelos demais Poderes que j\u00e1 foram corrompidos ou estejam impedidos ou coactos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A inger\u00eancia ou coa\u00e7\u00e3o do Poder Executivo sobre o Legislativo ou o Judici\u00e1rio, como forma de impedir ou dificultar as suas independ\u00eancias de Poderes, \u00e9 um exemplo t\u00edpico desse aparelhamento ensejador da via interventiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><a href=\"#_ftnref_ind1\" name=\"_ftn_ind5\">5 &#8211; <\/a>DA INTERVEN\u00c7\u00c3O FEDERAL N\u00ba 5179<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por interm\u00e9dio de den\u00fancias, realizadas pelo ex Secret\u00e1rio de Rela\u00e7\u00f5es Institucionais do Governo do DF, a Pol\u00edcia Federal, por requisi\u00e7\u00e3o do Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), iniciou investiga\u00e7\u00e3o sobre as referidas acusa\u00e7\u00f5es. Em decorr\u00eancia dessa investiga\u00e7\u00e3o, no final de novembro de 2009, a Pol\u00edcia Federal deflagrou a chamada opera\u00e7\u00e3o \u201cCaixa de Pandora\u201d, a qual executou diversos mandados de busca e apreens\u00e3o e aponta como principal articulador, de um esquema de corrup\u00e7\u00e3o, o Governador do DF (atualmente ex- governador).\u00a0 Al\u00e9m do envolvimento do Chefe do Poder Executivo, tal esquema envolve empresas com contratos p\u00fablicos, membros do Poder Legislativo e outros membros do Poder Executivo (incluindo o Vice-Governador).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com a opera\u00e7\u00e3o, o ex Governador teria recebido dinheiro dos empres\u00e1rios de forma il\u00edcita para favorec\u00ea-los em contratos p\u00fablicos, aprovar projetos de interesses particulares e teria usado boa parte da quantia para corromper os demais membros do governo. Junto com o depoimento do ex Secret\u00e1rio, o mesmo realizou varias grava\u00e7\u00f5es \u00e1udios-visuais onde ficam evidenciadas a entrega de volumosas quantias pecuni\u00e1rias aos referidos acusados. Ap\u00f3s a divulga\u00e7\u00e3o da opera\u00e7\u00e3o pela imprensa, o governador,em fevereiro de 2010, por meio de um membro do Poder Legislativo, tentou subornar uma testemunha do inqu\u00e9rito para que o mesmo afirma-se que as acusa\u00e7\u00f5es eram infundadas. A respectiva tentativa de suborno foi registrada pela pol\u00edcia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pelo fato, o STJ decretou a pris\u00e3o do Governador. Tendo em vista a pris\u00e3o do governador o vice-governador assumiu o governo do DF. Por\u00e9m, em vista das acusa\u00e7\u00f5es e da press\u00e3o exercida pela popula\u00e7\u00e3o e m\u00eddia, o mesmo, em 3 a 4 semanas, renunciou ao mandato.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pelos fatos apresentados, faz-se necess\u00e1rio apontar uma solu\u00e7\u00e3o para as anomalias pol\u00edtico-administrativas, que ocorreram no Distrito Federal no final de 2009 e in\u00edcio de 2010. Uma das solu\u00e7\u00f5es apontadas, amplamente discutida e criticada por algumas autoridades, \u00e9 a possibilidade de Interven\u00e7\u00e3o Federal, prevista no art. 34 da Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O referido artigo traz em seu escopo, rol taxativo, em que a Uni\u00e3o poder\u00e1 intervir nos Estados- Membros e no Distrito Federal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tal instituto tem como finalidade, como leciona Jos\u00e9 Afonso da Silva: \u201ca defesa do Estado; a defesa de Princ\u00edpio Federativo; defesa das finan\u00e7as estaduais e defesa da ordem constitucional\u201d. Sendo um instrumento pelo qual a Uni\u00e3o pode intervir na autonomia dos Estados Membros, a fim de evitar, principalmente, conturba\u00e7\u00f5es \u00e0 ordem p\u00fablica e garantir a manuten\u00e7\u00e3o do Estado-Federal, a Interven\u00e7\u00e3o Federal deve ser adotada como medida tempor\u00e1ria e com limites pr\u00e9-estabelecidos. Caso contr\u00e1rio, podem ocorrer desvios das previs\u00f5es constitucionais para satisfazer anseios pol\u00edticos, como ocorrido na Rep\u00fablica Velha e na Era Vargas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com base nisso, o Procurador Geral da Rep\u00fablica ingressou com um pedido de Interven\u00e7\u00e3o Federal perante o STF (IF5179), requerendo a Interven\u00e7\u00e3o no DF.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No dia 30\/06\/2010 o plen\u00e1rio do STF julgou, por maioria, a improced\u00eancia do pedido de interven\u00e7\u00e3o feita pelo Procurador Geral da Republica, proferindo a seguinte decis\u00e3o:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>\u201cEMENTA: INTERVEN\u00c7\u00c3O FEDERAL. Representa\u00e7\u00e3o do Procurador-Geral da Rep\u00fablica. Distrito Federal. Alega\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia de largo esquema de corrup\u00e7\u00e3o. Envolvimento do ex-governador, deputados distritais e suplentes. Comprometimento das fun\u00e7\u00f5es governamentais no \u00e2mbito dos Poderes Executivo e Legislativo. Fatos graves objeto de inqu\u00e9rito em curso no Superior Tribunal de Justi\u00e7a. Ofensa aos princ\u00edpios inscritos no art. 34, inc. VII, \u201ca\u201d, da CF. Ado\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, pelas autoridades competentes, de provid\u00eancias legais eficazes para debelar a crise institucional. Situa\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica consequentemente superada \u00e0 data do julgamento. Desnecessidade reconhecida \u00e0 interven\u00e7\u00e3o, enquanto medida extrema e excepcional. Pedido julgado improcedente. Precedentes. Enquanto medida extrema e excepcional, tendente a repor estado de coisas desestruturado por atos atentat\u00f3rios \u00e0 ordem definida por princ\u00edpios constitucionais de extrema relev\u00e2ncia, n\u00e3o se decreta interven\u00e7\u00e3o federal quando tal ordem j\u00e1 tenha sido restabelecida por provid\u00eancias eficazes das autoridades competentes.\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em virtude desse julgado, surgiu, \u00e0 \u00e9poca, a duvida quanto \u00e0 compet\u00eancia do Poder Judici\u00e1rio para julgar a proced\u00eancia ou n\u00e3o da decreta\u00e7\u00e3o da Interven\u00e7\u00e3o Federal, ou seja, o m\u00e9rito do ato.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ora, se no caso de Ex-Governador do Estado, n\u00e3o haveria a necessidade de se exarar Decreto intervetivo \u00e0 aprecia\u00e7\u00e3o do Poder Judici\u00e1rio, logo, no caso de atua\u00e7\u00e3o de atos atentat\u00f3rios \u00e0 manten\u00e7a do Estado democr\u00e1tico, estando o autor dos fatos com mandato em plena vig\u00eancia, descipienda a aprecia\u00e7\u00e3o do Poder Judici\u00e1rio para eventualmente ser aplicada interven\u00e7\u00e3o federal por uma de suas Institui\u00e7\u00f5es (For\u00e7as Armadas) para, justamente, garantir a manten\u00e7a da seguran\u00e7a jur\u00eddica e do Estado Democr\u00e1tico de Direito eventualmente comprometido. Ali\u00e1s, seria contradit\u00f3ria a aprecia\u00e7\u00e3o do Poder Judici\u00e1rio que estivesse igualmente cooptado ao Executivo para validar ato interventivo contra este.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><a href=\"#_ftnref_ind1\" name=\"_ftn_ind6\">6 &#8211; <\/a>DA SEPARA\u00c7\u00c3O DOS PODERES.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Separa\u00e7\u00e3o de Poderes ou divis\u00e3o dos Poderes do Estado (Triparti\u00e7\u00e3o dos Poderes) esbo\u00e7ava seus primeiros ensaios no pensamento ocidental desde a antiguidade cl\u00e1ssica, que remontam a Gr\u00e9cia e Roma antiga.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A separa\u00e7\u00e3o das fun\u00e7\u00f5es do Poder do Estado surgiu, pela primeira vez, durante a guerra civil do s\u00e9culo XVII na Inglaterra. Suas id\u00e9ias est\u00e3o associadas estreitamente ao Estado Constitucional ou Estado de direito (<em>rule of Law<\/em>)[25], tendo como elemento essencial o combate ao absolutismo da \u00e9poca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre o tema, Nuno Pi\u00e7arra, traz a seguinte li\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>\u201cComo arma ideol\u00f3gica de luta contra os abusos e arbitrariedades do Longo Parlamento, a necessidade da separa\u00e7\u00e3o dos poderes era invocada com o preciso sentido de limitar aquele \u00f3rg\u00e3o ao desempenho da fun\u00e7\u00e3o legislativa, retirando-lhe quaisquer compet\u00eancias de natureza jurisdicional que a outro \u00f3rg\u00e3o constitucional deveriam caber. Eis a doutrina da separa\u00e7\u00e3o dos poderes, pela primeira vez enunciada nos seus tra\u00e7os aut\u00f4nomos fundamentais, como doutrina prescritiva de determinados arranjos org\u00e2nico funcionais, baseada numa certa analise das fun\u00e7\u00f5es do Estado (&#8230;) a exclus\u00e3o da tirania e do arb\u00edtrio, inevit\u00e1veis quando todos os poderes est\u00e3o concentrados num s\u00f3 \u00f3rg\u00e3o, e a garantia da liberdade e da seguran\u00e7a individuais, seriamente comprometidas quando as leis s\u00e3o aplicadas por quem delas \u00e9 autor\u201d<\/em><a href=\"#_ftn29\" name=\"_ftnref29\"><sup><sup>[29]<\/sup><\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sendo assim, a doutrina da separa\u00e7\u00e3o dos poderes do Estado foi concebida com uma conota\u00e7\u00e3o estritamente jur\u00eddica, sem curar, da titularidade pol\u00edtica dos respectivos poderes fun\u00e7\u00f5es do Estado. Em outras palavras, estava ligada apenas a concep\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas em desenvolvimento na Inglaterra, que visavam a prote\u00e7\u00e3o dos direitos individuais perante as atua\u00e7\u00f5es\u00a0 arbitr\u00e1rias do Estado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Posteriormente, a doutrina da separa\u00e7\u00e3o das fun\u00e7\u00f5es do Estado foi tratada por John Locke, em seu livro <em>Two Treatises of Government<\/em>, de modo incompleto e com tra\u00e7os rudimentares, que n\u00e3o se encontrava nenhuma doutrina acerca da separa\u00e7\u00e3o dos poderes, mas uma simples distin\u00e7\u00e3o das fun\u00e7\u00f5es do estado, ou seja, ligada as fun\u00e7\u00f5es pol\u00edticas do Estado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi a partir de Montesquieu que o estudo da separa\u00e7\u00e3o dos poderes volta a ter cunho jur\u00eddico, pois suas id\u00e9ias est\u00e3o relacionadas a liberdade e legalidade, ao estado de direito. Em seus estudos, Montesquieu j\u00e1 afirmava que o poder de julga deveria ser desvinculado do poder executivo e legislativo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesses sentido, Nuno Pi\u00e7arra afirma que Montesquieu entendia as tr\u00eas fun\u00e7\u00f5es do Estado do seguinte modo:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>\u201cO poder legislativo traduz-se no poder de fazer leis, por um certo tempo ou para sempre, e de corrigir ou ab-rogar os quest\u00f5es feitas. O poder executivo das coisas que dependem do direito internacional ou, simplesmente, o poder executivo Estado \u00e9 o poder de fazer a paz ou a guerra, de enviar ou receber as embaixadas, de mantes a seguran\u00e7a e de prevenir invas\u00f5es. O poder de julgar ou o poder executivo das coisas que dependem o direito civil \u00e9 o poder de punir os crimes e julgar os lit\u00edgios entre os particulares.\u201d<\/em><a href=\"#_ftn30\" name=\"_ftnref30\"><sup><sup>[30]<\/sup><\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi a partir dos estudos realizado por Montesquieu que a ideia de separa\u00e7\u00e3o de poderes foi disseminada e empregada definitivamente no constitucionalismo liberal. Todavia, foi com a constitui\u00e7\u00e3o norte americana que o poder do Estado foi divido em Executivo, Legislativo e Judici\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Brasil adotou a teoria da reparti\u00e7\u00e3o de poderes na Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988, criando o Poder Executivo, Judici\u00e1rio e Legislativo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>\u201cArt. 2\u00ba S\u00e3o Poderes da Uni\u00e3o, independentes e harm\u00f4nicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judici\u00e1rio.\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Poder Executivo (fun\u00e7\u00e3o executiva)<a href=\"#_ftn31\" name=\"_ftnref31\">[31]<\/a> tem a fun\u00e7\u00e3o prec\u00edpua de praticar os atos de chefia de estado, governo e administra\u00e7\u00e3o, resolvendo problemas concretos n\u00e3o se limitando a simples execu\u00e7\u00e3o das leis. No Brasil, essa fun\u00e7\u00e3o compete ao Presidente da Rep\u00fablica, com o auxilio dos Ministros de Estado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Poder Legislativo exercer a fun\u00e7\u00e3o de legislar e fiscalizar. A fun\u00e7\u00e3o legislativa significa elaborar normas gerais, abstratas, impessoais e inovadoras da ordem jur\u00eddica por meio de processo legislativo previsto na Magna Carta. A fiscaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 a analise das atividades financeiras do Poder Executivo e Judici\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A fun\u00e7\u00e3o jurisdicional consiste na aplica\u00e7\u00e3o do direito nos casos concretos, a fim de solucionar os conflitos de interesse resistidos por uma pretens\u00e3o (lide), buscando a pacifica\u00e7\u00e3o da sociedade. Alexandre de Moraes<a href=\"#_ftn32\" name=\"_ftnref32\"><sup><sup>[32]<\/sup><\/sup><\/a> define o Poder Judici\u00e1rio como:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>\u201cum dos poderes cl\u00e1ssicos previstos pela doutrina e consagrado como poder aut\u00f4nomo e independente de import\u00e2ncia crescente no Estado de Direito, pois, como afirma Sanches Viamonte, sua fun\u00e7\u00e3o n\u00e3o consiste somente em administrar a Justi\u00e7a,sendo mais, pois seu mister \u00e9 ser o verdadeiro guardi\u00e3o da Constitui\u00e7\u00e3o, com a finalidade de preserva, basicamente, os princ\u00edpios da legalidade e igualdade, sem os quais os demais tornariam se vazios\u201d.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A jurisdi\u00e7\u00e3o (dizer o direito) que corresponde \u00e0 emana\u00e7\u00e3o da soberania do Estado (Uni\u00e3o) na composi\u00e7\u00e3o de conflitos de interesses (lide) por meio da aplica\u00e7\u00e3o da lei.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O exerc\u00edcio das fun\u00e7\u00f5es aqui mencionadas \u00e9 monop\u00f3lio do Estado. S\u00f3 podendo ser exercida pelos Poderes mencionados da Carta Magna.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Importante destacar que n\u00e3o se pode confundir jurisdi\u00e7\u00e3o com legisla\u00e7\u00e3o. Legisla\u00e7\u00e3o s\u00e3o normas gerais e abstratas criadas pelo Poder Legislativo que tem como fun\u00e7\u00e3o regrar a sociedade. J\u00e1 a Jurisdi\u00e7\u00e3o baseia-se, como exposto anteriormente, em resolver o caso concreto atrav\u00e9s da aplica\u00e7\u00e3o da norma (harmoniza\u00e7\u00e3o da sociedade).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m n\u00e3o se deve confundir a jurisdi\u00e7\u00e3o com administra\u00e7\u00e3o. Chiovenda<a href=\"#_ftn33\" name=\"_ftnref33\"><sup><sup>[33]<\/sup><\/sup><\/a>, por exemplo, conceitua jurisdi\u00e7\u00e3o como uma atividade secund\u00e1ria, ou coordenada, no sentido de que ela substitui a vontade ou intelig\u00eancia de algu\u00e9m, cuja atividade seria prim\u00e1ria, enquanto o administrador exerce atividade prim\u00e1ria, ou origin\u00e1ria, no sentido de que se desenvolve no seu pr\u00f3prio interesse. O juiz julga a respeito de outrem e em raz\u00e3o da vontade da lei concernente a outrem. A administra\u00e7\u00e3o decide a respeito da pr\u00f3pria atividade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jose Afonso da Silva<a href=\"#_ftn34\" name=\"_ftnref34\"><sup><sup>[34]<\/sup><\/sup><\/a> traz a seguinte li\u00e7\u00e3o sobre essa mat\u00e9ria:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>\u201c&#8230;, considerando como de jurisdi\u00e7\u00e3o aquilo que o legislador constituinte incluiu na compet\u00eancia dos \u00f3rg\u00e3os judici\u00e1rios e como administra\u00e7\u00e3o o que conferiu aos \u00f3rg\u00e3os do Executivo, que, em verdade, n\u00e3o se limita \u00e0 execu\u00e7\u00e3o da lei, consoante j\u00e1 vimos. Segundo esse crit\u00e9rio, ato jurisdicional \u00e9 o que emana dos \u00f3rg\u00e3os jurisdicionais no exerc\u00edcio de sua compet\u00eancia constitucional respeitando \u00e1 solu\u00e7\u00e3o de conflito de interesses.\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cada poder exerce uma atividade diferente, como descrito anteriormente. Todavia, essas atividades (administrar, legislar e julgar) n\u00e3o s\u00e3o exclusivas, podendo cada poder exercer uma fun\u00e7\u00e3o at\u00edpica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como princ\u00edpio constitucional, a separa\u00e7\u00e3o de poderes buscar limitar o poder do Estado frente \u00e0 sociedade para prevenir abusos, ao servi\u00e7o do homem comum, ou seja, busca evitar que o Estado, ao exercer suas atividades, busque fim diverso do bem comum. Al\u00e9m disso, a separa\u00e7\u00e3o dos poderes tende a garantir o gozo dos direitos fundamentais, impedindo que surja no Estado Constitucional a figura do soberano (monarca).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nuno Pi\u00e7arra afirma que:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>\u201cA separa\u00e7\u00e3o dos poderes \u00e9 um pressuposto institucional para a garantia dos direitos fundamentais, sem a qual estes mais n\u00e3o s\u00e3o do que meras declara\u00e7\u00f5es de inten\u00e7\u00e3o. S\u00f3 perante tribunais independentes o individuo pode resistir \u00e0s viola\u00e7\u00f5es dos seus direitos por parte dos outros poderes do Estado.\u201d<\/em><a href=\"#_ftn35\" name=\"_ftnref35\"><sup><sup>[35]<\/sup><\/sup><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Teoria da Separa\u00e7\u00e3o dos Poderes, al\u00e9m de ser um princ\u00edpio consagrado em nossa constitui\u00e7\u00e3o, deve ser compreendida, n\u00e3o como mera divis\u00e3o dos poderes do Estado, mas , tamb\u00e9m, como um dos pilares do Estado Constitucional, o qual garante o exerc\u00edcio e gozo dos direitos e garantias fundamentais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><a href=\"#_ftnref_ind1\" name=\"_ftn_ind7\">7 &#8211; <\/a>DA DIFEREN\u00c7A ENTRE DEMOCRACIA E DITADURA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Temos por democracia, um regime de governo onde o poder de tomar importantes decis\u00f5es pol\u00edticas est\u00e1 com os cidad\u00e3os (povo), democracia \u00e9 o \u201cgoverno do povo para o povo\u201d, e se op\u00f5e \u00e0s formas de ditadura e totalitarismo, em um pa\u00eds democr\u00e1tico os representantes s\u00e3o eleitos pelo voto popular,\u00a0 o que subentende que ent\u00e3o os eleitos s\u00e3o os representantes do povo, em que o poder \u00e9 dividido em esferas, e as leis e a\u00e7\u00f5es do governo sempre passam por vota\u00e7\u00f5es em suas esferas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A principal caracter\u00edstica da democracia \u00e9 a figura do povo como centro, isto \u00e9, o os cidad\u00e3os tem direitos e deveres dentro da sociedade, sendo que h\u00e1 dois tipos de democracia, a direta e indireta ou democracia pura (o povo expressa sua vontade atrav\u00e9s de voto direto em cada assunto de maneira particular) e democracia representativa (o povo expressa sua vontade atrav\u00e9s da elei\u00e7\u00e3o de representantes).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um exemplo claro da diferen\u00e7a existente entre democracia e ditadura \u00e9 que, a democracia, permite-se a viola\u00e7\u00e3o dos segredos da intimidade, telef\u00f4nicos, banc\u00e1rios, fiscais, para investiga\u00e7\u00e3o de um crime imputado a algu\u00e9m, mas essa pr\u00e1tica se torna ditatorial, quando, deflagrada contra quem n\u00e3o tem acusa\u00e7\u00e3o concreta contra si, acaba por identificar, na conduta do investigado, motivo para que sofra persecu\u00e7\u00e3o penal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma frase bastante usada pelo regime democr\u00e1tico \u00e9: Igualdade e Liberdade a todos!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 no caso da ditadura, chama-se a aten\u00e7\u00e3o pela imposi\u00e7\u00e3o a obrigatoriedade de obedi\u00eancia de um l\u00edder, \u00e9 considerado um regime pol\u00edtico caracterizado oposto \u00e0 democracia, podem existir regimes ditatoriais de l\u00edder \u00fanico, como os regimes provenientes do Nazismo, do Fascismo, e do socialismo real, do comunismo que ocorreram na Am\u00e9rica Latina durante o s\u00e9culo XX, no regime ditatorial a escolha dos governantes \u00e9 feita por eles mesmos, sem necessidade de aprova\u00e7\u00e3o popular ou, \u00e9 burlado o sistema de vota\u00e7\u00e3o como forma de perpetua\u00e7\u00e3o no Poder, impossibilitando.a lisura do sufr\u00e1gio eleitoral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa imposi\u00e7\u00e3o de vontade se sobrep\u00f5e aos interesses da pr\u00f3pria popula\u00e7\u00e3o. \u00c0 rigor, quando 93% do povo n\u00e3o tolera mais seus governantes, inda que tenha sido ele eleito por sufr\u00e1gio eleitoral (prec\u00e1rio ou n\u00e3o), a perman\u00eancia no Poder implica em uma derrocada da democracia eis que a vontade soberana do Povo n\u00e3o est\u00e1 sendo exercida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A soberania popular \u00e9 superior \u00e0 perman\u00eancia no Poder de quem quer que seja ou de qualquer partido pol\u00edtico. Quando um governante ou um partido utiliza a m\u00e1quina estatal para a perpetua\u00e7\u00e3o no Poder ou para utilizar em proveitos pr\u00f3prios, \u00e0 revelia da vontade da maioria popula\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se pode mais falar em democracia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A ditadura se caracteriza por um Ditador, uma pessoa ou um partido pol\u00edtico que det\u00e9m todo o poder e manda e desmanda como quer, e a popula\u00e7\u00e3o \u00e9 obrigada a realizar tudo o que o Governo deseja sem reclama\u00e7\u00f5es e sem opini\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o v\u00e1rias as diferen\u00e7as, eis algumas:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>Na Democracia, podemos votar e nos candidatar;<\/li>\n<li>Na Ditadura, n\u00e3o nos deixam votar e nem nos candidatar ou burla-se o sistema eleitoral para perpetua\u00e7\u00e3o no Poder;<\/li>\n<li>Na Democracia, as pessoas s\u00e3o livres para escrever e comentar;<\/li>\n<li>Na Ditadura, as pessoas s\u00e3o perseguidas e sapo criados mecanismos de censura nos meios de comunica\u00e7\u00e3o, podendo a censura ser direta ou velada;<\/li>\n<li>Na Democracia, as pessoas saem do seu pa\u00eds, viajam;<\/li>\n<li>Na Ditadura, como acontece em Cuba, as pessoas precisam fugir;<\/li>\n<li>Na Democracia, as pessoas t\u00eam a liberdade para protestar;<\/li>\n<li>Na Ditadura, elas t\u00eam que obedecer \u00e0s ordens e aos desejos do soberano da na\u00e7\u00e3o ou s\u00e3o criados empecilhos legais \u00e0 livre manifesta\u00e7\u00e3o como ocorre, por exemplo, na Venezuela;<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><a href=\"#_ftnref_ind1\" name=\"_ftn_ind8\">8 &#8211; <\/a>DOS CRIMES DE RESPONSABILIDADE, CRIMES COMUNS E CRIMES MILITARES DO PRESIDENTE DA REP\u00daBLICA <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Constitui\u00e7\u00e3o Federal (CF), promulgada em 05 de outubro de 1988, prev\u00ea, fundada na forma de governo republicana, a possibilidade de responsabiliza\u00e7\u00e3o do presidente da Rep\u00fablica \u2013 tanto por crimes de responsabilidade (L. 1079\/50), quanto por crimes comuns como por crimes militares assim definidos em legisla\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria. A carta estabelece uma se\u00e7\u00e3o aos crimes de responsabilidade, vale dizer, infra\u00e7\u00f5es pol\u00edtico-administrativas do presidente da Rep\u00fablica, que poder\u00e3o ser cometidas no desempenho da fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Urge salientar que a corte suprema entende que apenas a Uni\u00e3o disp\u00f5e de compet\u00eancia para defini\u00e7\u00e3o de crimes de responsabilidade. A jurisprud\u00eancia do Supremo Tribunal Federal (STF) assenta que os crimes de responsabilidade se inserem na compet\u00eancia privativa da Uni\u00e3o para legislar sobre direito penal (CF, art. 22, I). A prop\u00f3sito, estabelece a S\u00famula 722 do STF que \u201cs\u00e3o da compet\u00eancia legislativa da Uni\u00e3o a defini\u00e7\u00e3o dos crimes de responsabilidade e o estabelecimento das respectivas normas de processo e julgamento.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Registre-se, a condena\u00e7\u00e3o do Presidente da Rep\u00fablica pela pr\u00e1tica de infra\u00e7\u00f5es pol\u00edtico-administrativas, que somente ser\u00e1 decretada pelos votos de dois ter\u00e7os dos membros do Senado Federal, em vota\u00e7\u00e3o nominal aberta, acarretar\u00e1 san\u00e7\u00f5es extrapenais: perda do cargo, com a inabilita\u00e7\u00e3o, por oito anos, para o exerc\u00edcio de fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica, sem preju\u00edzo das demais san\u00e7\u00f5es judiciais cab\u00edveis (CF, art. 52, par\u00e1grafo \u00fanico).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No que tange aos crimes comuns, a CF\/88 prev\u00ea relevantes imunidades e prerrogativas ao chefe do Poder Executivo federal. Anote-se que o presidente da Rep\u00fablica somente poder\u00e1 ser processado e julgado, por crimes comuns e de responsabilidade, ap\u00f3s a autoriza\u00e7\u00e3o, por maioria de 2\/3 dos votos, da C\u00e2mara dos Deputados (CF\/ art. 86, \u201ccaput\u201d). Logicamente, a exig\u00eancia da v\u00eania da \u201cCasa do Povo\u201d, pela maioria supracitada, n\u00e3o obsta que inqu\u00e9ritos sejam instaurados pela autoridade competente, contanto que essas medidas sejam adotadas no \u00e2mbito de investiga\u00e7\u00e3o em curso perante a corte suprema.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se o presidente da Rep\u00fablica praticar um crime comum (n\u00e3o de responsabilidade, portanto), h\u00e1 que se verificar se existe pertin\u00eancia entre o delito e o exerc\u00edcio da presid\u00eancia. Se o crime comum foi cometido no exerc\u00edcio da fun\u00e7\u00e3o presidencial ou em raz\u00e3o dele, o presidente poder\u00e1 ser incriminado na vig\u00eancia do mandato, perante o STF, d\u00eas que haja, como j\u00e1 salientado, pr\u00e9via autoriza\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara dos Deputados, por 2\/3 dos seus membros. Entretanto, se o crime comum \u00e9 estranho ao exerc\u00edcio da fun\u00e7\u00e3o presidencial, o presidente da Rep\u00fablica n\u00e3o responder\u00e1 por ele na vig\u00eancia do mandato, mas somente ap\u00f3s o fim deste.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Exemplo: o Presidente da Rep\u00fablica, como cidad\u00e3o comum, trafegando pela cidade com o seu ve\u00edculo, poder\u00e1 praticar uma infra\u00e7\u00e3o penal, digamos, um homic\u00eddio. Da mesma forma, mas agora no exerc\u00edcio da fun\u00e7\u00e3o presidencial, tamb\u00e9m poder\u00e1 praticar um crime contra a vida, um homic\u00eddio. Na primeira hip\u00f3tese, crime comum estranho ao exerc\u00edcio da fun\u00e7\u00e3o presidencial, s\u00f3 haver\u00e1 a persecu\u00e7\u00e3o penal ap\u00f3s o t\u00e9rmino do mandato, na seara competente. Imp\u00f5e-se, nesse caso, a suspens\u00e3o provis\u00f3ria do feito com a consequente suspens\u00e3o do prazo prescricional. A imunidade do Presidente impede, inclusive, sua submiss\u00e3o \u00e0 pris\u00e3o (flagrante, preventiva, tempor\u00e1ria etc.). Trata-se da irresponsabilidade penal relativa, porquanto a imunidade s\u00f3 abrange infra\u00e7\u00f5es penais cometidas antes do mandato, ou durante, sem rela\u00e7\u00e3o funcional. Na segunda hip\u00f3tese, na qual o delito de homic\u00eddio foi praticado no exerc\u00edcio da fun\u00e7\u00e3o presidencial, poder\u00e1 haver a incrimina\u00e7\u00e3o na vig\u00eancia do mandato executivo, perante o STF, desde que haja pr\u00e9via v\u00eania da C\u00e2mara dos Deputados, por uma maioria qualificada de 2\/3 dos seus membros. Ap\u00f3s esta autoriza\u00e7\u00e3o, se o STF receber a den\u00fancia ou queixa-crime, o presidente ficar\u00e1 suspenso de suas fun\u00e7\u00f5es pelo prazo de 180 dias, sem preju\u00edzo do regular prosseguimento do feito. Se condenado pela corte suprema por crime comum, cometido no exerc\u00edcio do mandato, com rela\u00e7\u00e3o funcional, o presidente sujeitar-se-\u00e1 \u00e0 pris\u00e3o. Frise-se, a express\u00e3o \u201ccrime comum\u201d, segundo o Supremo Tribunal Federal, abrange todas as modalidades de infra\u00e7\u00f5es penais, estendendo-se aos crimes eleitorais e as pr\u00f3prias contraven\u00e7\u00f5es penais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Enfim, \u00e9 poss\u00edvel a pris\u00e3o do Presidente da Rep\u00fablica, desde que seja proferida uma senten\u00e7a condenat\u00f3ria pelo STF. Antes disso, jamais! Enquanto n\u00e3o sobrevier a citada senten\u00e7a, nas infra\u00e7\u00f5es comuns, o presidente da Rep\u00fablica n\u00e3o estar\u00e1 sujeito \u00e0 pris\u00e3o (CF, art. 86, \u00a7 3\u00ba). Tal regra, importante frisar, n\u00e3o pode ser estendida aos governadores e prefeitos (ADI 1.028, j. 19\/10\/95, DJ de 17\/11\/95).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na \u00e1rea militar, igual situa\u00e7\u00e3o se constata.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O presidente da rep\u00fablica exerce suas atribui\u00e7\u00f5es de comandante-em-chefe da na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Comandante-em-chefe ou abreviadamente comandante-chefe \u00e9 o comandante das for\u00e7as militares de uma na\u00e7\u00e3o, ou de um elemento significativo destas for\u00e7as. Neste \u00faltimo caso, este elemento pode ser definido como as for\u00e7as em determinada regi\u00e3o, ou as for\u00e7as que s\u00e3o associadas por uma determinada fun\u00e7\u00e3o em comum. Na pr\u00e1tica, se refere \u00e0s compet\u00eancias militares que s\u00e3o depositadas no Executivo de uma na\u00e7\u00e3o-Estado, como o seu chefe de Estado ou de governo. Freq\u00fcentemente o comandante-em-chefe de um pa\u00eds n\u00e3o \u00e9 um oficial patenteado ou sequer um veterano de guerra, e \u00e9 por este estatuto legal que o controle civil das for\u00e7as armadas \u00e9 implementado naqueles Estados onde ele \u00e9 exigido constitucionalmente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O termo &#8220;comandante em chefe&#8221; \u00e9 derivado do latim <em>imperator<\/em>. Os <em>imperatores<\/em> da Rep\u00fablica Romana e do Imp\u00e9rio Romano possu\u00edam poderes de <em>imperium<\/em> (&#8220;comando&#8221;). Em seu uso moderno, o termo foi utilizado pela primeira vez pelo rei Carlos I da Inglaterra, em 1693. O chefe de Estado de uma na\u00e7\u00e3o costuma assumir o cargo; governadores coloniais tamb\u00e9m costumavam ser designados para o cargo nas suas respectivas col\u00f4nias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O comandante em chefe tamb\u00e9m pode ser designado de comandante supremo, termo que pode ser usado em circunst\u00e2ncias espec\u00edficas, para oficiais que tenham este poder e autoridade, nem sempre atrav\u00e9s de uma ditadura, e como um subordinado ao chefe de Estado. O termo tamb\u00e9m \u00e9 utilizado para oficiais que tenham autoridade sobre ramos espec\u00edficos das for\u00e7as armadas, ou sobre um palco de opera\u00e7\u00f5es num determinado conflito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dentro da OTAN e da Uni\u00e3o Europ\u00e9ia, o nome Chefe de Estado-Maior (em ingl\u00eas <em>Chief of Defence<\/em>, CHOD) costuma ser usado como termo gen\u00e9rico para designar os comandantes militares de mais alta patente nas duas organiza\u00e7\u00f5es, independentemente do t\u00edtulo ostentado pelo oficial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Brasil, o Comandante-em-Chefe das For\u00e7as Armadas \u00e9 o Presidente da Rep\u00fablica, conforme determina\u00e7\u00e3o constitucional contida no artigo 142 da Constitui\u00e7\u00e3o federal, assim:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>Art. 142. As For\u00e7as Armadas, constitu\u00eddas pela Marinha, pelo Ex\u00e9rcito e pela Aeron\u00e1utica, s\u00e3o institui\u00e7\u00f5es nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da Rep\u00fablica, e destinam-se \u00e0 defesa da P\u00e1tria, \u00e0 garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Logo, o presidente da rep\u00fablica, tem atribui\u00e7\u00e3o dupla quando da aplica\u00e7\u00e3o de responsabilidades por crimes por ele eventualmente praticados. A de civil inerentes \u00e0 atos de crime comum ou os de responsabilidade enquanto mandat\u00e1rio de cargo eletivo (L. 1079\/50) e, a militar, enquanto comandante-em-chefe da na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m do dispositivo constitucional, o pr\u00f3prio C\u00f3digo Penal Militar assim equipara o comandante para efeito de aplica\u00e7\u00e3o da lei penal militar. <strong><em>In verbis:<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>\u201cArt. 23. Equipara-se ao comandante, para o efeito da aplica\u00e7\u00e3o da lei penal militar, t\u00f4da autoridade com fun\u00e7\u00e3o de dire\u00e7\u00e3o.\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>O art. 2\u00ba da LC 97\/99 assim disp\u00f5e:<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>\u201cArt. 2o O Presidente da Rep\u00fablica, na condi\u00e7\u00e3o de Comandante Supremo das For\u00e7as Armadas, \u00e9 assessorado:\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Logo, quando o comandante-em-chefe comete crimes militares ou atenta contra a Seguran\u00e7a Nacional (LC 97\/99, L 7170\/83, L 6880\/80, D 4346\/2002, D 1001\/69), a compet\u00eancia para o julgamento de tais crimes \u00e9 do Superior Tribunal Militar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A dupla atribui\u00e7\u00e3o do cargo de Presidente (civil e militar) em cotejo ao tipo de delito eventualmente praticado dirime a compet\u00eancia para o seu julgamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, se o Presidente incorre em crime comum, a compet\u00eancia para julgar \u00e9 da Justi\u00e7a Comum, se incorre em crime de responsabilidade, a compet\u00eancia \u00e9 do STF e, se incorre em crime militar, a compet\u00eancia \u00e9 do Poder Judici\u00e1rio Militar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vale lembrar que, toda ordem emanada de conte\u00fado manifestamente ilegal \u00e9 nula de pleno direito mesmo que ela tenha sido advinda do comandante-em-chefe. Assim, o comandante responde pelos atos praticados como todo e qualquer militar, podendo os seus subordinados descumprir ordem manifestamente ilegal e, at\u00e9 mesmo, lhe dar voz de pris\u00e3o imediata caso constate flagrante viola\u00e7\u00e3o \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o militar que assim o determine. Por exemplo, se um comandante-em-chefe ao seu bel prazer ou devaneio, determinar \u00e1 seu subordinado que exploda a megal\u00f3pole de S\u00e3o Paulo com uma ogiva nuclear, pode e deve o subordinado descumprir a ordem de imediato sem o temor de san\u00e7\u00f5es \u00e0 ele eventualmente imputadas. Se este comandante determinar que tanques passem por cima e matem pessoas que estejam se manifestando pacificamente sem altera\u00e7\u00e3o da ordem p\u00fablica ou social, pode e deve o subordinado descumprir a ordem por ser manifestamente ilegal. E, evidentemente, caber\u00e1 ao comandante-em-chefe autor desses atos, a responsabilidade pelos crimes perante o Poder Judici\u00e1rio Militar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><a href=\"#_ftnref_ind1\" name=\"_ftn_ind9\">9 &#8211; <\/a>DA EXCEPCIONAL COMPET\u00caNCIA POPULAR PARA O DECRETO INTERVENTIVO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conforme foi fundamentado, a legitimidade para o Decreto Interventivo pode ser feita tanto pelo Presidente da Rep\u00fablica em exerc\u00edcio (Poder Executivo) como pelos demais Poderes (Legislativo e Judici\u00e1rio).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, no Brasil, a Constitui\u00e7\u00e3o federal j\u00e1 em seu artigo 1\u00ba garante o exerc\u00edcio do Poder de forma direta pelo pr\u00f3prio povo<strong><em>. In verbis<\/em><\/strong>:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>Art. 1\u00ba(&#8230;)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>Paragrafo \u00danico, Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constitui\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tal dispositivo \u00e9 a forma de exerc\u00edcio mais pleno de nossa democracia. O exerc\u00edcio do Poder pelo povo pode ser efetuado por seus representantes eleitos (ou seja, pelo voto), ou, de forma direta pelos pr\u00f3prios cidad\u00e3os. Logo, a vontade popular \u00e9 suprema, independente do que seus representantes eleitos digam ou fa\u00e7am.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em um Estado aparelhado, levando em considera\u00e7\u00e3o, que as For\u00e7as Armadas s\u00e3o regidas pela hierarquia, significa que o povo \u00e9 o primeiro na linha de comando, estando assim sujeitas ao comando direto do povo, o que destitu\u00eda o comando supremo do Presidente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta \u201cdestitui\u00e7\u00e3o de Poder\u201d pode ser revelada quando a maioria absoluta do povo n\u00e3o mais considera como leg\u00edtimo os seus representantes, no caso, quando o Presidente da Rep\u00fablica \u00e9 recha\u00e7ado pela vontade soberana popular. Essa manifesta\u00e7\u00e3o suprema de vontade \u00e9 o \u00e1pice do Estado Democr\u00e1tico e um avan\u00e7o nas rela\u00e7\u00f5es de regula\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio Estado, mormente quando os governantes utilizam do Poder que lhes \u00e9 investido para burlar leis ou dele utilizar em proveito pr\u00f3prio para galgar fortunas ou simplesmente, para alterar um sistema de governo contra a vontade da maioria da popula\u00e7\u00e3o, maculando, com isso, a democracia como um todo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como o povo pode exercer o seu poder diretamente?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O povo exerce o seu poder diretamente atrav\u00e9s de vota\u00e7\u00e3o direta, seja num pleito eleitoral, num plebiscito ou num referendo, podendo exercer tamb\u00e9m atrav\u00e9s de manifesta\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, como a centenas que vem ocorrendo no Pa\u00eds em variadas propor\u00e7\u00f5es desde o in\u00edcio do ano de 2.015 e nos anos anteriores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse caso, se o povo manifestar publicamente o seu desejo de destituir o Presidente, ou todos os seus representantes, e, havendo resist\u00eancia ou recusa destes em sair do Poder, poder\u00e1 o pr\u00f3prio povo, exigir o cumprimento da legisla\u00e7\u00e3o j\u00e1 amplamente fundamentada, determinando aos comandantes militares que atendam a solicita\u00e7\u00e3o popular, at\u00e9 mesmo para n\u00e3o correrem o risco de serem punidos por insubordina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta linha hipot\u00e9tico-argumentativa, o pr\u00f3prio povo pode, pelo Poder que lhe \u00e9 emanado constitucionalmente, determinar a interven\u00e7\u00e3o federal com o emprego das For\u00e7as Armadas para coibir a manuten\u00e7\u00e3o no Poder de governantes tidos pelo pr\u00f3prio povo como ileg\u00edtimos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E, por meio do decreto interventivo de iniciativa popular, que as For\u00e7as Armadas, enquanto Institui\u00e7\u00e3o de Estado e em defesa dele, especificar\u00e1 a amplitude, prazo e condi\u00e7\u00f5es de execu\u00e7\u00e3o, nomeando interventor para ocupar provisoriamente o cargo de chefe do poder Executivo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesta hip\u00f3tese, o presidente da Rep\u00fablica e demais governantes s\u00e3o afastados diretamente pelo pr\u00f3prio povo, mormente quando se verifica que os demais Poderes n\u00e3o cumprem a vontade popular e impedem, por exemplo, a atua\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio Poder Judici\u00e1rio na apura\u00e7\u00e3o de eventuais crimes praticados pelo chefe maior do Poder Executivo Federal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><a href=\"#_ftnref_ind1\" name=\"_ftn_ind10\">10 &#8211; <\/a>DAS RAZ\u00d5ES PARA UM DECRETO INTERVENTIVO DE INICIATIVA POPULAR<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dentre as poss\u00edveis raz\u00f5es que legitime um decreto interventivo de iniciativa popular, se destacam o aparelhamento estatal que impede a aprecia\u00e7\u00e3o do Poder Judici\u00e1rio na apura\u00e7\u00e3o de eventuais crimes praticados por governantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o cabe ao Poder Executivo, nem tampouco ao pr\u00f3prio Poder Judici\u00e1rio, interferirem ou impedir a livre independ\u00eancia do Poder legislativo na aprecia\u00e7\u00e3o e julgamento de processo de impeachment, por exemplo, os elencados no Anexo I do presente documento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Logo, ao constatar a pr\u00e1tica reiterada de atos que, ao menos em tese, violariam a Lei de Responsabilidade Fiscal e demais legisla\u00e7\u00f5es inerentes \u00e0 mat\u00e9ria, n\u00e3o pode o Poder Legislativo obstar a aprecia\u00e7\u00e3o de viola\u00e7\u00e3o legal ao poder Judici\u00e1rio. Bem assim, n\u00e3o cabe ao Poder Executivo, utilizar de subterf\u00fagios ou utilizar a m\u00e1quina Estatal como forma de intimidar o Poder Legislativo \u00e0 deixar de apreciar e julgar processos de impeachment ou quaisquer outros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No que tange \u00e0 interven\u00e7\u00e3o federal com o emprego das for\u00e7as armadas, h\u00e1 tempos vem ocorrendo contra a popula\u00e7\u00e3o brasileira o que aparentam ser amea\u00e7as de invas\u00e3o de Estados estrangeiros, bem como, \u00e9 vedado a cria\u00e7\u00e3o de mil\u00edcias nacionais ou organiza\u00e7\u00f5es para-militares sob qualquer pretexto, muito menos \u00e9 permitido que partidos pol\u00edticos tenham ideais de guerra ou incitem seus militantes \u00e0 se lan\u00e7arem contra a popula\u00e7\u00e3o como, recentemente foi efetuado em um Congresso em Salvador\/BA e, n\u00e3o bastasse, por interm\u00e9dio de um parlamentar que incitou viol\u00eancia entre manifestantes em Bras\u00edlia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No referido Congresso, por exemplo, foi efetuado por um Partido Pol\u00edtico um documento oficial intitulado \u201cPT \u2013 Um Partido para Tempos de Guerra) conforme o link abaixo: http:\/\/www.pt.org.br\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/TESES5CONGRESSOPTFINAL.pdf<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, conforme vemos no Anexo II, tal situa\u00e7\u00e3o j\u00e1 vem sendo noticiada amplamente sem que, no entanto, as institui\u00e7\u00f5es federais tomem a menor provid\u00eancia como forma de coibir tais atos. Essa omiss\u00e3o pode ensejar, ao menos em tese, em decreto interventivo por iniciativa da popula\u00e7\u00e3o para o emprego das for\u00e7as armadas como forma de manten\u00e7a do Estado Democr\u00e1tico e do pleno funcionamento de nossas institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><a href=\"#_ftnref_ind1\" name=\"_ftn_ind11\">11 &#8211; <\/a>DA CONCLUS\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Ato de Interven\u00e7\u00e3o consiste na retirada tempor\u00e1ria da autonomia de ente federativo, para garantir e preservar a Unidade federativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conclui-se, \u00e9 certo que a decreta\u00e7\u00e3o de medidas de interven\u00e7\u00e3o federal \u00e9 feita em car\u00e1ter absolutamente excepcional, quando demonstrada a ocorr\u00eancia de um de seus pressupostos bem como evidenciada sua razoabilidade, adequa\u00e7\u00e3o e proporcionalidade em sentido estrito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como os atos pol\u00edticos ou atos de poder tem seu fundamento na constitui\u00e7\u00e3o, s\u00e3o pass\u00edveis de controle judicial, o controle do ato pol\u00edtico deve ser exercido em conson\u00e2ncia com a teoria da triparti\u00e7\u00e3o dos poderes para que n\u00e3o ocorra interfer\u00eancia de um dos Poderes na autonomia do outro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O controle judicial ou Institucional deve somente incidir nas hip\u00f3teses de o ato pol\u00edtico violar direitos e garantias individuais, ou aviltar a soberania do pr\u00f3prio Estado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong><span style=\"color: #000000; text-decoration: underline;\"><a href=\"#_ftnref_ind1\" name=\"_ftn_indax_1\"><br \/>\nANEXO I &#8211; <\/a>DA EVENTUAL VIOLA\u00c7\u00c3O \u00c0 LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dentre os fatos que levam ao impeachment que deveria ter sido j\u00e1 levado \u00e1 aprecia\u00e7\u00e3o pelo Poder Legislativo, cito:<\/p>\n<p><strong>a &#8211; DO CASO PETROBR\u00c1S<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conforme noticiado na m\u00eddia nacional e internacional, o Brasil vem sendo alvo de esc\u00e2ndalos de desvios de recursos p\u00fablicos, notadamente da em atos fraudulentos, que atingem, no m\u00ednimo, 10 bilh\u00f5es de reais <em>&#8211; um banco americano (Morgan) entendendo estar em 21 bilh\u00f5es -,<\/em> <strong><u>reconhecidos pela Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, confessados pela diretoria da Petrobr\u00e1s e por pessoas que atuaram como intermedi\u00e1rios nos desvios e que levaram \u00e0 pris\u00e3o para investiga\u00e7\u00e3o e preventiva consider\u00e1vel n\u00famero de pessoas vinculadas ao Estado, \u00e0 estatal e ao segmento privado, formatam realidade j\u00e1 provada.<\/u><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todos estes fatos ocorreram, <strong><u>na gest\u00e3o do Presidente Lula e da Presidente Dilma, por 8 anos (!!!),<\/u><\/strong> sendo que, <strong><u>na gest\u00e3o do Presidente Lula, a atual Presidente da Rep\u00fablica era a presidente do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o que, por for\u00e7a da lei das sociedades an\u00f4nimas, tem responsabilidade direta pelos preju\u00edzos gerados \u00e0 estatal durante sua gest\u00e3o<\/u><\/strong><a href=\"#_ftn36\" name=\"_ftnref36\">[36]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi a pr\u00f3pria presidente quem reconheceu que, num neg\u00f3cio que envolvia quase 2 bilh\u00f5es de d\u00f3lares (!!!), se tivesse sido alertada sobre as cl\u00e1usulas que assinou, n\u00e3o teria concordado com o neg\u00f3cio. ORA, ESTA GRAVE OMISS\u00c3O, EM QUE N\u00c3O PROCUROU APROFUNDAR-SE NAS CONDI\u00c7\u00d5ES DE CELEBRA\u00c7\u00c3O DE NEG\u00d3CIO BILION\u00c1RIO, demonstra, pelo menos, a ocorr\u00eancia de culpa gestora, quando n\u00e3o neglig\u00eancia administrativa e imper\u00edcia, pois n\u00e3o se tratava, repito, de um neg\u00f3cio sem express\u00e3o, mas de um neg\u00f3cio relevante, de quase dois bilh\u00f5es de d\u00f3lares!!!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E esta omiss\u00e3o permaneceu mesmo quando a Sr\u00aa Dilma Vana Rousseff, ent\u00e3o Presidente do Conselho, assumiu a Presid\u00eancia da Rep\u00fablica at\u00e9 os dias atuais em tomar quaisquer provid\u00eancias em tempo h\u00e1bil para evitar os atos criminosos perpretados por uma quadrilha que lesou BILH\u00d5ES DE REAIS DOS COFRES P\u00daBLICOS.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O impeachment, pode ocorrer, inclusive, em rela\u00e7\u00e3o ao mandato atual da Presidente (mandato continuado pela reelei\u00e7\u00e3o), principalmente pelo fato de que estes crimes de responsabilidade s\u00e3o imprescrit\u00edveis, dando ensejo ao processo de impeachment por atos praticados em mandato anterior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em linhas gerais, tendo em vista a reelei\u00e7\u00e3o, ao apurar eventual ocorr\u00eancia de crime de responsabilidade (por a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o), se provada a responsabilidade da atual Chefe de Estado, implicaria em se dizer que, seu atual mandato \u00e9 nulo de pleno direito eis que, da data dos atos que deram azo \u00e0 sua responsabiliza\u00e7\u00e3o, ela sequer poderia ter se candidatado, quanto mais ter sido reeleita j\u00e1 que, teria seu mandato pol\u00edtico cassado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, por qu\u00ea ?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Porque, o impeachment, embora seja instrumento pol\u00edtico, \u00e9 utilizado, para se apurar crimes de responsabilidade (que s\u00e3o imprescrit\u00edveis nesta situa\u00e7\u00e3o) e o Congresso Nacional, havendo fortes ind\u00edcios da exist\u00eancia de tais crimes e omiss\u00e3o do Chefe de Estado, TEM A OBRIGA\u00c7\u00c3O LEGAL DE DAR SEGUIMENTO AO PEDIDO DE IMPEACHMENT AT\u00c9 SEU FINAL JULGAMENTO, SOB PENA DE RESPONSABILIDADE.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando da aprecia\u00e7\u00e3o do pedido de Impeachment, o pol\u00edtico n\u00e3o pode usar como desculpa (ou argumento) aus\u00eancia de interesse pol\u00edtico para faz\u00ea-lo. Ou seja, a Lei est\u00e1 acima de interesses pol\u00edtico-partid\u00e1rios n\u00e3o sendo l\u00edcito ao ente pol\u00edtico obstacularizar acesso ao Poder Judici\u00e1rio para apurar a ocorr\u00eancia de crimes, ainda mais quando as alega\u00e7\u00f5es s\u00e3o de extrema gravidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os ensinamentos do mestre Prof. Ives Gandra Martins s\u00e3o inequ\u00edvocos. Assim:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>\u201cA primeira delas \u00e9 que, a manuten\u00e7\u00e3o da presidente Gra\u00e7a Foster &#8211; que fora alertada, segundo a imprensa, dos potenciais desvios sem ter feito nada para impedi-los \u2013 no cargo de presidente da Petrobr\u00e1s, EMBORA A NOT\u00cdCIA DOS DESVIOS TENHA VINDO A P\u00daBLICO ANTES DE SUA POSSE, TORNA A PRESIDENTE DA REP\u00daBLICA A INCURSA NO INCISO III, DO ARTIGO 9\u00ba, DA LEI 1079\/50, POIS N\u00c3O PARTIU PARA A RESPONSABILIZA\u00c7\u00c3O DE QUEM CONVIVEU COM OS AUTORES DOS DESVIOS, DURANTE A GEST\u00c3O COMUM, NO \u00daLTIMO MANDATO DO PRESIDENTE LULA E NO SEU 1\u00ba MANDATO<a href=\"#_ftn37\" name=\"_ftnref37\"><sup><strong><sup>[37]<\/sup><\/strong><\/sup><\/a><sup>.<\/sup><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>Parece-me, pois, que n\u00e3o se trata, no que diz respeito ao novo mandato, em que se mant\u00e9m a mesma dire\u00e7\u00e3o continuada da institui\u00e7\u00e3o do 1\u00ba mandato, se n\u00e3o de um mandato continuado, o que levaria a possibilidade de considerar crime continuado contra a probidade da administra\u00e7\u00e3o, por falta das medidas necess\u00e1rias de afastamento imediato de quem dirigiu a estatal em setores estrat\u00e9gicos e agora na presid\u00eancia da empresa, durante o per\u00edodo de assalto a estatal (Presidente Lula e Presidente Dilma).\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Est\u00e1, portanto, est\u00e1 caracterizado crime culposo por atos omissivos e comissivos contra a administra\u00e7\u00e3o (neglig\u00eancia, imper\u00edcia e omiss\u00e3o), todos previstos na lei de improbidade contra a administra\u00e7\u00e3o. Ainda segundo esse nobre jurista:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>\u201cH\u00e1, na verdade, um crime continuado da mesma gestora da coisa p\u00fablica, quer como presidente do conselho da Petrobr\u00e1s, representando a Uni\u00e3o, principal acionista da maior sociedade de economia mista do Brasil, quer como presidente da Rep\u00fablica, ao quedar-se inerte e manter os mesmos administradores da empresa. Na minha particular vis\u00e3o, o \u00a7 4\u00ba do artigo 37, \u00e9, no caso, plenamente aplic\u00e1vel:<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>\u201c\u00a7 4\u00ba &#8211; Os atos de improbidade administrativa importar\u00e3o a suspens\u00e3o dos direitos pol\u00edticos, a perda da fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao er\u00e1rio, na forma e grada\u00e7\u00e3o previstas em lei, sem preju\u00edzo da a\u00e7\u00e3o penal\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>Ocorre que, se vier a ser comprovado \u2013o que eu s\u00f3 formulo como hip\u00f3tese, visto que n\u00e3o se tem ainda conhecimento da totalidade dos fatos &#8211; que o dinheiro desviado foi para alimentar as candidaturas de seu partido e aquelas de seus aliados, inclusive a pr\u00f3pria, para a Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, dinheiro este que teria, em tese, propiciado a sua elei\u00e7\u00e3o e a dos demais parlamentares, ent\u00e3o a pr\u00f3pria elei\u00e7\u00e3o estar\u00e1 contaminada \u201cab initio\u201d, justificando a conclus\u00e3o de que atos contra a probidade de administra\u00e7\u00e3o (dolosos) teriam permitido a vit\u00f3ria sobre seus advers\u00e1rios, tornando il\u00edcito o pleito.\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fa\u00e7o minhas as palavras do mestre Prof Gandra:<em> \u201cEm s\u00edntese, todavia, entendo que, se a exist\u00eancia de crime doloso contra a administra\u00e7\u00e3o depende de prova a ser feita at\u00e9 o fim do processo de investiga\u00e7\u00e3o e das den\u00fancias j\u00e1 realizadas, os crimes culposos de imper\u00edcia, omiss\u00e3o e neglig\u00eancia, est\u00e3o perfeitamente caracterizados nos anos em que atuou como presidente do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o e Presidente da Rep\u00fablica, permitindo o maior desvio de dinheiro p\u00fablico da sociedade j\u00e1 ocorrido na hist\u00f3ria do Brasil, <strong><u>s\u00f3 descoberto POR FOR\u00c7A, EXCLUSIVAMENTE, DA INDEPEND\u00caNCIA E AUTONOMIA DA POL\u00cdCIA FEDERAL E DO MINIST\u00c9RIO P\u00daBLICO FEDERAL<\/u><\/strong>, em suas investiga\u00e7\u00f5es.\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>b &#8211; DA ALTERA\u00c7\u00c3O DE PE\u00c7A OR\u00c7AMENT\u00c1RIA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o bastasse esse fato criminoso ocorrido antes e durante o governo da atual presidente da Rep\u00fablica n\u00e3o podemos nos esquecer outro fato pass\u00edvel de impeachment tal seja:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>quando removeu deliberadamente da pe\u00e7a or\u00e7ament\u00e1ria os valores referentes a investimentos no minist\u00e9rio p\u00fablico e no judici\u00e1rio. Como chefe do executivo, a Presidente n\u00e3o tem autonomia para interferir na pe\u00e7a or\u00e7ament\u00e1ria de outro poder, afinal a independ\u00eancia dos poderes \u00e9 que garante que n\u00e3o vivemos uma ditadura. A inten\u00e7\u00e3o foi clara: enfraquecer o judici\u00e1rio e o Ministerio Publico para evitar situa\u00e7\u00f5es como a que estamos presenciando no julgamento do mensal\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">O pr\u00f3prio ex-procurador da rep\u00fablica Roberto Gurgel (o mesmo do processo do mensal\u00e3o) emitiu parecer afirmando que Dilma havia cometido crime de responsabilidade. O crime de responsabilidade \u00e9 previsto no art. 4\u00ba, inciso II, da Lei n\u00ba 1.079\/50. Ferir a autonomia dos poderes republicanos \u00e9 um dos delitos previstos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se for denunciada e acabar condenada, Dilma pode sofrer as san\u00e7\u00f5es previstas nos artigos 4\u00ba, inciso II, da Lei n\u00ba 1.079\/50, e 85, II, da Constitui\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica. Qualquer cidad\u00e3o pode fazer a den\u00fancia via peti\u00e7\u00e3o, com fundamento no art. 218 do Regimento Interno da C\u00e2mara dos Deputados com a reda\u00e7\u00e3o da Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 22 de 1992, combinado com o art. 14 da Lei 1.079, de 10.04.1950.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>c &#8211; DA PROPAGANDA POL\u00cdTICA IRREGULAR<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os Correios distribu\u00edram ilegalmente 4,8 milh\u00f5es de panfletos da campanha de 2014 de Dilma, em Minas Gerais e S\u00e3o Paulo. Os carteiros viraram cabos eleitorais do PT, como mostrado na reportagem da revista veja no link abaixo:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">http:\/\/veja.abril.com.br\/blog\/felipe-moura-brasil\/2014\/10\/02\/vamos-desenhar-o-uso-eleitoral-dos-correios-pelo-pt-dilma-avisou-que-podia-fazer-o-diabo-na-hora-da-eleicao\/<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Agora, o procurador J\u00falio Marcelo de Oliveira entrou com representa\u00e7\u00e3o junto ao Tribunal de Contas da Uni\u00e3o (TCU) para investigar o epis\u00f3dio: \u201c\u00c9 inadmiss\u00edvel que uma empresa p\u00fablica abra exce\u00e7\u00f5es \u00e0s suas normas em benef\u00edcio de determinado candidato ou de determinada coliga\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, em afronta aos princ\u00edpios da isonomia, que deve reger as elei\u00e7\u00f5es, e ao da impessoalidade, que deve reger a administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 inadmiss\u00edvel, tamb\u00e9m, que Dilma n\u00e3o seja cassada por isso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em data recente (24\/3\/2015) foi noticiado que o Tribunal de Contas confirmou a eventual ocorr\u00eancia de crime eleitoral, conforme os links abaixo:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/coturnonoturno.blogspot.com.br\/2015\/03\/tcu-confirma-crime-eleitoral-cometido.html\">http:\/\/coturnonoturno.blogspot.com.br\/2015\/03\/tcu-confirma-crime-eleitoral-cometido.html<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/blog\/felipe-moura-brasil\/2015\/03\/24\/a-campanha-criminosa-de-dilma-veja-as-denuncias\/\">http:\/\/veja.abril.com.br\/blog\/felipe-moura-brasil\/2015\/03\/24\/a-campanha-criminosa-de-dilma-veja-as-denuncias\/<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/politica.estadao.com.br\/noticias\/geral,tcu-aponta-acao-irregular-dos-correios-imp-,1656588\">http:\/\/politica.estadao.com.br\/noticias\/geral,tcu-aponta-acao-irregular-dos-correios-imp-,1656588<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O impeachment servir\u00e1 como base para a auferi\u00e7\u00e3o de crime eleitoral que, uma vez confirmado, implica, necessariamente, na cassa\u00e7\u00e3o do mandato da Presidente e de seu vice eis que, ambos foram eleitos mediante viola\u00e7\u00e3o legal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>d &#8211; DO CASO DA EMPRESA UTC<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A empresa UTC pagou 30 milh\u00f5es de reais desviados da Petrobras para a campanha de Dilma e o PT em 2014, segundo Ricardo Pessoa (em recado pela VEJA). O presidente do BNDES (mantido no cargo), Luciano Coutinho, avisou Pessoa que o tesoureiro de Dilma, Edinho Silva, o procuraria para pedir dinheiro e Pessoa confirma que deu mais 3,5 milh\u00f5es de reais \u00e0 campanha presidencial petista ap\u00f3s ser procurado por Edinho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos \u00faltimos dias, segundo a coluna Radar, a negocia\u00e7\u00e3o de um acordo de dela\u00e7\u00e3o premiada de Ricardo Pessoa avan\u00e7ou muito, para o bem do Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>e &#8211; DO CASO DA ELEI\u00c7\u00c3O PRESIDENCIAL EM 2010<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conforme vem sendo noticiado, Dilma foi eleita em 2010 com o dinheiro da propina vinda do PT, a partir do esquema de corrup\u00e7\u00e3o na Petrobras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\">a) Na v\u00e9spera da elei\u00e7\u00e3o, o operador de propinas da SBM, J\u00falio Faerman, deu 300 mil d\u00f3lares \u00e0 campanha de Dilma, segundo o ex-gerente Pedro Barusco. Um documento <a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/poder\/2015\/03\/1602919-documento-reforca-versao-de-propina-na-campanha-de-dilma.shtml\">divulgado<\/a> pela Folha confirma a autoriza\u00e7\u00e3o da SBM para um repasse de 311,5 mil d\u00f3lares de uma subsidi\u00e1ria da empresa nas Ilhas Virgens para uma empresa de fachada de Faerman, justamente na v\u00e9spera da elei\u00e7\u00e3o de 2010.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\">b) O vice-presidente da Camargo Corr\u00eaa, Eduardo Leite, admitiu o pagamento de uma propina de 10 milh\u00f5es de reais para as campanhas do PT, inclusive a de Dilma, a pedido do tesoureiro do partido, Jo\u00e3o Vaccari Neto. (ver item 1: <a href=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/blog\/felipe-moura-brasil\/2015\/03\/17\/mais-5-motivos-para-o-impeachment-de-dilma-rousseff-e-a-extincao-do-pt\/\">aqui<\/a>).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\">c) O ex-diretor Paulo Roberto Costa contou que foi procurado pelo doleiro Alberto Youssef em 2010 e que Youssef disse ter recebido do ex-ministro Antonio Palocci (PT) o pedido de 2 milh\u00f5es de reais provenientes do esquema do petrol\u00e3o para a campanha de Dilma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>f &#8211; OUTROS MOTIVOS REC\u00c9M NOTICIADOS EM 17\/03\/2015<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m destes, fora descobertos, pelo menos outros 5 fatos de elevada gravidade que d\u00e3o ensejo ao impeachment da presidente e de seu vice, conforme reportagem intitulada \u201cMais 5 motivos para o impeachment de Dilma Rousseff e a extin\u00e7\u00e3o do PT\u201d veiculada na revista Veja no link abaixo:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/blog\/felipe-moura-brasil\/2015\/03\/17\/mais-5-motivos-para-o-impeachment-de-dilma-rousseff-e-a-extincao-do-pt\/\">http:\/\/veja.abril.com.br\/blog\/felipe-moura-brasil\/2015\/03\/17\/mais-5-motivos-para-o-impeachment-de-dilma-rousseff-e-a-extincao-do-pt\/<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Transcrevo, na \u00edntegra:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>\u201cDilma Rousseff \u00e9 uma presidente ileg\u00edtima, eleita de maneira criminosa, e tem de cair. O PT \u00e9 uma gigantesca lavanderia de dinheiro sujo e tem de ser extinto.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>As novas den\u00fancias dos delatores da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato confirmam ambas as teses de 2,2 milh\u00f5es de brasileiros que foram \u00e0s ruas, enquanto a oposi\u00e7\u00e3o dorme e jornalistas se perdem em irrelev\u00e2ncias.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>Os 300 milh\u00f5es de d\u00f3lares roubados pelo PT na Petrobras j\u00e1 eram 300 milh\u00f5es de motivos para o <\/em><a href=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/blog\/felipe-moura-brasil\/2015\/03\/10\/the-noite-jurista-defende-impeachment-de-dilma-em-entrevista-a-danilo-gentili-assista-ao-video-agora-psdb\/\"><em>impeachment<\/em><\/a><em> de Dilma.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>Agora temos mais 5:<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>1) O tesoureiro do PT pediu mais de 10 milh\u00f5es de reais de propina \u00e0 Camargo Corr\u00eaa em 2010.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>A <\/em><a href=\"http:\/\/politica.estadao.com.br\/blogs\/fausto-macedo\/vaccari-pediu-mais-de-r-10-milhoes-revela-empreiteiro\/\"><em>den\u00fancia<\/em><\/a><em> foi feita pelo vice-presidente da empreiteira, Eduardo Leite, em seu depoimento de dela\u00e7\u00e3o premiada \u00e0 for\u00e7a-tarefa da Opera\u00e7\u00e3o Lava Jato.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>Jo\u00e3o Vaccari Neto, segundo Leite, cobrou-lhe um valor \u201c<\/em><a href=\"http:\/\/veja.abril.com.br\/noticia\/brasil\/delator-diz-que-tesoureiro-do-pt-pediu-r-10-mi-em-propina-por-meio-de-doacao-eleitoral\"><em>superior a 10 milh\u00f5es de reais<\/em><\/a><em>\u201d de propinas atrasadas e sugeriu que elas fossem pagas por meio de doa\u00e7\u00f5es ao PT.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>Ou seja: depositadas diretamente no caixa do partido.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>O testemunho demonstra que o PT usou as doa\u00e7\u00f5es legais das empreiteiras para lavar o dinheiro roubado da Petrobras, o que ridiculariza o argumento petista da legalidade:<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>Eram doa\u00e7\u00f5es legais de dinheiro ilegal &#8211; e \u201cVaccari tinha consci\u00eancia\u201d disso, como disse o procurador Deltan Dallagnol, da Lava Jato.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>Detalhe: a dela\u00e7\u00e3o do presidente da Camargo Corr\u00eaa, Dalton Avancini, ser\u00e1 conclu\u00edda na sexta-feira, devendo incluir ainda epis\u00f3dios \u201cestarrecedores\u201d como o dos 100 milh\u00f5es de reais de propina na usina de Belo Monte \u2013 ou o \u2018belo monte\u2019 de 100 milh\u00f5es de reais do PT.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>2)A distribui\u00e7\u00e3o das doa\u00e7\u00f5es da Camargo Corr\u00eaa em 2010 est\u00e1 dispon\u00edvel no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>Dilma Rousseff recebeu 13 milh\u00f5es de reais, enquanto o candidato tucano Jos\u00e9 Serra recebeu menos da metade: 6 milh\u00f5es de reais.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>Nas campanhas locais, como mostrou O Antagonista, o PT tamb\u00e9m arrecadou mais do que os outros partidos.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>Veja a lista dos maiores benefici\u00e1rios petistas:<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>Aloizio Mercadante: 4 milh\u00f5es de reais;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>Marta Suplicy: 2 milh\u00f5es de reais;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>Tarso Genro: 2 milh\u00f5es de reais;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>Angela Portela: 2 milh\u00f5es de reais;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>Fernando Pimentel: 2 milh\u00f5es de reais;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>Jaques Wagner: 1,5 milh\u00e3o de reais;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>Lindbergh Farias: 1 milh\u00e3o de reais;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>Humberto Costa: 1 milh\u00e3o de reais;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>Gleisi Hoffmann: 1 milh\u00e3o de reais.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>3)Os procuradores do Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal, em suas den\u00fancias contra Vaccari e Renato Duque, explicaram como a propina das empreiteiras foi contabilizada como doa\u00e7\u00e3o legal ao PT:<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>\u201cA vincula\u00e7\u00e3o entre as doa\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e os pagamentos feitos pela Petrobr\u00e1s aos Cons\u00f3rcios Interpar e Intercom pode ser comprovada pela compara\u00e7\u00e3o entre as datas em que a Petrobr\u00e1s pagou os cons\u00f3rcios e as datas, subsequentes, em que empresas controladas por Augusto Mendon\u00e7a promoveram a transfer\u00eancia de propina disfar\u00e7ada de doa\u00e7\u00f5es oficiais para partido pol\u00edtico\u201d.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>O MPF fez uma tabela cruzando os dados sobre os desembolsos da Petrobras e as doa\u00e7\u00f5es das empreiteiras ao PT.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>Para derrubar Dilma e extinguir esta gigantesca lavanderia de dinheiro sujo chamada PT, s\u00f3 falta a oposi\u00e7\u00e3o cruzar a tabela do MPF e a vergonha na cara.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 30px;\"><a href=\"http:\/\/acaopolitica.com\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/tabela_intervencao.png\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-499\" src=\"http:\/\/acaopolitica.com\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/tabela_intervencao.png\" alt=\"tabela_intervencao\" width=\"607\" height=\"791\" srcset=\"http:\/\/acaopolitica.com\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/tabela_intervencao.png 607w, http:\/\/acaopolitica.com\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/tabela_intervencao-230x300.png 230w\" sizes=\"(max-width: 607px) 100vw, 607px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>Dilma Rousseff e a c\u00fapula do PT, \u201cem conversas reservadas\u201d, pressionam Vaccari a deixar o cargo de tesoureiro do partido, segundo o Estad\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>A estrat\u00e9gia repete a do auge do mensal\u00e3o, em 2005, quando o PT expulsou o tesoureiro Del\u00fabio Soares para tentar acalmar a opini\u00e3o p\u00fablica.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>Em julho de 2011, no entanto, Del\u00fabio foi readmitido nos quadros do partido, como era de se esperar do PT.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>Quando Vaccari teve de largar a boquinha de R$ 21 mil por m\u00eas na Itaipu Binacional para comparecer a seis reuni\u00f5es por ano, escrevi aqui:<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><strong><em>\u201cComo nenhum petista fica desempregado \u2013 ou sem receber pelo devido sil\u00eancio -, resta a pergunta enquanto o impeachment da presidente n\u00e3o vem:<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><strong><em>Quanto ser\u00e1 que o PT vai arrumar para Vaccari agora?\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>N\u00e3o sei. Aparentemente, a contrapartida para o sil\u00eancio do tesoureiro segue em negocia\u00e7\u00e3o e ainda n\u00e3o foi quantificada.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>5)Na v\u00e9spera da elei\u00e7\u00e3o de 2010, o operador de propinas da SBM, J\u00falio Faerman, deu 300 mil d\u00f3lares \u00e0 campanha de Dilma.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>A den\u00fancia foi feita na CPI da Petrobras pelo ex-gerente da estatal Pedro Barusco.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>Um documento divulgado pela Folha confirma a autoriza\u00e7\u00e3o da SBM para um repasse de 311,5 mil d\u00f3lares de uma subsidi\u00e1ria da empresa nas Ilhas Virgens para uma empresa de fachada de Faerman, justamente na v\u00e9spera da elei\u00e7\u00e3o de 2010.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>Condenada por um tribunal holand\u00eas, a SBM admitiu que distribu\u00eda propinas no Brasil.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>Um diretor definiu Faerman, em e-mail interno da companhia, como o \u201cmais fedorento de todos os fedorentos\u201d. E acrescentou: \u201cN\u00e3o se pode excluir que os pagamentos no Brasil tenham financiado partidos pol\u00edticos\u201d.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>Outro diretor da SBM, empenhado em acobertar a corrup\u00e7\u00e3o, escreveu: \u201cEnquanto n\u00e3o houver evid\u00eancia de movimenta\u00e7\u00e3o de dinheiro atrav\u00e9s de contas banc\u00e1rias, n\u00e3o h\u00e1 como provar os pagamentos\u201d.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>Falta apenas, neste caso, encontrar essa evid\u00eancia para entender como os 300 mil d\u00f3lares da empresa de fachada de Faerman chegaram ao caixa da campanha de Dilma. Assim, abre-se caminho tamb\u00e9m para a extin\u00e7\u00e3o do PT, com base na lei n\u00ba 9.096:<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><strong><em>\u201cArt. 28. O Tribunal Superior Eleitoral, ap\u00f3s tr\u00e2nsito em julgado de decis\u00e3o, determina o cancelamento do registro civil e do estatuto do partido contra o qual fique provado:<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><strong><em>I \u2013 ter recebido ou estar recebendo recursos financeiros de proced\u00eancia estrangeira\u201d.<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><strong><em>*****\u201d<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>g &#8211; DAS PEDALADAS FISCAIS<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cerca de 35% dos valores envolvidos nas manobras cometidas pelo governo federal que ficaram conhecidas como pedaladas fiscais est\u00e3o relacionados a financiamentos subsidiados para empresas e produtores rurais de m\u00e9dio e grande porte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os dados, fornecidos pelo BNDES e pelo Banco do Brasil, contrariam a vers\u00e3o apresentada pelo ex-presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva e pela presidente Dilma Rousseff segundo a qual as pedaladas \u2013aventadas como motivo para o impeachment da petista\u2013 foram destinadas a pagar programas sociais como o Bolsa Fam\u00edlia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O artif\u00edcio consistiu em utilizar recursos dos bancos p\u00fablicos para o pagamento de despesas da al\u00e7ada do Tesouro Nacional. Com isso, os balan\u00e7os do governo apresentaram, durante o ano passado, resultados artificialmente melhores, driblando a necessidade de cortar gastos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com os c\u00e1lculos do TCU (Tribunal de Contas da Uni\u00e3o), que reprovou as contas federais de 2014, o expediente retirou indevidamente R$ 40 bilh\u00f5es da apura\u00e7\u00e3o da d\u00edvida p\u00fablica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desse total, segundo n\u00fameros fornecidos pelos bancos estatais, algo como R$ 14 bilh\u00f5es foram referentes a empr\u00e9stimos a grandes empresas e m\u00e9dios e grandes propriet\u00e1rios rurais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essas opera\u00e7\u00f5es t\u00eam juros inferiores \u00e0s taxas de mercado, e o governo tem de compensar os bancos pelas perdas \u2013o que n\u00e3o vem ocorrendo integralmente. Por isso, o TCU considerou que os bancos financiaram o Tesouro, transa\u00e7\u00e3o vedada por lei.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pedaladas em 2014.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o BNDES e o Banco do Brasil, os financiamentos a grandes empresas e ruralistas de m\u00e9dio e grande porte correspondem a 47% e 63%, respectivamente, dos valores financiados nessas linhas de cr\u00e9dito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aplicadas essas propor\u00e7\u00f5es \u00e0 d\u00edvida do governo estimada pelo TCU em 2014 com esses bancos \u2013R$ 19,6 bilh\u00f5es e R$ 7,9 bilh\u00f5es\u2013 o volume n\u00e3o repassado corresponderia aos R$ 14 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse valor \u00e9 sujeito a varia\u00e7\u00f5es, porque o montante da d\u00edvida muda conforme as taxas de juros das opera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma parte das pedaladas esteve, de fato, ligada a programas sociais executados pela CEF (Caixa Econ\u00f4mica Federal). Essa fatia, no entanto, foi minorit\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na an\u00e1lise do TCU, no caso da Caixa, o rombo para pagar o Bolsa Fam\u00edlia, seguro-desemprego e abono salarial chegou a quase R$ 6 bilh\u00f5es no meio do ano passado, mas foi praticamente todo quitado em 2014.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Houve ainda o uso de recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Servi\u00e7o) para despesas do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida. Segundo o TCU, neste m\u00eas ainda havia ao menos R$ 1,2 bilh\u00e3o a ser pago ao fundo trabalhista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O maior volume de pedaladas est\u00e1 com o BNDES. A d\u00edvida do Tesouro com seu banco de fomento \u00e9 referente a um programa chamado PSI (Programa de Sustenta\u00e7\u00e3o de Investimento), criado em 2009 para incentivar empresas e evitar uma recess\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quem tomava dinheiro por essa linha, para comprar m\u00e1quinas e equipamentos, pagava juros de 2,5% ao ano, muito abaixo da infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dois estudos elaborados por funcion\u00e1rios do BNDES, que avaliaram resultados obtidos at\u00e9 2011, defendem que o PSI teve papel relevante no incentivo ao investimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro trabalho, realizado em 2014 por tr\u00eas professores do Insper (Marco Bonomo, Ricardo Brito e Bruno Martins) concluiu que, depois de 2010, os financiamentos subsidiados pouco acrescentaram \u00e0 economia: foram acessados por empresas &#8220;grandes, antigas e de baixo risco&#8221;, que com eles puderam elevar seus lucros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>h &#8211; DA INGOVERNABILIDADE<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Recentemente vem sendo veiculadas not\u00edcias de pol\u00edticos mencionando que o impeachment se daria por quest\u00f5es de \u201cingovernabilidade\u201d. Mas, o que precisa ser esclarecido \u00e9 que, o termo que vem sendo empregado pela classe pol\u00edtica se refere \u00e1 quest\u00f5es de cunho pol\u00edtico, ou seja, muitos pol\u00edticos n\u00e3o t\u00eam o interesse no Impeachment seja por aus\u00eancia de acordos bilaterais entre partidos, seja por receio de que as recentes den\u00fancias e esc\u00e2ndalos resvalem em outros partidos etc. Esse termo empregado pela classe pol\u00edtica significa, basicamente: a perda de confian\u00e7a da popula\u00e7\u00e3o no governo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entretanto, o termo que aqui empregarei diz respeito ao aspecto JUR\u00cdDICO, pois repudio, veementemente, qualquer argumento pol\u00edtico-partid\u00e1rio para n\u00e3o se apresentar o Impeachment.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ingovernabilidade significa aquilo que n\u00e3o se consegue governar ou, em outras palavras, a in\u00e9pcia do governante no exerc\u00edcio de suas fun\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, o que, exatamente, implica governar uma na\u00e7\u00e3o ou Estado ? Implica, necessariamente, que ao chefe de Estado cabe o cumprimento das Leis, a manuten\u00e7\u00e3o da ordem p\u00fablica e, sobremaneira do Estado Democr\u00e1tico de Direito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para isso, o governante tem atribui\u00e7\u00f5es espec\u00edficas na Constitui\u00e7\u00e3o Federal cuja obriga\u00e7\u00e3o, dele n\u00e3o pode se furtar. Estas atribui\u00e7\u00f5es est\u00e3o elencadas no artigo 84 da Constitui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O presidente pode e deve ser assessorado pelos Ministros de Estado na dire\u00e7\u00e3o e administra\u00e7\u00e3o federal. Entretanto, cabe ao Presidente a tomada de decis\u00f5es, com o apoio e aux\u00edlio de SEU MINIST\u00c9RIO, apenas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando, um governante se vale da anu\u00eancia e aquiesc\u00eancia de terceiros estranhos ao determinado na nossa legisla\u00e7\u00e3o, para exercer o seu cargo, da\u00ed se come\u00e7a \u00e0 questionar quem, de fato est\u00e1 governando a na\u00e7\u00e3o e, sobretudo, qual a aptid\u00e3o do Chefe de Estado para o exerc\u00edcio de seu mandato j\u00e1 que n\u00e3o \u00e9 ele quem toma as decis\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o cabe ao governante delegar a tomada de decis\u00f5es importantes da administra\u00e7\u00e3o federal a terceiros, sejam eles cidad\u00e3os comuns que n\u00e3o fa\u00e7am parte dos Minist\u00e9rios ou do governo, sejam partidos pol\u00edticos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O chefe de Estado <strong><u>N\u00c3O RESPONDE AO PARTIDO POL\u00cdTICO<\/u><\/strong> pela tomada de suas decis\u00f5es, nem tampouco pode se pautar de permiss\u00e3o ou negativa de um determinado partido para fazer ou deixar de fazer alguma coisa, afinal, em um regime democr\u00e1tico quem governa \u00e9 o Chefe de Estado enquanto pessoa f\u00edsica e n\u00e3o um Partido Pol\u00edtico! Do contr\u00e1rio, viver\u00edamos em um regime totalit\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, n\u00e3o \u00e9 o que est\u00e1 ocorrendo na pr\u00e1tica no cen\u00e1rio nacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conforme vem sendo veiculado, quase diuturnamente, a presidente da rep\u00fablica, necessita de anu\u00eancia do Partido dos Trabalhadores para a tomada de suas decis\u00f5es, o que \u00e9 INADMISS\u00cdVEL.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Brasil \u00e9 um pa\u00eds democr\u00e1tico e N\u00c3O CABE \u00c0 UM PARTIDO POL\u00cdTICO SEJA ELE QUAL FOR, pretender impor ou deixar de impor o que quer que seja ao presidente da Rep\u00fablica. \u00c0 partir do momento em que um determinado partido pol\u00edtico toma as decis\u00f5es em nome do Chefe de Estado, estamos diante de uma tentativa esp\u00faria de altera\u00e7\u00e3o do sistema de governo, de democr\u00e1tico para totalit\u00e1rio !<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E essa situa\u00e7\u00e3o se agrava, ainda mais, quando a Chefe de Estado ainda precisa pedir permiss\u00e3o \u00e0 um civil, n\u00e3o ligado ou atuante no governo (em seu minist\u00e9rio), como \u00e9 o caso da presidente Dilma pedir conselhos ou autoriza\u00e7\u00e3o tanto para o cidad\u00e3o Luis In\u00e1cio Lula da Silva (que n\u00e3o exerce cargo ou fun\u00e7\u00e3o p\u00fablica alguma no governo) quanto ao partido ao qual ela pertence.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fidelidade partid\u00e1ria n\u00e3o se confunde com tentativa de altera\u00e7\u00e3o de sistema de governo ! N\u00e3o se confunde a figura de Chefe de Estado pelo partido ao qual ela representa. Acima da fidelidade partid\u00e1ria, acima dos interesses pol\u00edtico-partid\u00e1rios est\u00e1 o CUMPRIMENTO DA LEGISLA\u00c7\u00c3O P\u00c1TRIA.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As recentes not\u00edcias estarrecedoras de que a atual Chefe de Estado permite \u00e0 que um cidad\u00e3o comum e um partido pol\u00edtico dirija e direcione o Estado Democr\u00e1tico de direito s\u00e3o estarrecedoras e mostram a sua inaptid\u00e3o ao exerc\u00edcio do cargo e viola\u00e7\u00e3o de suas atribui\u00e7\u00f5es funcionais, na medida em que \u00e9 omissa ao tomar as medidas necess\u00e1rias \u00e0 coibir estes atos de verdadeiro abuso de Poder e influ\u00eancia ilegal e temer\u00e1ria de uma \u00fanica pessoa nos atos da condu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de um Pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dentre estes absurdos destacamos:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li><strong>\u201cLula defende regula\u00e7\u00e3o da m\u00eddia com controle de conte\u00fado\u201d<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>Quinta-Feira, 26 de Mar\u00e7o de 2015<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>O ex-presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva defendeu a censura, comenta o jornalista Boris Casoy. A defesa aconteceu durante entrevista concedida por Lula a blogueiros.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><a href=\"http:\/\/acaopolitica.com\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/defesa_lula_blogueiros.png\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-502\" src=\"http:\/\/acaopolitica.com\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/defesa_lula_blogueiros.png\" alt=\"defesa_lula_blogueiros\" width=\"513\" height=\"269\" srcset=\"http:\/\/acaopolitica.com\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/defesa_lula_blogueiros.png 513w, http:\/\/acaopolitica.com\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/defesa_lula_blogueiros-300x157.png 300w\" sizes=\"(max-width: 513px) 100vw, 513px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>\u201d<\/em><em>V\u00eddeo no link abaixo: <\/em><a href=\"http:\/\/videohd5.mais.uol.com.br\/14993187.mp4?ver=2&amp;start=0&amp;r=http%3A%2F%2Fplayer.mais.uol.com.br%2Fplayer_video_v2.swf%3FmediaId%3D14993187%26p%3Dmais%26tv%3D2\"><em>http:\/\/videohd5.mais.uol.com.br\/14993187.mp4?ver=2&amp;start=0&amp;r=http%3A%2F%2Fplayer.mais.uol.com.br%2Fplayer_video_v2.swf%3FmediaId%3D14993187%26p%3Dmais%26tv%3D2<\/em><\/a><\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li><strong>Ap\u00f3s panela\u00e7o, Dilma pede ajuda \u00e0 Lula<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<a href=\"http:\/\/acaopolitica.com\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/apos_panelaco.png\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-503 aligncenter\" src=\"http:\/\/acaopolitica.com\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/apos_panelaco.png\" alt=\"apos_panelaco\" width=\"513\" height=\"345\" srcset=\"http:\/\/acaopolitica.com\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/apos_panelaco.png 513w, http:\/\/acaopolitica.com\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/apos_panelaco-300x202.png 300w\" sizes=\"(max-width: 513px) 100vw, 513px\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>Nesta ter\u00e7a-feira (10), em meio \u00e0 crise pol\u00edtica, a presidente Dilma Rousseff vai encontrar o ex-presidente Lula em S\u00e3o Paulo. A agenda foi marcada ap\u00f3s o \u201cpanela\u00e7o\u201d em rea\u00e7\u00e3o ao pronunciamento de Dilma na TV, neste domingo(08) e que acentuou a divis\u00e3o pol\u00edtica do pa\u00eds. <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>Os protestos, realizados em cidades como S\u00e3o Paulo, Bras\u00edlia, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Goi\u00e2nia, auxiliares da presidente \u2013 que foram pegos de surpresa \u2013 temem que o ato contra o governo marcado para o dia 15 deste m\u00eas seja maior que o esperado. Na reuni\u00e3o com Lula, Dilma deve discutir a crise pol\u00edtica com o Congresso e as manifesta\u00e7\u00f5es de rua. <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>A \u00faltima vez que eles se encontraram foi em 12 de fevereiro, quando Lula orientou Dilma sobre o comportamento com o presidente da C\u00e2mara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). http:\/\/www.blogdeigormaciel.com.br\/posts\/noticias\/apos-panelaco-dilma-pede-ajuda-a-lula\/<\/em><\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li><strong>Lula pede a Dilma um afago em Temer e um pontap\u00e9 no traseiro de Mercadante. <\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>Segunda-feira, 23 de mar\u00e7o de 2015<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><strong>\u00a0<\/strong><em>\u00a0<a href=\"http:\/\/acaopolitica.com\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/pontape_mercadante.png\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-504\" src=\"http:\/\/acaopolitica.com\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/pontape_mercadante.png\" alt=\"pontape_mercadante\" width=\"505\" height=\"304\" srcset=\"http:\/\/acaopolitica.com\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/pontape_mercadante.png 447w, http:\/\/acaopolitica.com\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/pontape_mercadante-300x181.png 300w\" sizes=\"(max-width: 505px) 100vw, 505px\" \/><\/a><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>\u00a0<\/em><em>(Extra\u00eddo do Valor) Nos dois \u00faltimos encontros que teve com a presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva a aconselhou a recompor a alian\u00e7a com o PMDB, principal partido da base aliada ao governo depois do PT. Lula sugeriu que o vice-presidente Michel Temer, do PMDB, ocupe um &#8220;lugar especial&#8221; no governo, de prefer\u00eancia no &#8220;centro do poder&#8221;. O ex-presidente acha tamb\u00e9m que a presidente deveria mudar a articula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e, na economia, antecipar para este semestre os leil\u00f5es de concess\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>Lula acha que Dilma foi induzida a cometer dois grandes &#8220;equ\u00edvocos&#8221; na rela\u00e7\u00e3o com o PMDB. O primeiro foi ter estimulado o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, do PSD, a aglutinar em torno de seu partido as pequenas legendas que apoiam o governo para fazer um contrapeso ao PMDB. O plano, atribu\u00eddo ao ministro da Casa Civil, Alo\u00edzio Mercadante, era relativizar a import\u00e2ncia dos peemedebistas. <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>O segundo erro cometido pela presidente, considerado &#8220;prim\u00e1rio&#8221; por Lula e tamb\u00e9m atribu\u00eddo a Mercadante, foi fazer campanha para tentar derrotar o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na elei\u00e7\u00e3o para a presid\u00eancia da C\u00e2mara. &#8220;Acreditar que Cunha fosse perder aquela disputa \u00e9 coisa de quem n\u00e3o conhece o Congresso&#8221;, comentou um interlocutor da presidente.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>Aparentemente, a presidente ouviu seu mentor. Reconheceu, no epis\u00f3dio que resultou na demiss\u00e3o sum\u00e1ria do aliado Cid Gomes do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o, a necessidade de se recompor com o PMDB; admitiu os erros do primeiro mandato; e estaria inclinada a mexer na articula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e em outros minist\u00e9rios. &#8220;Ela vai trocar o Pepe Vargas [ministro, filiado ao PT e respons\u00e1vel pela articula\u00e7\u00e3o]&#8221;, revelou uma fonte graduada. Para a fun\u00e7\u00e3o, estariam cotados o ex-deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB), que presidiu a C\u00e2mara entre 2013 e 2015, e o atual ministro dos Transportes, Eliseu Padilha (PMDB). H\u00e1 press\u00e3o tamb\u00e9m para que Dilma tire Alo\u00edzio Mercadante da Casa Civil.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>Lula tamb\u00e9m sugeriu a Dilma que v\u00e1 mais &#8220;\u00e0s ruas&#8221;, algo que ela come\u00e7ou a fazer recentemente. Embora esteja, mais uma vez, tentando ajudar a presidente, Lula tem duvidado, em conversas com alguns interlocutores, da efic\u00e1cia dos contatos que tem com a presidente. Apesar disso, assegura um interlocutor dos dois, &#8220;n\u00e3o h\u00e1 hip\u00f3tese de Lula brigar com ela&#8221;. As conversas recentes entre os dois teriam sido &#8220;boas&#8221;, na opini\u00e3o do ex-presidente, porque Dilma estaria ouvindo o que ele diz, embora, na hora de tomar a decis\u00e3o, fa\u00e7a apenas o que deseja.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>Postado por O EDITOR \u00e0s <\/em><a href=\"http:\/\/coturnonoturno.blogspot.com.br\/2015\/03\/lula-pede-dilma-um-afago-em-temer-e-um.html\"><em>06:41:00<\/em><\/a><em>, link:\u00a0 \u201chttp:\/\/coturnonoturno.blogspot.com.br\/2015\/03\/lula-pede-dilma-um-afago-em-temer-e-um.html<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E estas s\u00e3o apenas algumas das not\u00edcias que vem sendo veiculadas nacionalmente. S\u00e3o incont\u00e1veis den\u00fancias de que a Presidente da rep\u00fablica precisa se submeter ao crivo do Partido dos Trabalhadores e do cidad\u00e3o Luis In\u00e1cio Lula da Silva para a tomada de suas decis\u00f5es, em total afrontar ao disposto na Constitui\u00e7\u00e3o federal e nas normas que regem o Direito P\u00fablico Administrativo. Esta \u201cdesgovernabilidade\u201d \u00e9 perigosa, pois d\u00e1 margem \u00e0 tentativa de altera\u00e7\u00e3o da forma de governo de democr\u00e1tico para totalit\u00e1rio, na medida em que um Partido Pol\u00edtico N\u00c3O \u00c9 UM GOVERNO, mas, apenas um dos partidos pol\u00edticos cujos representantes fazem parte do governo mas, que, por obriga\u00e7\u00e3o legal e funcional, tem a responsabilidade de serem livres na tomada das decis\u00f5es necess\u00e1rias ao pa\u00eds, mesmo que isso seja contr\u00e1rio aos interesses pol\u00edtico-partid\u00e1rios do Partido \u00e0 que perten\u00e7am.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como mencionei anteriormente, os interesses de um determinado partido pol\u00edtico <strong><u>N\u00c3O EST\u00c3O ACIMA DA LEI <\/u><\/strong>!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong><span style=\"color: #000000; text-decoration: underline;\"><a href=\"#_ftnref_ind1\" name=\"_ftn_indax_2\">ANEXO II &#8211; <\/a>DA EVENTUAL VIOLA\u00c7\u00c3O \u00c0 LEI DE SEGURAN\u00c7A NACIONAL<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>a &#8211; DA PERMISSIBILIDADE EM SE TENTAR VIOLAR \u00c0 LEI DE SEGURAN\u00c7A NACIONAL<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o bastassem as gravidades dos fatos j\u00e1 elencados anteriormente, o Pa\u00eds ainda passa por uma not\u00f3ria sensa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a e amea\u00e7as por parte tanto do Partido dos Trabalhadores, quanto de Stedille, Lula e o Presidente Maduro que afrontam a Seguran\u00e7a Nacional e incitam uma Guerra Civil, conforme vem sendo veiculado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 inaceit\u00e1vel a omiss\u00e3o hom\u00e9rica do Poder P\u00fablico, principalmente da chefe do Estado que \u00e9 conivente com tal situa\u00e7\u00e3o ao se omitir em aplicar a legisla\u00e7\u00e3o p\u00e1tria de forma \u00e0 coibir esses verdadeiros atos atentat\u00f3rios \u00e0 soberania nacional, ao Estado democr\u00e1tico de Direito e ao nosso sistema de governo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estas not\u00edcias s\u00e3o de uma extrema gravidade, eis que, h\u00e1 tempos, vem sendo veiculado e indicado que o Movimento dos Trabalhadores sem Terra est\u00e1 se transformando em organiza\u00e7\u00e3o para-militar com o apoio e suporte do governo que lhe concede altas somas em dinheiro para objetivos contr\u00e1rios \u00e0 proposta inicial do movimento que era a da reforma agr\u00e1ria d\u00e9cadas atr\u00e1s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 um completo absurdo a permiss\u00e3o leviana e, porque n\u00e3o dizer criminosa, em se fornecer dinheiro p\u00fablico \u00e0 um movimento cujos integrantes s\u00e3o doutrinados para invadir propriedades privadas, esquartejando gado, destruindo lavouras, e matando pessoas como, lamentavelmente, foi apurado em algumas invas\u00f5es. N\u00e3o bastassem tais absurdos, ainda est\u00e3o sendo descobertas associa\u00e7\u00f5es obscuras de integrantes deste \u201cmovimento\u201d com l\u00edderes de Pa\u00edses ditatoriais com a Bol\u00edvia e Venezuela com o aval do governo brasileiro que utiliza dinheiro p\u00fablico para dar guarida a ditaduras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dentre as not\u00edcias que vem sendo veiculadas, destaco:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li><strong>No MST, crian\u00e7as s\u00e3o doutrinadas para \u201clouvarem\u201d a revolu\u00e7\u00e3o cubana<\/strong><em>. <\/em><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>N\u00e3o para por a\u00ed, no v\u00eddeo as crian\u00e7as exigem liberdade de espi\u00f5es cubanos, ao que parece, capturados pelos EUA.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>\u00a0<a href=\"http:\/\/acaopolitica.com\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/criancas_MST.png\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-505\" src=\"http:\/\/acaopolitica.com\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/criancas_MST.png\" alt=\"criancas_MST\" width=\"451\" height=\"294\" srcset=\"http:\/\/acaopolitica.com\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/criancas_MST.png 451w, http:\/\/acaopolitica.com\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/criancas_MST-300x196.png 300w\" sizes=\"(max-width: 451px) 100vw, 451px\" \/><\/a><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>O v\u00eddeo mostra crian\u00e7as, filhas de membros do MST, louvando os feitos do ditador Fidel \u2013 Revolu\u00e7\u00e3o Cubana, idolatrando a revolu\u00e7\u00e3o e bradando pela liberta\u00e7\u00e3o de prisioneiros cubanos;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=r8PTze2d3lM\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=r8PTze2d3lM<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>http:\/\/www.revoltabrasil.com.br\/politica\/5818-no-mst-criancas-sao-doutrinadas-para-louvarem-a-revolucao-cubana-assista.html\u201c<\/em><\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li><strong>\u201cJornalista diz que o PT quer espalhar o caos pelo pa\u00eds e responde: \u2018Lula, n\u00e3o temos medo de voc\u00ea, n\u00e3o seremos calados por agress\u00f5es\u2019<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>O historiador e jornalista Marco Ant\u00f4nio Villa afirmou, na Jovem Pan Online, que o Brasil n\u00e3o ser\u00e1 calado por agress\u00f5es e por amea\u00e7as de Lula. Villa ressaltou que o Brasil n\u00e3o teme e tampouco se sente representado pelo PT, al\u00e9m de destacar que o partido deseja espalhar o caos pelo pa\u00eds. Assista:<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=0UOZ1vDKvcg&amp;list=PL4fQwwgA67zJJ3YfacjaJ490fnYWAZTLU\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=0UOZ1vDKvcg&amp;list=PL4fQwwgA67zJJ3YfacjaJ490fnYWAZTLU<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>http:\/\/www.folhapolitica.org\/2015\/02\/jornalista-diz-que-o-pt-quer-espalhar-o.html\u201d<\/em><\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li><strong>Ato de apoio \u00e0 Revolu\u00e7\u00e3o Bolivariana e contra as inger\u00eancias do imperialismo norte-americano<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\">Quinta-feira, 9 de abril de 2015, \u00e0s 18:00 no audit\u00f3rio 91 da Universidade do Estado do Rio de Janeiro \u2013 UERJ\u201d <a href=\"http:\/\/www.rededemocratica.org\/index.php?option=com_k2&amp;view=item&amp;id=7453%3Aato-de-apoio-%C3%A0-revolu%C3%A7%C3%A3o-bolivariana\"><em>http:\/\/www.rededemocratica.org\/index.php?option=com_k2&amp;view=item&amp;id=7453%3Aato-de-apoio-%C3%A0-revolu%C3%A7%C3%A3o-bolivariana<\/em><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>\u201cA Revolu\u00e7\u00e3o Bolivariana, sob a lideran\u00e7a do inesquec\u00edvel Hugo Ch\u00e1vez, alterou a correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as na Am\u00e9rica Latina e tem sido vital na luta contra o imperialismo norte-americano e sua pol\u00edtica de submiss\u00e3o da regi\u00e3o aos seus interesses hegem\u00f4nicos. A import\u00e2ncia de Ch\u00e1vez pode ser medida pelo \u00f3dio que ele desperta nos capitalistas em todo o mundo. A hist\u00f3ria se repete: os EUA buscam derrubar um governo progressista de qualquer maneira, nem que isso leve a um banho de sangue; da mesma forma que fizeram com o Chile do presidente socialista Salvador Allende, substituindo-o pela ditadura militar do sanguin\u00e1rio Pinochet, ou com Jo\u00e3o Goulart, no Brasil, impondo o mais longo per\u00edodo de terror e tortura da nossa hist\u00f3ria.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>N\u00f3s trabalhadores, homens e mulheres, jovens e intelectuais e artistas brasileiros nos solidarizamos com o povo venezuelano que resiste \u00e0s arremetidas imperialistas contra sua Revolu\u00e7\u00e3o Bolivariana. Para n\u00f3s a Am\u00e9rica Latina \u00e9 a P\u00e1tria Grande, e por isso, a luta do povo venezuelano \u00e9 a mesma luta do povo brasileiro!<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>\u00a0<a href=\"http:\/\/acaopolitica.com\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/apoio_venezuela.png\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-506\" src=\"http:\/\/acaopolitica.com\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/apoio_venezuela.png\" alt=\"apoio_venezuela\" width=\"451\" height=\"294\" srcset=\"http:\/\/acaopolitica.com\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/apoio_venezuela.png 451w, http:\/\/acaopolitica.com\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/apoio_venezuela-300x196.png 300w\" sizes=\"(max-width: 451px) 100vw, 451px\" \/><\/a><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>Toda Solidariedade e Apoio \u00e0 Revolu\u00e7\u00e3o Bolivariana na Venezuela<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>Contra a Interven\u00e7\u00e3o dos EUA na Venezuela e na Am\u00e9rica Latina!<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>Comit\u00ea de Solidariedade \u00e0 Revolu\u00e7\u00e3o Bolivariana na Venezuela<\/em><\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li><strong>Requerimento da c\u00e2mara acusa Lula de incitar guerra civil e o convida para explicar \u201cEx\u00e9rcito de Stedile\u201d <\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>Na ultima quarta-feira (18\/3\/15), a comiss\u00e3o de Direitos Humanos da C\u00e2mara aprovou o \u201cconvite\u201d para que Lula d\u00ea explica\u00e7\u00f5es sobre o ex\u00e9rcito de Stedile, o qual mencionou em evento recente na Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Imprensa (ABI), se referindo aos membros do MST, comandados por Stedile. O fato aconteceu por\u00a0 ocasi\u00e3o em que militantes petistas e opositores se enfrentaram.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>Na ocasi\u00e3o Lula chamou o Movimento Sem Terra de \u201cex\u00e9rcito\u201d, e deixou claro que est\u00e1 pronto para \u201cbrigar\u201d, \u201csobretudo quando Stedile colocar o ex\u00e9rcito dele do nosso lado\u201d, disse o maior l\u00edder petista, sob muitos aplausos e sendo ovacionado pelos presentes (veja o v\u00eddeo: https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=R_WZ_L8P7iE)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>A autoria do pedido \u00e9 do deputado Federal Ezequiel Teixeira (SD-RJ). Segundo o parlamentar, Lula incita a guerra civil e trata de amea\u00e7a que pode colocar em risco a seguran\u00e7a nacional e a soberania do Brasil.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>O deputado pede ao fim de seu requerimento que Lula explique sobre \u201co ex\u00e9rcito que ele diz estar pronto ao seu comando por interm\u00e9dio do MST\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>O requerimento, de autoria do deputado Ezequiel Teixeira (SD-RJ), diz que a declara\u00e7\u00e3o de Lula \u201cincita a guerra civil\u201d e trata de amea\u00e7a que pode \u201ccolocar em risco a seguran\u00e7a nacional e a soberania do Brasil. O pedido \u00e9 para que o ex-presidente explique sobre \u201co ex\u00e9rcito que ele diz estar pronto ao seu comando por interm\u00e9dio do MST\u201d.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>\u201cSomente \u00e0s for\u00e7ar armadas compete a defesa da p\u00e1tria. Causa esp\u00e9cie a declara\u00e7\u00e3o de um ex-presidente que um dia fez um juramento de defender a democracia e as institui\u00e7\u00f5es permanentes, bem como o ato ileg\u00edtimo dirigido por representante de entidade\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>\u201cTal declara\u00e7\u00e3o incita a guerra civil. Trata-se, na verdade, de uma amea\u00e7a que pode colocar em risco a seguran\u00e7a nacional e a soberania do Brasil. Estamos vivenciando um momento de grave crise pol\u00edtica e social. Saber que existe um ex\u00e9rcito paralelo e perigoso \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o e comando de grupos pol\u00edticos gera risco \u00e0 ordem social\u201d, diz o texto do requerimento que foi aprovado pela Comiss\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>Como se trata de um convite, Lula n\u00e3o \u00e9 obrigado a atend\u00ea-lo e caso assim o decida n\u00e3o sofrer\u00e1 nenhuma san\u00e7\u00e3o.\u201d <\/em><a href=\"http:\/\/www.revoltabrasil.com.br\/corrupcao-2\/5801-requerimento-da-camara-acusa-lula-de-incitar-guerra-civil-e-o-convida-para-explicar-exercito-de-stedile.html\"><em>http:\/\/www.revoltabrasil.com.br\/corrupcao-2\/5801-requerimento-da-camara-acusa-lula-de-incitar-guerra-civil-e-o-convida-para-explicar-exercito-de-stedile.html<\/em><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>\u201cEm evento, Lula manda Stedile colocar \u201cex\u00e9rcito\u201d MST nas ruas e diz \u201csabemos brigar tamb\u00e9m\u201d <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>Infelizmente o que parecia ser apenas algo visto pela televis\u00e3o em pa\u00edses europeus, est\u00e1 cada vez mais perto da realidade nacional, uma guerra civil parece dar sinais cada vez maiores de acontecer.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>Depois do povo ir \u00e0s ruas e a oposi\u00e7\u00e3o fechar o cerco contra o governo petista, Lula, em evento recente (v\u00eddeo abaixo) mandou um claro recado para a oposi\u00e7\u00e3o e o povo que sai \u00e0s ruas para protestar contra as mazelas do governo do PT.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>Lula mandou recado para Stedile, maior l\u00edder do MST. Chamando o Movimento Sem Terra de \u201cex\u00e9rcito\u201d, Lula deixou claro que est\u00e1 pronto para \u201cbrigar\u201d, \u201csobretudo quando Stedile colocar o ex\u00e9rcito dele do nosso lado\u201d, disse o maior l\u00edder petista, sob muitos aplausos e sendo ovacionado pelos presentes.\u201d http:\/\/www.revoltabrasil.com.br\/corrupcao-2\/5746-em-evento-lula-manda-stedile-colocar-exercito-mst-nas-ruas-e-diz-sabemos-brigar-tambem.html<\/em><\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li><strong><em>\u201cAzevedo denuncia que vice-presidente do PT &#8216;pediu a cabe\u00e7a&#8217; de jornalistas e pede ajuda a internautas <\/em><\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>O jornalista Reinaldo Azevedo, da Revista Veja, denunciou, em sua coluna, que o vice-presidente do PT, Alberto Cantalice, criou uma &#8220;lista negra&#8221; de jornalistas e comunicadores que seriam contra o PT.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>De acordo com Azevedo, o pol\u00edtico realizou falsas acusa\u00e7\u00f5es e, ainda, p\u00f4s em risco a seguran\u00e7a das personalidades citadas. Ademais, o comunicador pediu a ajuda de internautas, solicitando que &#8220;espalhassem&#8221; o caso. Leia abaixo e manifeste sua opini\u00e3o a respeito:<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>AJUDEM A ESPALHAR: CHEF\u00c3O DO PT PEDE ABERTAMENTE A CABE\u00c7A DE JORNALISTAS NA P\u00c1GINA DO PARTIDO. ESTOU NA LISTA. N\u00c3O SEI O QUE FAR\u00c3O OS OUTROS. ESTOU ANUNCIANDO AQUI QUE VOU PROCESSAR O SR. ALBERTO CANTALICE POR CAL\u00daNIA E DIFAMA\u00c7\u00c3O. CABE INDAGAR SE CHEF\u00c3O PETISTA N\u00c3O EST\u00c1 DANDO UMA ORDEM PARA QUE ESSAS PESSOAS SEJAM AGREDIDAS NAS RUAS. \u00c9 PRECISO CUIDADO! ELE \u00c9 DO PARTIDO A QUE PERTENCIA CELSO DANIEL!Os petistas, saibam os senhores, pedem a cabe\u00e7a de jornalistas para seus respectivos patr\u00f5es. O partido tem nas m\u00e3os instrumentos para faz\u00ea-lo: an\u00fancios da administra\u00e7\u00e3o direta e propaganda de estatais. Alguns cedem, outros n\u00e3o! Denunciei aqui a fala de um certo Jos\u00e9 Trajano na ESPN e AFIRMEI QUE ELE N\u00c3O ESTAVA PENSANDO APENAS POR SUA CABE\u00c7A. DEIXEI CLARO QUE ELE VOCALIZAVA PALAVRAS DE ORDEM DO PT. Muitos n\u00e3o acreditaram. Pois \u00e9\u2026<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>A opini\u00e3o do sr. Trajano sobre mim e sobre os demais que ele atacou (Augusto Nunes, Diogo Mainardi e Dem\u00e9trio Magnoli) pode ser moralmente criminosa, mas n\u00e3o vai al\u00e9m disto: dolo moral. Ele tem o direito de achar a respeito dos meus textos o que bem entender. E eu tenho o direito de responder. Se ele se sente bem com o seu oficialismo de contesta\u00e7\u00e3o, a\u00ed \u00e9 problema dele.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>\u00c9 diferente, no entanto, quando um pol\u00edtico acusa jornalistas de cometer um crime. A\u00ed a coisa pega. O sr. Alberto Cantalice, vice-presidente do PT e \u201ccoordenador das Redes Sociais do partido\u201d escreveu um artigo no site do PT em que se pode ler esta p\u00e9rola.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0<a href=\"http:\/\/acaopolitica.com\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/lista_azevedo.png\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-507\" src=\"http:\/\/acaopolitica.com\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/lista_azevedo.png\" alt=\"lista_azevedo\" width=\"663\" height=\"294\" srcset=\"http:\/\/acaopolitica.com\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/lista_azevedo.png 663w, http:\/\/acaopolitica.com\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/lista_azevedo-300x133.png 300w\" sizes=\"(max-width: 663px) 100vw, 663px\" \/><\/a><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>Observem que os quatro da lista de Trajano est\u00e3o tamb\u00e9m na de Cantalice, que vem ampliada. N\u00e3o sei o que far\u00e3o os outros. Sei o que eu farei. Estou anunciando aqui que vou process\u00e1-lo. E a raz\u00e3o \u00e9 clar\u00edssima. Ele est\u00e1 me acusando se estimular a que outros \u201cmaldigam os pobres\u201d e os discriminem em ambientes p\u00fablicos. Se eu fa\u00e7o isso, ent\u00e3o eu sou um criminoso. Violo um artigo da Constitui\u00e7\u00e3o e da Lei 7.716, alterada pela Lei 9.459. Vale dizer: transgrido a Carta Magna do meu pa\u00eds e cometo um crime previsto em lei. ENT\u00c3O O SR. CANTALICE VAI TER DE PROVAR O QUE DIZ. ELE VAI TER DE DIZER EM QUE ARTIGO E EM QUE MOMENTO EU PREGUEI A DISCRIMINA\u00c7\u00c3O CONTRA OS POBRES.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>Para esclarecer a quest\u00e3o constitucional e legal. Estabelece o Inciso XLI da Constitui\u00e7\u00e3o:\u201cXLI \u2013 a lei punir\u00e1 qualquer discrimina\u00e7\u00e3o atentat\u00f3ria dos direitos e liberdades fundamentais\u201d.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>Define a Lei 7.716, depois de alterada pela 9.459:\u201cArt. 20. Praticar, induzir ou incitar a discrimina\u00e7\u00e3o ou preconceito de ra\u00e7a, cor, etnia, religi\u00e3o ou proced\u00eancia nacional. (Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 9.459, de 15\/05\/97)Pena: reclus\u00e3o de um a tr\u00eas anos e multa.(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 9.459, de 15\/05\/97)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>Como sabem os advogados, a discrimina\u00e7\u00e3o por condi\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica tem sido considerada pelos ju\u00edzes da mesma natureza das categorias acima previstas. Assim, o sr. Cantalice acusa esse grupo de jornalistas de cometer crimes que rendem at\u00e9 tr\u00eas anos de pris\u00e3o. Vai ter de provar. Se n\u00e3o provar, incorre no crime de cal\u00fania e difama\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>Aten\u00e7\u00e3o! Este senhor \u00e9 o\u00a0 \u201ccoordenador da redes sociais DO partido\u201d, entenderam? N\u00e3o \u00e9 que ele seja o coordenador do partido para as redes sociais. N\u00e3o!!! Levadas as palavras ao p\u00e9 da letra, os petistas julgam j\u00e1 ter privatizado as redes sociais. N\u00e3o deixa de ser verdade.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>O sr. Cantalice vai mais longe, Ele descobriu que esse grupo de jornalistas \u2014 e vejam quanto poder ele nos confere \u2014 \u00e9 respons\u00e1vel pela vaia que Dilma levou nos est\u00e1dios. Tamb\u00e9m ele recorre \u00e0 met\u00e1fora canina para nos designar. Leiam:<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u00a0<a href=\"http:\/\/acaopolitica.com\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/leiam_cantalice.png\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-508\" src=\"http:\/\/acaopolitica.com\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/leiam_cantalice.png\" alt=\"leiam_cantalice\" width=\"663\" height=\"294\" srcset=\"http:\/\/acaopolitica.com\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/leiam_cantalice.png 663w, http:\/\/acaopolitica.com\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/leiam_cantalice-300x133.png 300w\" sizes=\"(max-width: 663px) 100vw, 663px\" \/><\/a><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>Muito bem! Voc\u00eas sabem o que isso significa: quando o maior partido pol\u00edtico do pa\u00eds, que tem, de fato, milhares de seguidores \u2014 alguns deles podem estar dispostos ao tudo ou nada \u2014 nomeia um grupo restrito de jornalistas como propagador do \u00f3dio, acusando-o, adicionalmente, de respons\u00e1vel por vaiais e xingamentos de que foi alvo a presidente Dilma, isso corresponde, me parece, a um convite a uma a\u00e7\u00e3o direta.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>N\u00e3o \u00e9 segredo para ningu\u00e9m que certo tipo de milit\u00e2ncia n\u00e3o precisa de palavras expl\u00edcitas para agir. O sr. Cantalice est\u00e1 pondo em risco a seguran\u00e7a de profissionais da imprensa. Talvez queira isto mesmo: calar a diverg\u00eancia por interm\u00e9dio da intimida\u00e7\u00e3o e do terror. Que este post sirva de alerta \u00e0 Pol\u00edcia Federal e ao Minist\u00e9rio P\u00fablico. Evidentemente, nenhum de n\u00f3s deve esperar a solidariedade e o protesto de entidades de defesa da categoria. Sabem por qu\u00ea? Porque os respectivos comandos da maioria delas pensam a mesma coisa. Tamb\u00e9m elas acham que dever\u00edamos ser proibidos de escrever o que escrevemos, de falar o que falamos, de pensar o que pensamos. IMAGINEM O QUE ACONTECERIA SE UM GRUPO OU UMA ENTIDADE CONSIDERADOS DE DIREITA TORNASSE P\u00daBLICA UMA LISTA DE DESAFETOS. O MUNDO VIRIA ABAIXO. O PT repete a t\u00e1tica da ditadura militar e resolveu espalhar no mural da rede os nomes e as fotografias dos \u201cProcurados\u201d http:\/\/www.folhapolitica.org\/2014\/06\/azevedo-denuncia-que-vice-presidente-do.html<\/em><\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li><strong><em>\u201cVENEZUELA DESRESPEITANDO NOSSA SOBERANIA? &#8211; ARNALDO JABOR, RONALDO CAIADO, OLAVO DE CARVALHO <\/em><\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>O Eixo Do Mal Est\u00e1 Da Am\u00e9rica Latina Est\u00e1 Se Expandindo By Arnaldo Jabor <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><a href=\"http:\/\/youtu.be\/AJv6SV_wO1g\"><em>http:\/\/youtu.be\/AJv6SV_wO1g<\/em><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>Sexta, 07\/11\/2014<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>O eixo do mal da Am\u00e9rica Latina est\u00e1 se expandindo<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>A Venezuela assinou um acordo de coopera\u00e7\u00e3o e assist\u00eancia com o MST sem consultar o governo. O vexame foi tal que at\u00e9 Dilma n\u00e3o gostou. \u00c9 extraordin\u00e1rio o que faz e quer a gente que tomou o poder com mentiras e apoio de analfabetos e da elite ignorante.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>Ronaldo Caiado<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>Governo precisa resgatar soberania brasileira <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><a href=\"http:\/\/youtu.be\/F9eGJ1n0boc\"><em>http:\/\/youtu.be\/F9eGJ1n0boc<\/em><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>Publicado em 12\/11\/2014<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>Durante audi\u00eancia realizada com o ministro do Desenvolvimento Agr\u00e1rio, Miguel Rossetto, na Comiss\u00e3o de Agricultura e Desenvolvimento Agr\u00e1rio da C\u00e2mara na manh\u00e3 desta quarta-feira (12\/11), o ministro afirmou n\u00e3o ter conhecimento algum sobre a firma\u00e7\u00e3o de conv\u00eanios entre o MST e o governo venezuelano que ferem a Constitui\u00e7\u00e3o brasileira e o direito internacional. De acordo com Caiado, o ministro se oculta da responsabilidade de responder aos brasileiros.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>V\u00cdDEOS<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>https:\/\/www.facebook.com\/ronaldocaiado25\/videos<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>Dep. Domingos S\u00e1vio (PSDB-MG) fala sobre espionagem e conv\u00eanio do MST com a Venezuela <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><a href=\"http:\/\/youtu.be\/6Tby-PxSZso\"><em>http:\/\/youtu.be\/6Tby-PxSZso<\/em><\/a><\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li><strong><em>El\u00edas Jaua treina ex\u00e9rcito de 20 mil cubanos na Venezuela, denuncia general<\/em><\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>http:\/\/www.epochtimes.com.br\/elias-jaua-treina-exercito-20-mil-cubanos-venezuela-denuncia-general\/#.VM7iAi6znpA<\/em><\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li><strong><em>Um papo hom\u00e9rico sobre as Manifesta\u00e7\u00f5es e outros assuntos deliciosos<\/em><\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><a href=\"http:\/\/youtu.be\/BAUPl71BbJM\"><em>http:\/\/youtu.be\/BAUPl71BbJM<\/em><\/a><\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li><strong><em>Brasil BOLIVARIANO MST vai receber treinamento da VENEZUELA<\/em><\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><a href=\"http:\/\/youtu.be\/CH8uyK1X0Lw\"><em>http:\/\/youtu.be\/CH8uyK1X0Lw<\/em><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>LEI N\u00ba 7.170, DE 14 DE DEZEMBRO DE 1983.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>Define os crimes contra a seguran\u00e7a nacional, a ordem pol\u00edtica e social, estabelece seu processo e julgamento e d\u00e1 outras provid\u00eancias.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l7170.htm\"><em>http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l7170.htm<\/em><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>Dep. Arolde de Oliveira (PSD-RJ) fala sobre o Foro de S\u00e3o Paulo e Antonio Gramsci <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><a href=\"http:\/\/youtu.be\/jtluJDyA8N4\"><em>http:\/\/youtu.be\/jtluJDyA8N4<\/em><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>Foro de S\u00e3o Paulo &#8211; PT traiu o Brasil<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><a href=\"http:\/\/youtu.be\/Ev2HYDc2q-k\"><em>http:\/\/youtu.be\/Ev2HYDc2q-k<\/em><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>Abertura de investiga\u00e7\u00e3o contra delegados que participam da opera\u00e7\u00e3o Lava Jato<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/AecioNevesOficial\/posts\/899185423459673?notif_t=notify_me\"><em>https:\/\/www.facebook.com\/AecioNevesOficial\/posts\/899185423459673?notif_t=notify_me<\/em><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>PF investigar\u00e1 policiais que criticaram Dilma e Lula na internet, diz Cardoz<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/politica\/noticia\/2014\/11\/pf-investigara-policiais-que-criticaram-dilma-e-lula-na-internet-diz-cardozo.html\"><em>http:\/\/g1.globo.com\/politica\/noticia\/2014\/11\/pf-investigara-policiais-que-criticaram-dilma-e-lula-na-internet-diz-cardozo.html<\/em><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>PETI\u00c7\u00c3O <\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>http:\/\/conspiratio3.blogspot.com.br\/2014\/11\/peticao-para-que-olavo-de-carvalho.html<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>SOBRE O CANAL<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>http:\/\/conspiratio3.blogspot.com.br\/2014\/10\/sobre-o-canal-blogdelinks.html<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>&#8230;..<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>A impress\u00e3o que \u00e0s vezes me vem \u00e9 que talvez a &#8220;direita&#8221; seja uma defini\u00e7\u00e3o esquerdista para um estado natural do ser humano. Notei algumas vezes que conforme vc est\u00e1 numa busca pela verdade e consegue relacionar e integrar conte\u00fados, partes e inst\u00e2ncias do seu ser, por tabela vc tamb\u00e9m se afasta da esquerda. Quanto mais inteiro e verdadeiro vc se torna, menos atra\u00e7\u00e3o a esquerda pode exercer sobre vc. Quanto mais vc \u00e9 vc, menos esquerdista vc \u00e9. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que alguns dizem que comunismo se vence com verdade.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>Parece que a esquerda exclui e mata uma parte do ser que serve para alimentar o pensamento. S\u00f3 esse ato j\u00e1 cont\u00e9m duas auto-trai\u00e7\u00f5es: mentir e matar, mas que a partir da\u00ed n\u00e3o ser\u00e3o consideradas m\u00e1s, porque a sensibilidade estar\u00e1 neutralizada por pensamentos censores. Sob este \u00e3ngulo, a ideologia comunista deturpa o a vis\u00e3o de mundo e o comportamento das pessoas sempre com a ferramenta m\u00e1gica de disfar\u00e7ar e enfeitar o mal. Ainda assim, o alarme contra essas boas inten\u00e7\u00f5es maquiav\u00e9licas n\u00e3o pode ser extinto, apenas abafado um pouco.\u201d https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=WJyUU_DbzCs<\/em><\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li><strong><em>\u201cL\u00edder do MST foi \u00e0 Venezuela convocar esquerda da Am\u00e9rica Latina a lutar contra opositores de Dilma <\/em><\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>\u00a0<a href=\"http:\/\/acaopolitica.com\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/lider_mst_venezuela.png\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-509 aligncenter\" src=\"http:\/\/acaopolitica.com\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/lider_mst_venezuela.png\" alt=\"lider_mst_venezuela\" width=\"447\" height=\"291\" srcset=\"http:\/\/acaopolitica.com\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/lider_mst_venezuela.png 447w, http:\/\/acaopolitica.com\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/lider_mst_venezuela-300x195.png 300w\" sizes=\"(max-width: 447px) 100vw, 447px\" \/><\/a><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>N\u00e3o, voc\u00ea n\u00e3o leu errado. Parece absurdo mas \u00e9 isso que fez Stedile, tido como o l\u00edder m\u00e1ximo do MST no Brasil. O mesmo que foi convocado por Lula a colocar seu \u201cexercito\u201d em campo contra os opositores do governo petista. \u201c<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=hd1-JQ1phkY<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>http:\/\/www.revoltabrasil.com.br\/mundo\/5772-lider-do-mst-foi-a-venezuela-convocar-esquerda-da-america-latina-a-lutar-contra-opositores-de-dilma.html<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>\u201cJornalista diz que o PT quer espalhar o caos pelo pa\u00eds e responde: \u2018Lula, n\u00e3o temos medo<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><em>https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=0UOZ1vDKvcg\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estes s\u00e3o apenas alguns dos fatos que vem sendo noticiados na m\u00eddia nacional. Cabe, portanto, ao Poder Judici\u00e1rio Militar apurar estas not\u00edcias, averiguar os fatos que vem sendo veiculados e amplamente divulgados e, eventualmente, punir os autores, <strong><u>se constatado<\/u><\/strong> que os Srs. Lula, Stedille e o pr\u00f3prio Partido dos Trabalhadores est\u00e3o envolvidos nestes casos, em flagrante viola\u00e7\u00e3o legal. Tamb\u00e9m cabe a averigua\u00e7\u00e3o sobre a eventual responsabilidade, inclusive de Chefes de Estado a fim de se verificar se houve ou n\u00e3o omiss\u00e3o ou obstaculariza\u00e7\u00e3o que n\u00e3o permitisse a investiga\u00e7\u00e3o de fatos que, <strong><u>SE COMPROVADOS<\/u><\/strong>, podem ensejar em viola\u00e7\u00f5es grav\u00edssimas \u00e0 Seguran\u00e7a nacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O disposto neste parecer <strong><u>n\u00e3o se est\u00e1, com isso, pretendendo imputar fato definido como crime \u00e0 quem quer que seja<\/u><\/strong>. Entretanto, tendo em vista que as not\u00edcias que vem sendo veiculadas na m\u00eddia s\u00e3o de extrema gravidade, \u00e9 salutar que sejam apurados todos os fatos e situa\u00e7\u00f5es envolvidos para que sejam preservados, inclusive, eventuais incorre\u00e7\u00f5es ou imputa\u00e7\u00f5es levianas \u00e0s pessoas envolvidas nessas situa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 imperativo que sejam apurados os fatos que vem sendo, amplamente, noticiados para:<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>Se afastar toda e qualquer possibilidade de utiliza\u00e7\u00e3o de manobras pol\u00edticas que sejam, eventualmente, utilizadas para iludir a popula\u00e7\u00e3o, com o fito de se alterar o resultado de uma elei\u00e7\u00e3o, ou, por discord\u00e2ncias de formas de atua\u00e7\u00e3o do governo;<\/li>\n<li>Se averiguar a veracidade dos fatos que vem sendo veiculados, at\u00e9 mesmo em prol dos que, eventualmente estejam envolvidos, para que se lhes garanta a ampla defesa e o contradit\u00f3rio e n\u00e3o lhes sejam imputadas responsabilidades legais que n\u00e3o lhes pertence, ou seja, para que seja evitado a imputa\u00e7\u00e3o leviana de crimes que n\u00e3o ocorreram;<\/li>\n<li>Se constatada a veracidade dos fatos que vem sendo veiculados, que sejam os respons\u00e1veis punidos, nos termos da Lei, por viola\u00e7\u00e3o da Lei de Seguran\u00e7a nacional ou demais comina\u00e7\u00f5es legais de direito;<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Lei 7.170\/83, \u00e9 clara<strong>. In verbis:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>&#8220;Art. 1\u00ba &#8211; Esta Lei prev\u00ea os crimes que lesam ou exp\u00f5em a perigo de les\u00e3o:<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><strong><em><u>I &#8211; a integridade territorial e a soberania nacional;<\/u><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><strong><em><u>Il &#8211; o regime representativo e democr\u00e1tico, a Federa\u00e7\u00e3o e o Estado de Direito;<\/u><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>(&#8230;)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>Art. 2\u00ba &#8211; Quando o fato estiver tamb\u00e9m previsto como crime no C\u00f3digo Penal, no C\u00f3digo Penal Militar ou em leis especiais, levar-se-\u00e3o em conta, para a aplica\u00e7\u00e3o desta Lei:<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><strong><em><u>I &#8211; a motiva\u00e7\u00e3o e os objetivos do agente;<\/u><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><strong><em><u>II &#8211; a les\u00e3o real ou potencial aos bens jur\u00eddicos mencionados no artigo anterior.<\/u><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><strong><em><u>Art. 3\u00ba &#8211; Pune-se a tentativa com a pena correspondente ao crime consumado, reduzida de um a dois ter\u00e7os, quando n\u00e3o houver expressa previs\u00e3o e comina\u00e7\u00e3o espec\u00edfica para a figura tentada.<\/u><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><strong><em><u>Par\u00e1grafo \u00fanico &#8211; O agente que, voluntariamente, desiste de prosseguir na execu\u00e7\u00e3o, ou impede que o resultado se produza, s\u00f3 responde pelos atos j\u00e1 praticados.<\/u><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><strong><em><u>Art. 4\u00ba &#8211; S\u00e3o circunst\u00e2ncias que sempre agravam a pena, quando n\u00e3o elementares do crime:<\/u><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>I &#8211; ser o agente reincidente;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><strong><em><u>II &#8211; ter o agente:<\/u><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><strong><em><u>a) praticado o crime com o aux\u00edlio, de qualquer esp\u00e9cie, de governo, organiza\u00e7\u00e3o internacional ou grupos estrangeiros;<\/u><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><strong><em><u>b) promovido, organizado ou dirigido a atividade dos demais, no caso do concurso de agentes.<\/u><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>(&#8230;)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><strong><em><u>Art. 7\u00ba &#8211; Na aplica\u00e7\u00e3o desta Lei, observar-se-\u00e1, no que couber, a Parte Geral do C\u00f3digo Penal Militar e, subsidiariamente, a sua Parte Especial.<\/u><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>Par\u00e1grafo \u00fanico &#8211; Os menores de dezoito anos s\u00e3o penalmente inimput\u00e1veis, ficando sujeitos \u00e0s normas estabelecidas na legisla\u00e7\u00e3o especial.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>T\u00edTULO II<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>Dos Crimes e das Penas<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><strong><em><u>Art. 8\u00ba &#8211; Entrar em entendimento ou negocia\u00e7\u00e3o com governo ou grupo estrangeiro, ou seus agentes, para provocar guerra ou atos de hostilidade contra o Brasil.<\/u><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>Pena: reclus\u00e3o, de 3 a 15 anos.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>Par\u00e1grafo \u00fanico &#8211; Ocorrendo a guerra ou sendo desencadeados os atos de hostilidade, a pena aumenta-se at\u00e9 o dobro.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><strong><em><u>Art. 9\u00ba &#8211; Tentar submeter o territ\u00f3rio nacional, ou parte dele, ao dom\u00ednio ou \u00e0 soberania de outro pa\u00eds.<\/u><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>Pena: reclus\u00e3o, de 4 a 20 anos.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>Par\u00e1grafo \u00fanico &#8211; Se do fato resulta les\u00e3o corporal grave, a pena aumenta-se at\u00e9 um ter\u00e7o; se resulta morte aumenta-se at\u00e9 a metade.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><strong><em><u>Art. 10 &#8211; Aliciar indiv\u00edduos de outro pa\u00eds para invas\u00e3o do territ\u00f3rio nacional.<\/u><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>Pena: reclus\u00e3o, de 3 a 10 anos.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>Par\u00e1grafo \u00fanico &#8211; Ocorrendo a invas\u00e3o, a pena aumenta-se at\u00e9 o dobro.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><strong><em><u>Art. 12 &#8211; Importar ou introduzir, no territ\u00f3rio nacional, por qualquer forma, sem autoriza\u00e7\u00e3o da autoridade federal competente, armamento ou material militar privativo das For\u00e7as Armadas.<\/u><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>Pena: reclus\u00e3o, de 3 a 10 anos.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><strong><em><u>Par\u00e1grafo \u00fanico &#8211; Na mesma pena incorre quem, sem autoriza\u00e7\u00e3o legal, fabrica, vende, transporta,<\/u><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><strong><em><u>recebe, oculta, mant\u00e9m em dep\u00f3sito ou distribui o armamento ou material militar de que trata este artigo.<\/u><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><strong><em><u>Art. 13 &#8211; Comunicar, entregar ou permitir a comunica\u00e7\u00e3o ou a entrega, a governo ou grupo<\/u><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><strong><em><u>estrangeiro, ou a organiza\u00e7\u00e3o ou grupo de exist\u00eancia ilegal, de dados, documentos ou c\u00f3pias de documentos, planos, c\u00f3digos, cifras ou assuntos que, no interesse do Estado brasileiro, s\u00e3o classificados como sigilosos.<\/u><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Pena: reclus\u00e3o, de 3 a 15 anos.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>Par\u00e1grafo \u00fanico &#8211; Incorre na mesma pena quem:<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>I &#8211; com o objetivo de realizar os atos previstos neste artigo, mant\u00e9m servi\u00e7o de espionagem ou dele participa;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>II &#8211; com o mesmo objetivo, realiza atividade aerofotogr\u00e1fica ou de sensoreamento remoto, em qualquer parte do territ\u00f3rio nacional;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>III<\/em><em> &#8211; oculta ou presta aux\u00edlio a espi\u00e3o, sabendo-o tal, para subtra\u00ed-lo \u00e0 a\u00e7\u00e3o da autoridade p\u00fablica;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>IV &#8211; obt\u00e9m ou revela, para fim de espionagem, desenhos, projetos, fotografias, not\u00edcias ou informa\u00e7\u00f5es a respeito de t\u00e9cnicas, de tecnologias, de componentes, de equipamentos, de instala\u00e7\u00f5es ou de sistemas de processamento automatizado de dados, em uso ou em desenvolvimento no Pa\u00eds, que, reputados essenciais para a sua defesa, seguran\u00e7a ou economia, devem permanecer em segredo.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><strong><em><u>Art. 14 &#8211; Facilitar, culposamente, a pr\u00e1tica de qualquer dos crimes previstos nos arts. 12 e 13, e seus par\u00e1grafos.<\/u><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>Pena: deten\u00e7\u00e3o, de 1 a 5 anos.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>(&#8230;)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><strong><em><u>Art. 16 &#8211; Integrar ou manter associa\u00e7\u00e3o, partido, comit\u00ea, entidade de classe ou grupamento que tenha por objetivo a mudan\u00e7a do regime vigente ou do Estado de Direito, por meios violentos ou com o emprego de grave amea\u00e7a.<\/u><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>Pena: reclus\u00e3o, de 1 a 5 anos.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><strong><em><u>Art. 17 &#8211; Tentar mudar, com emprego de viol\u00eancia ou grave amea\u00e7a, a ordem, o regime vigente ou o Estado de Direito.<\/u><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>Pena: reclus\u00e3o, de 3 a 15 anos.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>(&#8230;)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><strong><em><u>Art. 20 &#8211; Devastar, saquear, extorquir, roubar, seq\u00fcestrar, manter em c\u00e1rcere privado, incendiar, depredar, provocar explos\u00e3o, praticar atentado pessoal ou atos de terrorismo, por inconformismo pol\u00edtico ou para obten\u00e7\u00e3o de fundos destinados \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o de organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas clandestinas ou subversivas.<\/u><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>Pena: reclus\u00e3o, de 3 a 10 anos.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>P<strong><u>ar\u00e1grafo \u00fanico &#8211; Se do fato resulta les\u00e3o corporal grave, a pena aumenta-se at\u00e9 o dobro; se resulta morte, aumenta-se at\u00e9 o triplo.<\/u><\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>(&#8230;)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><strong><em><u>Art. 22 &#8211; Fazer, em p\u00fablico, propaganda:<\/u><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><strong><em><u>I &#8211; de processos violentos ou ilegais para altera\u00e7\u00e3o da ordem pol\u00edtica ou social;<\/u><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>II &#8211; de discrimina\u00e7\u00e3o racial,<strong><u> de luta pela viol\u00eancia entre as classes sociais<\/u><\/strong>, de persegui\u00e7\u00e3o religiosa;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><strong><em><u>III<\/u><\/em><\/strong><strong><em><u> &#8211; de guerra;<\/u><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>IV &#8211; de qualquer dos crimes previstos nesta Lei.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>Pena: deten\u00e7\u00e3o, de 1 a 4 anos.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>1\u00ba &#8211; A pena \u00e9 aumentada de um ter\u00e7o quando a propaganda for feita em local de trabalho ou por meio de r\u00e1dio ou televis\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>2\u00ba &#8211; Sujeita-se \u00e0 mesma pena quem distribui ou redistribui:<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>a) fundos destinados a realizar a propaganda de que trata este artigo;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>b) ostensiva ou clandestinamente boletins ou panfletos contendo a mesma propaganda.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><strong><em><u>Art. 23 &#8211; Incitar:<\/u><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>I &#8211; \u00e0 subvers\u00e3o da ordem pol\u00edtica ou social;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>II &#8211; \u00e0 animosidade entre as For\u00e7as Armadas ou entre estas e as classes sociais ou as institui\u00e7\u00f5es<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>civis;<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><strong><em><u>III<\/u><\/em><\/strong><strong><em><u> &#8211; \u00e0 luta com viol\u00eancia entre as classes sociais;<\/u><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>IV &#8211; \u00e0 pr\u00e1tica de qualquer dos crimes previstos nesta Lei.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>Pena: reclus\u00e3o, de 1 a 4 anos.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><strong><em><u>Art. 24 &#8211; Constituir, integrar ou manter organiza\u00e7\u00e3o ilegal de tipo militar, de qualquer forma ou natureza armada ou n\u00e3o, com ou sem fardamento, com finalidade combativa.<\/u><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>Pena: reclus\u00e3o, de 2 a 8 anos<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><em>(&#8230;)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><strong><em><u>Art. 30 &#8211; Compete \u00e0 Justi\u00e7a Militar processar e julgar os crimes previstos nesta Lei, com<\/u><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 120px;\"><strong><em><u>observ\u00e2ncia das normas estabelecidas no C\u00f3digo de Processo Penal Militar, no que n\u00e3o colidirem com disposi\u00e7\u00e3o desta Lei, ressalvada a compet\u00eancia origin\u00e1ria do Supremo Tribunal Federal nos casos previstos na Constitui\u00e7\u00e3o.<\/u><\/em><\/strong><em>&#8221; <\/em><em>(Os grifos s\u00e3o meus).<\/em><\/p>\n<hr \/>\n<p style=\"text-align: justify;\">Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> SILVA, Jos\u00e9 Afonso da. <strong>Curso de Direito Constitucional Positivo. <\/strong>27\u00aa ed. S\u00e3o Paulo: Malheiros: 2006, p. 484<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> SILVA, Jos\u00e9 Afonso da. <strong>Curso de Direito Constitucional Positivo. <\/strong>27\u00aa ed. S\u00e3o Paulo: Malheiros: 2006, p. 484<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> SILVA, Jos\u00e9 Afonso da. <strong>Curso de Direito Constitucional Positivo. <\/strong>27\u00aa ed. S\u00e3o Paulo: Malheiros: 2006, p. 477<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> SILVA, Jos\u00e9 Afonso da. <strong>Curso de Direito Constitucional Positivo. <\/strong>27\u00aa ed. S\u00e3o Paulo: Malheiros: 2006, p. 478<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> PINTO FILHO, Francisco Bilac M. <strong>A Interven\u00e7\u00e3o Federal e o Federalismo Brasileiro. <\/strong>Rio de Janeiro: Forense; 2002, p. 219.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> MORAES, Alexandre de. <strong>Direito Constitucional. <\/strong>10\u00aa ed. S\u00e3o Paulo: Atlas S.A; 2005, p.286.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> SILVA, Jos\u00e9 Afonso da. <strong>Curso de Direito Constitucional Positivo. <\/strong>27\u00aa ed. S\u00e3o Paulo: Malheiros: 2006, p. 484<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> MIRANDA, Pontes de. <strong>Coment\u00e1rios \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o de 1967 com a Emenda n. 1 de 1969. Tomo III. <\/strong>S\u00e3o Paulo: Revista dos Tribunais: 1970, p. 200, 201 e 207.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> PINTO FILHO, Francisco Bilac M. <strong>A Interven\u00e7\u00e3o Federal e o Federalismo Brasileiro. <\/strong>Rio de Janeiro: Forense; 2002. p. 216<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> MIRANDA, Pontes de. <strong>Coment\u00e1rios \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o de 1967 com a Emenda n. 1 de 1969. Tomo II. <\/strong>S\u00e3o Paulo: Revista dos Tribunais: 1970, p. 190.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> LEWANDOWSKI, Enrique Ricardo. <strong>Pressupostos Materiais e Formais da Interven\u00e7\u00e3o Federal no Brasil. <\/strong>S\u00e3o Paulo: Revista dos Tribunais: 1994, p.36-37.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a> SILVA, Jos\u00e9 Afonso da. <strong>Curso de Direito Constitucional Positivo. <\/strong>27\u00aa ed. S\u00e3o Paulo: Malheiros: 2006, p. 485<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a> PINTO FILHO, Francisco Bilac M. <strong>A Interven\u00e7\u00e3o Federal e o Federalismo Brasileiro. <\/strong>Rio de Janeiro: Forense; 2002. p. 324.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\">[14]<\/a> LEWANDOWSKI, Enrique Ricardo. <strong>Pressupostos Materiais e Formais da Interven\u00e7\u00e3o Federal no Brasil. <\/strong>S\u00e3o Paulo: Revista dos Tribunais: 1994, p. 89.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\">[15]<\/a> PINTO FILHO, Francisco Bilac M. <strong>A Interven\u00e7\u00e3o Federal e o Federalismo Brasileiro. <\/strong>Rio de Janeiro: Forense; 2002. p. 333.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref16\" name=\"_ftn16\">[16]<\/a> PINTO FILHO, Francisco Bilac M. <strong>A Interven\u00e7\u00e3o Federal e o Federalismo Brasileiro. <\/strong>Rio de Janeiro: Forense; 2002. p. 339.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref17\" name=\"_ftn17\">[17]<\/a> LEWANDOWSKI, Enrique Ricardo. <strong>Pressupostos Materiais e Formais da Interven\u00e7\u00e3o Federal no Brasil<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Revista dos Tribunais: 1994.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref18\" name=\"_ftn18\">[18]<\/a> PINTO FILHO, Francisco Bilac M. <strong>A Interven\u00e7\u00e3o Federal e o Federalismo Brasileiro. <\/strong>Rio de Janeiro: Forense; 2002. p. 339.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref19\" name=\"_ftn19\">[19]<\/a> FERREIRA FILHO, Manoel Gon\u00e7alves. <strong>Coment\u00e1rios \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o Brasileira de 1988. Vol I e II. <\/strong>2\u00aa ed. S\u00e3o Paulo: Saraiva: 1997, p.227<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref20\" name=\"_ftn20\">[20]<\/a> PINTO FILHO, Francisco Bilac M. <strong>Interven\u00e7\u00e3o Federal e o Federalismo Brasileiro. <\/strong>Rio de Janeiro: Forense: 2002. p. 347.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref21\" name=\"_ftn21\">[21]<\/a> STJ, IF n\u00ba. 33\/PR, Corte Especial, Relator: Ministro Dem\u00f3crito Reinaldo, julgado em 16\/04\/1997, DJ de 09\/06\/1997, p. 25.456, RSTJ 99\/2009.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref22\" name=\"_ftn22\">[22]<\/a> PINTO FILHO, Francisco Bilac M. <strong>Interven\u00e7\u00e3o Federal e o Federalismo Brasileiro. <\/strong>Rio de Janeiro: Forense: 2002, p. 349.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref23\" name=\"_ftn23\">[23]<\/a> STJ, IF n\u00ba. 26\/PR, Relator: Ministro Dem\u00f3crito Reinaldo, Corte Especial, decis\u00e3o por maioria, DJ de 05\/06\/1995.p. 16.607, RSTJ 75\/65.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref24\" name=\"_ftn24\">[24]<\/a> SILVA, Jos\u00e9 Afonso da. <strong>Curso de Direito Constitucional Positivo. <\/strong>27\u00aa ed. S\u00e3o Paulo: Malheiros: 2006, p. 488.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref25\" name=\"_ftn25\">[25]<\/a> PIETRO, Maria Sylvia Zanella Di. <strong>Direito administrativo<\/strong>. 14.ed. S\u00e3o Paulo: Atlas, 2002. p. 512<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref26\" name=\"_ftn26\">[26]<\/a> MELLO, Celso Antonio Bandeira de. <strong>Curso de direito administrativo<\/strong>. 17.ed., rev. e atual. S\u00e3o Paulo: Malheiros, 2003. p. 468<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref27\" name=\"_ftn27\">[27]<\/a> MELLO, op. cit., p. 468-469.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref28\" name=\"_ftn28\">[28]<\/a> BRASIL. <strong>Lei n. 9.784<\/strong>, de 29 de janeiro de 1999. Regula o processo administrativo no \u00e2mbito da Administra\u00e7\u00e3o P\u00fablica Federal<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref29\" name=\"_ftn29\">[29]<\/a> PI\u00c7ARRA, Nuno.<strong>A Separa\u00e7\u00e3o dos Poderes como doutrina e principio Constitucional. <\/strong>Coimbra: Coimbra Editora LTDA: 1989, p.49.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref30\" name=\"_ftn30\">[30]<\/a> PI\u00c7ARRA, Nuno. <strong>A Separa\u00e7\u00e3o dos Poderes como Doutrina e Princ\u00edpio Constitucional. <\/strong>Coimbra: Ed. Coimbra LTDA: 1989,p. 91.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref31\" name=\"_ftn31\">[31]<\/a> SILVA, Jos\u00e9 Afonso da. <strong>Curso de Direito Constitucional Positivo. <\/strong>27\u00aaed. S\u00e3o Paulo:Malheiros Editores; 2006, p.108.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref32\" name=\"_ftn32\">[32]<\/a> MORAES, Alexandre de. <strong>Direito Constitucional. <\/strong>10\u00aa ed. S\u00e3o Paulo. Atlas S.A: 2005, p.452.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref33\" name=\"_ftn33\">[33]<\/a> CHIOVENDA<strong>, <\/strong>Giuseppe. <strong>Institui\u00e7\u00f5es de Direito Processual Civil.Tradu\u00e7\u00e3o de Paolo Capitanio. <\/strong>4\u00aa ed. Campinas: BookSeller. 2008<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref34\" name=\"_ftn34\">[34]<\/a> SILVA, Jos\u00e9 Afonso da. <strong>Curso de Direito Constitucional Positivo. <\/strong>27\u00aaed. S\u00e3o Paulo. Malheiros Editores: 2006, p.555.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref35\" name=\"_ftn35\">[35]<\/a> PI\u00c7ARRA<strong>, <\/strong>Nuno. <strong>A Separa\u00e7\u00e3o dos Poderes como Doutrina e Princ\u00edpio Constitucional. <\/strong>Coimbra: Ed. Coimbra LTDA: 1989,p. 191.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref36\" name=\"_ftn36\">[36]<\/a> Os artigos 138 , 139 e 142 da Leis das S\/As est\u00e3o assim redigidos:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cArt. 138. A administra\u00e7\u00e3o da companhia competir\u00e1, conforme dispuser o estatuto, ao conselho de administra\u00e7\u00e3o e \u00e0 diretoria, ou somente \u00e0 diretoria.<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>1\u00ba O conselho de administra\u00e7\u00e3o \u00e9 \u00f3rg\u00e3o de delibera\u00e7\u00e3o colegiada, sendo a representa\u00e7\u00e3o da companhia privativa dos diretores.<\/li>\n<li>2\u00ba As companhias abertas e as de capital autorizado ter\u00e3o, obrigatoriamente, conselho de administra\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<p style=\"text-align: justify;\">Art. 139. As atribui\u00e7\u00f5es e poderes conferidos por lei aos \u00f3rg\u00e3os de administra\u00e7\u00e3o n\u00e3o podem ser outorgados a outro \u00f3rg\u00e3o, criado por lei ou pelo estatuto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(&#8230;)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Art. 142. Compete ao conselho de administra\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">I &#8211; fixar a orienta\u00e7\u00e3o geral dos neg\u00f3cios da companhia;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">II &#8211; eleger e destituir os diretores da companhia e fixar-lhes as atribui\u00e7\u00f5es, observado o que a respeito dispuser o estatuto<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">III &#8211; fiscalizar a gest\u00e3o dos diretores, examinar, a qualquer tempo, os livros e pap\u00e9is da companhia, solicitar informa\u00e7\u00f5es sobre contratos celebrados ou em via de celebra\u00e7\u00e3o, e quaisquer outros atos; (grifos meus)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">IV &#8211; convocar a assembl\u00e9ia-geral quando julgar conveniente, ou no caso do artigo 132;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">V &#8211; manifestar-se sobre o relat\u00f3rio da administra\u00e7\u00e3o e as contas da diretoria;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">VI &#8211; manifestar-se previamente sobre atos ou contratos, quando o estatuto assim o exigir;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">VII &#8211; deliberar, quando autorizado pelo estatuto, sobre a emiss\u00e3o de a\u00e7\u00f5es ou de b\u00f4nus de subscri\u00e7\u00e3o;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">VIII \u2013 autorizar, se o estatuto n\u00e3o dispuser em contr\u00e1rio, a aliena\u00e7\u00e3o de bens do ativo n\u00e3o circulante, a constitui\u00e7\u00e3o de \u00f4nus reais e a presta\u00e7\u00e3o de garantias a obriga\u00e7\u00f5es de terceiros;(Reda\u00e7\u00e3o dada pela Lei n\u00ba 11.941, de 2009)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">IX &#8211; escolher e destituir os auditores independentes, se houver,\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">tendo Gil da Costa Carvalho sobre o artigo 142 escrito:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u20152- Cabe ao Conselho fixar a orienta\u00e7\u00e3o geral dos neg\u00f3cios da companhia. Com observ\u00e2ncia do contido no estatuto, o Conselho tra\u00e7ar\u00e1 normas de ordem geral. Estabelecer\u00e1 quais as atividades que devem ser incrementadas e aquelas que devem ser reduzidas ou extintas. Estabelecer\u00e1 crit\u00e9rios a serem observados nas diversas opera\u00e7\u00f5es. Tra\u00e7ar\u00e1 uma pol\u00edtica salarial para os empregados. Decidir\u00e1 pela amplia\u00e7\u00e3o ou redu\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cios, aberturas de filiais ou sucursais, ou pela pol\u00edtica da contrata\u00e7\u00e3o de representantes comerciais em diversas pra\u00e7as etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As normas tra\u00e7adas t\u00eam que ser obedecidas pela diretoria, pois os diretores se encontram sob o comando e vigil\u00e2ncia do Conselho\u2016 (Coment\u00e1rios \u00e0 Lei das Sociedades por A\u00e7\u00f5es, coordenadores Geraldo de Camargo Vidigal e Ives Gandra Martins, Ed. Forense Universit\u00e1ria, Rio de Janeiro, 1999, p. 459) (grifos meus).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref37\" name=\"_ftn37\">[37]<\/a> Wallace Paiva Martins Junior elenca controv\u00e9rsia sobre a caracteriza\u00e7\u00e3o de atos de improbidade, mas exp\u00f5e opini\u00e3o, lastreado na intelig\u00eancia do STJ, de que n\u00e3o consagrou o STF imuniza\u00e7\u00e3o de atos de improbidade administrativa para agentes com foro privilegiado:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2015Merc\u00ea de o Supremo Tribunal Federal ter assentado que &#8220;os atos de improbidade administrativa s\u00e3o tipificados como crime de responsabilidade na Lei n. 1.079\/1950, delito de car\u00e1ter pol\u00edtico- administrativo [&#8230;] o sistema constitucional brasileiro distingue o regime de responsabilidade dos agentes pol\u00edticos dos demais agentes p\u00fablicos. A Constitui\u00e7\u00e3o n\u00e3o admite a concorr\u00eancia entre dois regimes de responsabilidade pol\u00edtico-administrativa para os agentes pol\u00edticos: o previsto no art. 37, \u00a7 4\u00ba (regulado pela Lei n. 8.429\/1992) e o regime fixado no art. 102, I, c (disciplinado pela Lei n. 1.079\/1950)&#8221;, julgou que &#8220;a lei 8.429\/1992 regulamenta o art. 37, par\u00e1grafo 4\u00ba da Constitui\u00e7\u00e3o, que traduz uma concretiza\u00e7\u00e3o do principio da moralidade administrativa inscrito no caput do mesmo dispositivo constitucional. As condutas descritas na lei de improbidade administrativa, quando imputadas a autoridades detentoras de prerrogativa de foro, n\u00e3o se convertem em crimes de responsabilidade&#8221;. E vem prestigiando essa \u00faltima orienta\u00e7\u00e3o&#8221;&#8216; porque a tese contr\u00e1ria n\u00e3o tem efeito vinculante e a <strong><u>condi\u00e7\u00e3o de agentes pol\u00edticos n\u00e3o os exonera do dever de probidade nem os exclui da esfera da plena incid\u00eancia normativa da Lei n. 8.429\/92120<\/u><\/strong>, assinalando que o debate sobre a inaplicabilidade dessa lei aos agentes pol\u00edticos \u00e9 mat\u00e9ria infraconstitucional e constitui ofensa indireta \u00e0 Constitui\u00e7\u00e3o. O Superior Tribunal de Justi\u00e7a decidiu que &#8220;excetuada a hip\u00f3tese de atos de improbidade praticados pelo Presidente da Rep\u00fablica (art. 85, V), cujo julgamento se d\u00e1 em regime especial pelo Senado Federal (art. 86), n\u00e3o h\u00e1 norma constitucional alguma que imunize os agentes pol\u00edticos, sujeitos a crime de responsabilidade, de qualquer das san\u00e7\u00f5es por ato de improbidade previstas no art. 37,<\/p>\n<ul style=\"text-align: justify;\">\n<li>4\u00ba. Seria incompat\u00edvel com a Constitui\u00e7\u00e3o eventual preceito normativo infraconstitucional que impusesse imunidade dessa natureza&#8221; (\u2015Tratado de Direito Administrativo, volume 2, coordena\u00e7\u00e3o Adilson Dallari, Carlos Valder do Nascimento e Ives Gandra Martins, Ed. Saraiva, S\u00e3o Paulo, 2013, p. 151\/2).<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00c1 AMPARO LEGAL PARA UMA INTERVEN\u00c7\u00c3O MILITAR NO BRASIL? 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