A orgia financeira do BNDES

A orgia financeira do BNDES

O BNDES não passa de uma perniciosa máquina de redistribuição de renda às avessas. Uma vez que você entende como realmente funciona este suposto banco de desenvolvimento, torna-se claro seu mecanismo espoliativo.

Originalmente, os recursos do BNDES eram oriundos apenas do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador — fundo destinado a custear o seguro-desemprego e o abono salarial).  Este arranjo, por si só, já denotava um grande privilégio.  Por que, afinal, as pequenas empresas devem financiar os juros subsidiados das grandes empresas?

O problema é que essa matriz, já ruim, foi alterada para pior a partir de 2009 quando o Congresso Nacional autorizou a União a conceder empréstimos ao BNDES.

Ou seja, se antes o BNDES se financiava exclusivamente via impostos, a partir de 2009 ele passou a se financiar também via repasses diretos do Tesouro, na forma de empréstimos, cujo saldo devedor em março de 2017 era de R$ 661,0 bilhões. 

Só que há um detalhe óbvio: o Tesouro não tem dinheiro sobrando para emprestar ao BNDES.  Consequentemente, para conseguir esse dinheiro, o Tesouro tem de se endividar. Ato contínuo, ele emite títulos da dívida com o intuito de arrecadar esse dinheiro.

Como, a partir de 2009, o BNDES não tinha todo o dinheiro que o governo “comunista/bolivariano” do Lula queria destinar a seus empresários favoritos — como o hoje falido Aike Batista, as empreiteiras, e demais “campeãs nacionais“, como BRF, Oi, JBS/Friboi —, o Tesouro começou a emitir títulos da dívida com o intuito de arrecadar esse dinheiro e repassá-lo para o BNDES.

Cabe lembrar que no período de 2011 até 2016 a taxa média de juros de carregamento da dívida da União foi 12,22% ao ano, enquanto a taxa média de empréstimos do BNDES foi de 7,0 % ao ano, sendo a diferença de 5,22% ao ano bancado pelo povão pobre e miserável do Brasil em benefício de empresários corruptos ou falidos. Quantos deles após obterem os empréstimos subsidiados aplicaram no mercado financeiro, sendo remunerados a 12,22% ao ano e ganhando esse Spread de 5,22% ao ano?

Essa loucura conduzida pelo “comunista/bolivariano” senhor Henrique Meirelles presidente do Banco Central nos dois mandatos do governo “comunista/bolivariano” de Lula lhe valeu a presidência do conselho de administração da JBS, após sair do governo em 2010.

O absurdo dessa medida de empréstimo ao BNDES fez com que a dívida da União em poder do Banco Central, por falta de tomadores no mercado financeiro, tenha migrado de 17,86% do PIB em 2010 para 25,20% do PIB em maio de 2017. Crescimento real em relação ao PIB de 41,09%. Uma imoralidade sem precedentes da dívida do Tesouro ter se tornado maior do que a capacidade do próprio mercado financeiro.

Consequentemente, o BNDES foi anabolizado. Sua capacidade de conceder empréstimos subsidiados aumentou quase que exponencialmente. 

Com a palavra o ex- liberal e atual presidente do BNDES que inocentou o governo petista “comunista/bolivariano” de qualquer irregularidade no BNDES, bem como classificou a operação financeira com a JBS como sendo uma obra invejável de engenharia financeira, e ao “comunista/bolivariano” senhor Henrique Meirelles atual ministro da fazenda idealizador dessa aberração implantada pelo governo “comunista/bolivariano” do PT.

Nota: Como considero o governo petista “comunistas/bolivariano”, todos os seus auxilares, ou são da mesma ideologia, ou são pilantras e vagubundos piores do que os “comunista/bolivariano”

Ricardo Bergamini

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